Após a vitória de Lula na eleição presidencial do Brasil, o Citi alerta que investidores focarão nas perspectivas fiscais e no risco de a taxa Selic permanecer alta, impactando a qualidade dos ativos bancários. O Brasil, contribuindo com 15% dos lucros do Santander, é crucial para a análise do banco, que tem recomendação de compra. O Citi prevê reação inicial fraca das ações do Santander na Espanha, mas destaca que o impacto no lucro por ação seria limitado, mesmo com juros elevados prolongados.

O Citi avalia que, após o resultado da eleição presidencial no Brasil, com a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a atenção dos investidores deve se voltar às perspectivas fiscais do País e ao risco de a taxa Selic permanecer elevada por mais tempo, o que pode atrasar a normalização da qualidade dos ativos dos bancos. Lula venceu a eleição com cerca de 51,7% dos votos, contra 48,2% de Flávio Bolsonaro (PL).
Em relatório, os analistas Borja Ramirez Segura, Anand Demble, André Nemec e Gustavo Schroden lembram que o Brasil contribui com cerca de 15% dos lucros do Grupo Santander. Por isso, indicam que o desempenho e as condições de crédito no mercado brasileiro entram no radar ao avaliar a tese para o Banco Santander (SANB11), para o qual o Citi tem recomendação de compra.
Após o resultado eleitoral, o Citi acredita que as ações do Santander na Espanha podem ter uma reação inicial fraca. Ainda assim, o banco observa que o SAN já teve desempenho inferior ao de seus pares brasileiros e de seus concorrentes diretos no último mês.
Por fim, o Citi destaca que sua análise de sensibilidade sugere que uma deterioração no custo de risco do Santander Brasil teria impacto limitado no lucro por ação (LPA) do grupo.
Segundo o banco, caso as taxas de juros no Brasil permaneçam elevadas por um período prolongado, as implicações potenciais para o Santander Brasil seriam menor crescimento do volume, margens menores e maior custo de risco.
