Como está a situação dos direitos humanos na Venezuela após a queda de Maduro?
Governo interino de Delcy Rodríguez aprovou uma lei de anistia a presos políticos, mas aparato de repressão segue vigente. Crédito: Imagens de apoio: AFP
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A Venezuela convocou o embaixador iraniano nesta terça-feira, 28, para entregar uma nota de protesto contra “declarações depreciativas e inapropriadas sobre as instituições e autoridades venezuelanas” feitas por Teerã, até então um dos principais aliados de Caracas.
Em nota, o ministério das Relações Exteriores venezuelano exigiu o fim “todas as alusões ou comparações que prejudiquem a dignidade, a soberania, as instituições ou a boa reputação” do país latino.Não há informações sobre a quais declarações os venezuelanos se referiam.
No entanto, recentemente, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, afirmou recentemente que o Irã “não é a Venezuela”, em aparente referência à operação dos EUA que depôs o presidente Nicolás Maduro.

O movimento pode marcar uma mudança nas relações entre Caracas e Teerã, já que os dois países têm sido aliados desde que o falecido presidente Hugo Chávez assumiu o poder em 1999. Em 2025, o Irã enviou cerca 1,5 milhão de barris de gasolina para a Venezuela, que, apesar de produtor, não tem tecnologia para refinar o próprio petróleo.
As nações se aproximaram devido a “inimigos comuns” em comum, como os Estados Unidos, e assinaram acordos nos setores petroquímico, de mineração, saúde e educação, cujos conteúdos não foram divulgados.
No entanto, desde a prisão de Maduro em janeiro, a presidente interina Delcy Rodríguez, que tem governado sob intensa pressão de Washington, restabeleceu as relações com os EUA, rompidas em 2019. /AFP



