Gerando resumo
Quando algo mexe no bolso do consumidor, causa interesse. Por isso - e também por conta das leis de emissões e redução de impacto ambiental - as montadoras estão cada vez mais engajadas em investir em economia de combustível. E, como o público já enxergou, este é um dos principais pontos positivos dos carros híbridos. Na última semana, no entanto, a Omoda & Jaecoo deixou isso ainda mais claro. Afinal, o SUV híbrido plug-in 7, que será lançado no fim do mês, conseguiu autonomia de 1.422 km sem reabastecer o tanque de combustível ou recarregar as baterias.
A Super Hybrid Marathon, proposta pela Omoda & Jaecoo, levou um grupo de jornalistas e criadores de conteúdo para uma viagem entre as capitais de São Paulo e do Espírito Santo. Trajeto de, aproximadamente, 965 km. A ideia era promover uma espécie de gincana, onde vencia quem gastasse menos combustível/bateria durante a prova. Foram seis carros, no total: três Omoda 5 SHS-H e três Omoda 7 SHS-P. A bordo de um dos modelos PHEV, estava a equipe do Jornal do Carro, que venceu a disputa, ao lado dos jornalistas Felipe Salomão (O Mecânico) e Mauro Balhessa (Motor Show).

O SUV da Omoda & Jaecoo (marca que já está no Brasil desde abril com a comercialização de Omoda E5 e Jaecoo 7), em síntese, rendeu 1.422 km sem ser reabastecido ou recarregado. E um detalhe importante: para não haver dúvidas, as tampas de abastecimento e de recarga de todos os carros foram lacradas pela equipe de produção, a fim de garantir que as fontes de energia se mantivessem intactas até o destino final. Além disso, o número de identificação do veículo era verificado, para garantir que o mesmo carro começou e terminou todo o teste.

A viagem e as regras
A primeira parte do teste de autonomia partiu da concessionária Toriba, da Omoda & Jaecoo, no bairro da Barra Funda, Zona Oeste da capital paulista, e foi até o aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro. Antes de partir, no entanto, um briefing alertou os participantes sobre algumas regras.

A principal delas era dirigir, no máximo, a 60 km/h em ambiente urbano, e entre 80 km/h e 90 km/h em estradas. Foi difícil controlar o pé direito, aliás. O carro precisaria ficar, sempre, em modo Eco (mais econômico), e sem o uso de rádio, luzes ambiente, ADAS e carregador de celular por indução. Para poupar bateria, aliás, o brilho da tela central (de 15,6″) deveria ficar em 50%, assim como o quadro de instrumentos digital. Foi recomendado o uso do ar-condicionado em modo econômico e temperatura de mínima de 23 graus - isso, porém, não obedecemos.
Pé na estrada
Com o carro - que vai custar abaixo de R$ 260 mil e já está em pré-vendas sob sinal de R$ 5.000 - em movimento, na cidade, o uso do motor elétrico é predominante. Silêncio total. O conforto dos bancos e o excelente acabamento, sem uso de plástico em todo o habitáculo, chamam a atenção. Ainda não há detalhamento da lista de itens de série, mas já deu para notar que é vasta. E tem até câmera de 540 graus e mimos como sistema de fragrâncias recarregável com três perfumes e intensidades distintas, e banco do motorista com regulagem elétrica e memória.

O SUV híbrido plug-in, que mede 4,66 m de comprimento e 2,72 m de entre-eixos, conta com bom pacote de segurança. São, no total, 8 airbags e tem pacote ADAS nível 2.5 avançado. Na estrada, trafegando em velocidade abaixo da máxima permitida, não era difícil ver passageiros e motoristas de outros carros torcendo os pescoços para conferir os detalhes do visual futurista do Omoda 7, que chama atenção. O carro é repleto de linhas retas, tem grade frontal sem moldura e lanternas que se estendem de uma ponta a outra da carroceria.
O desempenho do Omoda 7 é reflexo da promessa das fabricantes chinesas de intensificarem seus investimentos em carros híbridos. Nele, a mecânica é formada por um motor turbo a gasolina de 1,5 litro e 135 cv, como no Jaecoo 7. No entanto, a fabricante não especificou a ficha técnica geral. Acredita-se que não deva fugir muito ao primo, que extrai 204 cv do conjunto elétrico e tem 339 cv de potência combinada. O torque é de 52 mkgf.

Consumo superou os 40 km/l
No segundo dia da experiência, entre o Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, e a concessionária Orvel, na cidade de Vitória, capital do Espírito Santo, toda a rota era composta por estradas asfaltadas e condições ideais de temperatura. Isso, afinal, era de se esperar de uma prova focada em eficiência. Por mais que tenha atributos para isso, pois tem tração integral e modos distintos de condução, a ideia era usar o mínimo de recursos possíveis para não gastar bateria nem combustível desnecessariamente.

Com a meta de concorrer com SUVs como Chevrolet Equinox, BYD Song Plus e os GWM Haval PHV34 e PHEV19, entre outros, o Omoda 7 fez bonito. Ao fim da prova, o consumo médio de combustível do carro ficou em 23,8 km/l. Mas, durante o trajeto, houve picos de 41 km/l, de acordo com registros do computador de bordo.

O resultado obtido pela equipe vencedora (que rodou de forma mais econômica) durante a press trip superou a autonomia especulada, de 1.200 km - 90 km somente com a energia armazenada na bateria. Afinal, na chegada ao destino, no fim do segundo dia de maratona, o Omoda 7 da equipe do JC ainda tinha 371 km de autonomia e 24% de carga na bateria.

Ou seja, rendeu autonomia de 1.422 km, no total. Cabe pontuar, no entanto, que o trecho de serra (entre SP e RJ) e o trânsito das três capitais contribuíram para a economia, afinal, quanto mais se freia, mais regeneração para a bateria e, consequentemente, menos gasto de combustível.
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