Suspeito de ataque a sinagoga nos EUA morreu por ‘ferimento de bala autoinfligido', diz FBI

Agente responsável pela região afirmou que ainda é cedo para apontar a motivação do crime e classificou como ‘irresponsável’ qualquer especulação neste momento

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Por Redação

Alerta: A reportagem abaixo trata de temas como suicídio e transtornos mentais. Se você está passando por problemas, veja ao final do texto onde buscar ajuda.

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O homem acusado de jogar um veículo contra uma sinagoga e provocar um incêndio em um subúrbio de Detroit, no estado do Michigan, nos Estados Unidos, morreu em decorrência de um “ferimento de bala autoinfligido na cabeça”, informou o FBI nesta sexta-feira, 13.

O suspeito foi identificado como Ayman Mohamad Ghazali, de 41 anos, nascido no Líbano. Segundo relatos da imprensa local, familiares dele teriam morrido recentemente em ataques israelenses no país.

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A agente especial do FBI responsável pela região de Detroit, Jennifer Runyan, afirmou que ainda é cedo para apontar a motivação do crime e classificou como “irresponsável” qualquer especulação neste momento.

Agentes da lei responderam a uma ocorrência na sinagoga Temple Israel na última quinta-feira, 12  Foto: Corey Williams/AP

De acordo com Jennifer, Ghazali não tinha antecedentes criminais nem armas registradas. O FBI também informou não haver indícios de ligação entre o ataque e um tiroteio ocorrido no mesmo dia na Universidade Old Dominion, na Virgínia, que deixou um morto e dois feridos.

Segundo as autoridades, o homem conduziu uma caminhonete Ford F-150 contra o prédio da sinagoga Temple Israel, em West Bloomfield. Seguranças reagiram e houve troca de tiros, e o veículo pegou fogo no compartimento do motor. “Em determinado momento do confronto, Ghazali sofreu um ferimento de bala autoinfligido na cabeça”, disse Jennifer.

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Investigadores encontraram no veículo grandes quantidades de fogos de artifício de uso comercial e vários recipientes com líquido inflamável, possivelmente gasolina.

O ataque ocorreu em meio ao reforço das medidas de segurança em diferentes partes dos Estados Unidos, após a escalada do conflito envolvendo EUA, Israel e Irã, que vem ampliando as tensões no Oriente Médio. / AFP

Onde buscar ajuda

Se você está passando por sofrimento psíquico ou conhece alguém nessa situação, veja abaixo onde encontrar ajuda:

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Centro de Valorização da Vida (CVV)

Se estiver precisando de ajuda imediata, entre em contato com o Centro de Valorização da Vida (CVV), serviço gratuito de apoio emocional que disponibiliza atendimento 24 horas por dia. O contato pode ser feito por e-mail, pelo chat no site ou pelo telefone 188.

Canal Pode Falar

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Iniciativa criada pelo Unicef para oferecer escuta para adolescentes e jovens de 13 a 24 anos. O contato pode ser feito pelo WhatsApp, de segunda a sexta-feira, das 8h às 22h.

SUS

Os Centros de Atenção Psicossocial (Caps) são unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) voltadas para o atendimento de pacientes com transtornos mentais. Há unidades específicas para crianças e adolescentes. Na cidade de São Paulo, são 33 Caps Infantojuventis e é possível buscar os endereços das unidades nesta página.

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Mapa da Saúde Mental

O site traz mapas com unidades de saúde e iniciativas gratuitas de atendimento psicológico presencial e online. Disponibiliza ainda materiais de orientação sobre transtornos mentais.

NOTA DA REDAÇÃO: Suicídios são um problema de saúde pública. Antes, o Estadão, assim como boa parte da mídia profissional, evitava publicar reportagens sobre o tema pelo receio de que isso servisse de incentivo. Mas, diante da alta de mortes e tentativas de suicídio nos últimos anos, inclusive de crianças e adolescentes, o Estadão passa a discutir mais o assunto. Segundo especialistas, é preciso colocar a pauta em debate, mas de modo cuidadoso, para auxiliar na prevenção. O trabalho jornalístico sobre suicídios pode oferecer esperança a pessoas em risco, assim como para suas famílias, além de reduzir estigmas e inspirar diálogos abertos e positivos. O Estadão segue as recomendações de manuais e especialistas ao relatar os casos e as explicações para o fenômeno.

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