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Paladar testou

Qual o melhor café em cápsula do Brasil?

Paladar testou às cegas 12 marcas encontradas em supermercados; veja o resultado

SAO PAULO-   19/05/2026 - SP ARTE -  TESTE DE CAFÉ EM CAPSULAS CÁPSULAS  -  PALADAR - Teste  de café em cápsula. . FOTO:Werther Santana/Estadao. Foto: Werther Santana/EstadãoSAO PAULO- 19/05/2026 - SP ARTE - TESTE DE CAFÉ EM CAPSULAS CÁPSULAS - PALADAR - Teste de café em cápsula. . FOTO:Werther Santana/Estadao. Foto: Werther Santana/Estadão
Foto do autor Fernanda Meneguetti
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Confira o resumo que a LE.IA, a IA do Estadão, fez pra você

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O melhor café em cápsula do Brasil

Paladar testou marcas do mercado e chegou nas 3 melhores. Crédito: Paulo Henrique Motta

Pequenas e facinhas de usar. Essas porções individuais revolucionaram a forma de tomar café espresso. Porém, diante de tantas opções nas prateleiras dos supermercados, como saber qual entrega mais na xícara? Para responder a essa pergunta, Paladar se restringiu às cápsulas que estampassem na embalagem café de origem Brasil e reuniu um júri de especialistas para um teste às cegas rigoroso com 12 marcas compatíveis com o sistema pioneiro do mercado.

Como surgiu o café em cápsula?

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Antes de revelar os resultados, vale lembrar como surgiu essa tecnologia. A coisa começou no fim dos anos 1970 com Eric Favre, engenheiro suíço que trabalhava na Nestlé. Fascinado pelo autêntico espresso italiano, ele estudou os gestos dos baristas e concluiu que a alta pressão da água atravessando o pó compactado e protegido do oxigênio era o segredo para uma bebida mais cremosa, intensa e aromática. Após anos e anos de testes, em 1986, foi lançada a primeira máquina Nespresso.

Café feito a partir de cápsula  Foto: Werther Santana/Estadão

Por que o café em cápsula invadiu o mercado?

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Até os anos 2000, verdade seja dita, o sistema ainda era considerado um acessório de luxo para um público restrito. Mas a combinação entre rapidez no preparo, conveniência no cotidiano e a promessa de consistência em cada xícara conquistou consumidores e simplificou o ritual diário do café.

O sucesso atraiu dezenas de marcas para um setor altamente promissor, ampliando a oferta com grãos de diferentes origens, perfis sensoriais e faixas de preço mais acessíveis.

Foram testadas 12 amostras no teste Foto: Werther Santana/Estadão

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Conheça o regulamento do Paladar Testou

Em todas as provas realizadas por Paladar, a reportagem faz um levantamento das marcas disponíveis no mercado. E, nos dias anteriores ao teste, as amostras são adquiridas* em grandes redes de supermercado e empórios da capital paulista. No caso de produtos artesanais, eles são comprados nas lojas on-line das próprias marcas de forma anônima. Ou seja, em ambos os casos, as marcas não sabem que seus produtos serão submetidos a uma degustação às cegas. O Paladar Testou é uma iniciativa 100% editorial. Além disso, o júri também não tem conhecimento de quais marcas fazem parte da seleção antes do resultado da apuração.

Leia na íntegra o regulamento do Paladar Testou 2026

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Como escolher o melhor café em cápsula?

A degustação levou duas horas de goles e discussões profundas entre grandes conhecedores. Reunidos no Fora da Lei Café, na Vila Mariana, Cauã Sperling (barista, consultor e proprietário do espaço), Eliana Relvas (barista, consultora e especialista em avaliação sensorial), Elis Bambil (barista, mestre de torra e fundadora da Massemba Cafés) e Tavião Albuquerque (coffee addict, criador de conteúdo e sócio da Pato Rei) recordaram o cenário de uma década atrás. Naquela época, muitos produtos lançados apresentavam um retrogosto de plástico, cola e outros elementos químicos – não à toa, boa parte deles sumiu do mercado.

Durante a avaliação, as 12 amostras foram extraídas em máquina Nespresso novinha em folha e servidas sem identificação. Para definir o ranking, os jurados analisaram cinco atributos essenciais: aroma, corpo, sabor, equilíbrio e persistência. Embora cafés “fortes” ainda ocupem espaço importante no imaginário popular, especialmente pelo hábito de adoçá-los, o grupo buscou uma complexidade sensorial que fosse além do amargor.

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Nesse sentido, Cauã chegou a medir as partículas de pó em algumas cápsulas para constatar que, tecnicamente, certos produtos nem poderiam ser considerados espresso, dada a baixa concentração. Outras críticas recorrentes do painel foram a torra excessiva, responsável por notas queimadas, e a falta de frescor, que resultou em bebidas rançosas.

As três melhores cápsulas do Brasil

A vencedora da vez é a cápsula da Baggio Foto: Werther Santana/Estadao

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1. Baggio (R$ 26,40, Santa Luzia)

Mais frutado, com dulçor, acidez equilibrada e retrogosto agradável, foi considerado um espresso de verdade – e um dos poucos que não despertou vontade imediata de beber água em seguida.

A cápsula da marca Baobá ficou com o Selo de Prata Foto: Werther Santana/Estadao

2. Baobá (52 g, R$ 32,70, Santa Luzia)

“Bem gostosinho”, “suave”, “delicado” e com “pontinha boa de acidez”. Esses foram alguns dos comentários usados para descrever o produto.

A cápsula de café Pilão ficou com o selo de bronze Foto: Werther Santana/Estadao

3. Pilão (52 g, R$ 23,99, Carrefour)

Levemente mais encorpado e com aromas considerados “interessantes”, chamou atenção apesar da torra elevada e do excesso de amargor.

As demais marcas avaliadas pelo júri em ordem alfabética

Cápsulas avaliadas no Paladar Testou Foto: Werther Santana/Estadão
Astro Café (50 g, R$ 23,99, Pão de Açúcar)

Apesar da boa crema, notas oxidadas e de cereais foram percebidas. A ausência de aroma e de corpo, somada ao excesso de amargor, não agradou.

Bravo Café (52 g, R$ 23,99, Pão de Açúcar)

A torra excessivamente escura, trazendo sabor “queimado”, foi apontada de forma unânime. Baixa acidez e “final que lembra borracha” também pesaram contra.

Café Fazenda Pessegueiro (50 g, R$ 38,14, Santa Luzia)

“Ralinho” e “sem graça”, até poderia passar despercebido, não fosse o retrogosto tostado agressivo.

Melitta (52 g, R$ 24,99, Carrefour)

“Difícil”, “super queimado” e “desequilibrado” resumiram a avaliação do júri.

Nespresso (R$ 45, Loja Nespresso)

Notas de caramelo e chocolate ao leite agradaram aos jurados, embora o grupo tenha apontado excesso de amargor.

Orfeu (50 g, R$ 37,12, Santa Luzia)

Queimado, “rançoso” e ralo, chamuscou o paladar do júri.

Santa Mônica (52 g, R$ 33,90, Santa Luzia)

“Flat”, com pouco corpo e nenhuma acidez, deixou sensação áspera na boca.

3 Corações (50 g, R$ 21,99, Pão de Açúcar)

O aroma doce não conseguiu esconder o alto amargor. Uma fatia de bolo para acompanhar talvez ajudasse.

União (52 g, R$ 16,98, Sonda Supermercado)

Aroma de fuligem e cigarro foi mencionado pelos jurados, assim como sensação de boca amarrada e amargor ostensivo.

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