Itamaraty vê Venezuela estável e tema deve ser discutido por Lula e presidente do Panamá

Em viagem, Lula pode se reunir pela primeira-vez com novos presidentes de direita do Chile e da Bolívia

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Foto do autor Felipe Frazão
Atualização:

Como fica o governo da Venezuela após a queda de Maduro?

Sem María Corina Machado e com Delcy Rodríguez como presidente interina, EUA buscam evitar a instabilidade de uma mudança total de regime.

Confira o resumo que a LE.IA, a IA do Estadão, fez pra você

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BRASÍLIA - O futuro da Venezuela vai ser um dos temas políticos sensíveis de discussão na viagem que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fará na próxima semana ao Panamá.

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O Ministério das Relações Exteriores afirmou nesta sexta-feira, dia 23, que o governo brasileiro enxerga um cenário de “estabilidade” no país vizinho, o que interessa ao Brasil, após a operação militar de captura do ditador Nicolás Maduro, condenada por Lula.

Já o governo panamenho, país que serve como hub para conexões logísticas à Venezuela, defendeu a ação militar autorizada por Donald Trump e apoia uma transição democrática de governo em Caracas.

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Lula viaja na semana que vem ao Panamá, onde Venezuela deve ser pauta Foto: EVARISTO SA/ AFP

Após a deposição do ditador, o poder local se manteve nas mãos do chavismo, com a ex-vice-presidente Delcy Rodríguez empossada como presidente interina. Ela se disse disposta a cooperar com os americanos, embora Trump tenha dito que controlará o país por um período indeterminado, de olho em recursos do petróleo.

A despeito das divergências sobre o rumo da Venezuela, o tema deve voltar a ser tratado entre Lula e o presidente José Raúl Mulino, na Cidade do Panamá. A situação política e social venezuelana foi tema relevante nos cinco encontros anteriores entre Lula e Mulino.

“O tema não é central porque o tema Venezuela no momento está em certa estabilidade, não há uma crise em particular. Vemos as coisas correrem e ao Brasil interessa a estabilidade da Venezuela. É um diálogo natural, mas não se reveste de qualquer problema, é um intercâmbio de opiniões desejável mesmo com as diferenças”, disse a embaixadora Gisela Padovan, secretária de América Latina e Caribe do Itamaraty.

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Lula vai participar de um fórum econômico e de investimentos, espécie de Davos da América Latina, além de visitar o canal do Panamá, cuja neutralidade defendeu diante de ameaças de Trump.

Lula vai discursar como convidado principal do fórum. Ministros dos dois países vão assinar um acordo de cooperação e facilitação de investimentos, para proteção e estímulo da circulação de capitais entre os países.

Na mesma viagem, as chancelarias trabalham para que Lula possa se encontrar pela primeira vez com os novos presidentes do Chile, José Antonio Kast, e da Bolívia, Rodrigo Paz, ambos de direita e que derrotaram nas urnas aliados do petista.

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