GM quer usar IA para desenvolver novos carros em apenas dois anos

Fabricante aposta em inteligência artificial para reduzir pela metade o tempo de desenvolvimento de veículos e enfrentar o avanço das marcas chinesas

Cadillaac Lyriq. Foto: divCadillac Lyriq será um dos utilitários esportivos que marca trará ao Brasil. Foto: divulgação/General Motors.

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Por Jack Ewing (The New York Times)

GM quer vender picapes GMC e Cadillac Escalade no Brasil, mas esbarra na legislação

Fábio Rua, Vice-presidente da GM, garante que lei de homologação sobre segurança acontece no padrão europeu e inibe entrada de marcas norte-americanas no Brasil. Crédito: Imagem e som: Phelps/Edição: Laís Nagayama

A General Motors revelou que deu início ao uso de inteligência artificial para reduzir pela metade o tempo necessário para desenvolver um novo veículo, que poderia cair para apenas dois anos. Se for bem-sucedida, a iniciativa ampliará as chances de a GM competir com as fabricantes chinesas.

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BYD, Geely, Xiaomi e outras montadoras têm surpreendido as companhias tradicionais ao lançar rapidamente novos modelos recheados de tecnologias de ponta. As vendas de veículos chineses relativamente baratos dispararam na Ásia, na África, na Europa e na América Latina, muitas vezes à custa de marcas americanas, europeias ou japonesas.

A GM também afirmou que reformulará os sistemas de computação de seus carros e reduzirá drasticamente o custo das baterias de veículos elétricos.

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Sterling Anderson, diretor de produtos da GM, apresentou as mudanças como um esforço para fazer carros melhores. “Quanto mais rápido conseguimos testar e aperfeiçoar soluções, melhores ficam nossos produtos”, disse em entrevista ao jornal The New York Times.

GM quer acelerar desenvolvimento de carros Crédito: Rebecca Cook/Reuters 

Na prática, tarifas e regulamentações impedem a entrada de carros chineses nos Estados Unidos. Mas a GM, sediada em Detroit, não pode ignorar esses veículos. A empresa vende carros na China e enfrenta uma concorrência cada vez maior de modelos fabricados no país asiático em outros mercados, incluindo Canadá e México.

Em um evento realizado em Nova York, a GM apresentou seus planos para se tornar mais inovadora.

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Executivos da companhia disseram que estavam trabalhando em novos veículos elétricos que custariam pouco mais do que carros e picapes a gasolina e a diesel, mas ofereceriam maior autonomia por carga.

Para acelerar o desenvolvimento das baterias que equiparão esses modelos, engenheiros da GM usaram inteligência artificial para avaliar 300 mil possíveis combinações de substâncias químicas e componentes, agilizando um processo que normalmente levaria anos.

A GM é a maior fabricante de automóveis dos Estados Unidos, mas tem participação pequena no mercado de elétricos. Juntas, suas marcas Chevrolet, Cadillac e GMC responderam por menos de 10% dos veículos elétricos novos vendidos no país no terceiro trimestre, segundo a Cox Automotive. A Tesla continua sendo a marca dominante nesse segmento nos Estados Unidos, com mais de 50% das vendas.

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