A Vita, aceleradora de consultorias de investimentos, cresceu cinco vezes em um ano, atingindo R$ 5 bilhões em ativos sob gestão. Criada em 2016, a empresa atraiu mais empreendedores nos últimos seis meses, com 70% de novos negócios e 30% migrando de assessorias. A Vita oferece estrutura e suporte em troca de participação minoritária, sem exclusividade de produtos. Com 22 consultorias em nove estados, planeja expandir no Nordeste e Sul do Brasil. Ricardo Guimarães, sócio fundador, destaca a resiliência do modelo em tempos difíceis.

Aproveitando o boom das consultorias de investimentos, a Vita, que se define como uma “aceleradora” do segmento, cresceu cinco vezes em um ano e atingiu R$ 5 bilhões de ativos sob gestão.
O negócio surgiu da constatação de que o segmento tem taxa de mortalidade muito alta quando o empreendedor não se associa a uma plataforma ou estrutura.
Criada em 2016, foi nos últimos seis meses que a Vita verificou mais empreendedores buscando o seu apoio. Deles, 70% são donos de empresas novas, e 30% migraram do modelo de assessoria de investimentos.
“O modelo de consultoria é mais resiliente em momento difíceis do mercado”, diz Ricardo Guimarães, sócio fundador da empresa.
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Funciona assim: a empresa entra com uma participação minoritária em cada negócio, sem o intuito de sair no futuro, e em troca oferece aos empreendedores estrutura para o negócio crescer, como advogados, planejadores financeiros, ajuda para construir modelo de sociedade, sistemas, compliance (conformidade com leis, normas e regras) e o direito de usar o nome Vita como uma placa para reforçar a confiança de clientes.
O Grupo Turim, um dos maiores family offices independentes do País, tem participação minoritária na Vita e reforça a chancela dos negócios. Os negócios não competem entre si: enquanto a Tori atende clientes com patrimônio acima de R$ 10 milhões, espera que a Vita consiga atender clientes menores, enquanto a Turim fica com os maiores tíquetes.
É um modelo inspirado no americano Focus Group e similar ao do BTG Pactual (BPAC11) e da XP Investimentos com assessorias de investimento credenciadas. A diferença de que a Vita não tem a exclusividade de recomendações de produtos, mas, sim, ganha com o crescimento do patrimônio dos clientes.
A compra de participação dos negócios também vem sendo feita pelos dois bancos de investimento com suas maiores assessorias.
Perfil dos associados
O portfólio de investimentos da Vita já soma 22 consultorias, que estão presentes em nove estados do país (São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Vitória, Curitiba, Florianópolis, Campo Grande, Belém e São Luís) e têm clientes com tíquete a partir de R$ 2,5 milhões.
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São consultorias que estão iniciando operação, nas quais a Vita viu um padrão de qualidade no atendimento, taxas de crescimento maiores (algumas consultorias atingiram R$ 500 milhões de ativos sob gestão em um ano) e posicionamento em grandes capitais pelo Brasil, especialmente fora do eixo São Paulo e Rio. “É um segmento que exige uma grande proximidade com o cliente”, define Guimarães.
O plano é crescer nos próximos 12 meses na região Nordeste, em cidades como Recife, Fortaleza e Salvador; no Sul, em praças como Porto Alegre; além de Brasília e Goiânia. O foco da Vita são negócios nascentes.
