Putin aceita diminuir ataques à Ucrânia, mas condiciona paz a fim de ajuda militar do Ocidente

Presidente da Rússia ordenou fim dos ataques a infraestrutura energética da Ucrânia por 30 dias, diz Kremlin; Kiev deve apoiar plano

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Por Redação
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O presidente da Rússia, Vladimir Putin, aceitou diminuir os ataques à Ucrânia, mas condicionou a paz ao fim da ajuda militar e compartilhamento de inteligência dos Estados Unidos a Kiev, informaram o Kremlin e a Casa Branca. O líder russo e o presidente dos EUA, Donald Trump, conversaram por mais de uma hora e meia nesta terça-feira, 17.

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O acordo inicial entre os dois líderes prevê a interrupção de ataques a infraestrutura de energia da Ucrânia e a manutenção de diálogo, segundo o comunicado da Casa Branca. O Kremlin, por sua vez, afirmou que Putin ordenou aos militares o fim dos ataques por 30 dias, mas que a manutenção dos termos dependem do fim do rearmamento da Ucrânia.

O Kremlin disse que Putin imediatamente ordenou que os militares cessassem os ataques à infraestrutura de energia. Os combates nas frentes de batalha, a cidades e a portos, no entanto, devem continuar.

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Imagem de junho de 2019 mostra os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e dos Estados Unidos, Donald Trump), durante uma reunião bilateral no G-20. Os dois líderes conversaram sobre o futuro da Ucrânia nesta terça-feira, 18 Foto: Susan Walsh/AP

Ainda assim, se os ataques à infraestrutura energética realmente pararem, isso marcará a primeira suspensão mutuamente acordada de ataques na guerra que começou há três anos. A Casa Branca caracterizou o acordo como um primeiro passo em direção a uma paz mais ampla.

A diminuição dos combates, no entanto, ainda depende do OK ucraniano. Após o telefonema entre Trump e Putin, o presidente Volodmir Zelenski afirmou que aceitaria um acordo com a interrupção de ataques a infraestrutura. Ele ressalvou, no entanto, que quer conversar com Trump antes de qualquer resposta oficial.

“Acho que será correto termos uma conversa com o presidente Trump e sabermos em detalhes o que os russos ofereceram aos americanos ou o que os americanos ofereceram aos russos”, declarou a repórteres durante visita à Finlândia.

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A exigência russa pelo fim da ajuda americana e ocidental a Kiev é crucial para o acordo de paz. Trump e o vice-presidente americano, J.D. Vance, são críticos do financiamento bilionário dos EUA a Kiev, mas a Casa Branca não fez nenhuma referência a esse tópico no comunicado. Também é improvável que a Europa aceite interromper a ajuda.

O apoio americano chegou a ser suspenso no início deste mês, após a discussão entre Trump e o presidente ucraniano Volodmir Zelenski no Salão Oval da Casa Branca. Os EUA restauraram o fluxo de ajuda após uma reunião de autoridades americanas e ucranianas na Arábia Saudita, onde Kiev concordou com a proposta americana de cessar-fogo.

Os dois lados não informaram sobre discussões sobre o território que a Rússia poderia reter na Ucrânia, após anexar cerca de 20% do território ucraniano ao longo do conflito. A Ucrânia sinaliza que não irá reconhecer a anexação. No dia 15, Zelenski declarou que isso “é precisamente o que os russos precisam, e (eles) insistirão em termos que sabe que a Ucrânia não pode aceitar”. A anexação não seria reconhecida, disse o presidente ucraniano, “sob nenhuma circunstância”.

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Putin e Trump também acordaram uma troca de 175 prisioneiros russos e ucranianos e a libertação de 23 militares ucranianos com ferimentos graves. O Kremlin chamou a troca de “um gesto de boa vontade”.

Segundo a Casa Branca, as próximas etapas previstas para o fim da guerra - que incluem um cessar-fogo marítimo no Mar Negro, uma rota importante para o comércio global de fertilizantes, e o cessar-fogo total - serão negociadas entre os dois países no Oriente Médio.

A região também foi tema da conversa entre os dois líderes. Os dois concordaram que o Oriente Médio e o Mar Vermelho são duas áreas “de potencial cooperação para prevenir conflitos futuros” e que o Irã não deve estar em posição de destruir Israel.

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De acordo com os comunicados, os líderes também concordaram em interromper a proliferação de armas estratégicas e disseram que haveria benefícios em um melhor relacionamento entre os países. /NYT, WP, AP

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