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Restaurantes e Bares

Em Búzios, Casas Brancas mira na gastronomia para os próximos 50 anos

Aos 50 anos, hotel e spa também está investindo cada vez mais na gastronomia com dois restaurantes

Rosetta recheado com creme de burrata e raspas de limão siciliano, pangrattato de nuts e molho Romano. Foto: Tomas Rangel/DivulgaçãoFoto: Tomas Rangel/Divulgação

Não é exagero dizer que tudo era mato quando o hotel Casas Brancas chegou em Búzios. As primeiras instalações do hotel começaram em 1974, quando Amalia de la Maria e Affonso Carlos Bebianno Montenegro abriram essa pequena pousada com quatro quartos. Na época, o visual já era deslumbrante, mas a cidade litorânea do Rio de Janeiro ainda era de difícil acesso -- 10 anos antes, porém, a francesa Brigitte Bardot ficou ali na cidade.

O tempo passou e o Casas Brancas viu tudo se transformar. Búzios se tornou um destino turístico badalado e, sob os cuidados da mesma família fundadora, o hotel expandiu de quatro quartos para 34 quartos, divididos em nove diferentes categorias. Tudo isso com uma bagagem cheia de prêmios: a casa foi eleita como o melhor Boutique Hotel do país em 2023 pelo World Travel Awards e, mais recentemente, foi eleito o melhor café da manhã em hotel da América Latina em 2024 pelo prêmio Condé Nast Johansens de Excelência.

A paisagem do Casas Brancas, em Búzios Foto: Thomás Rangel/Divulgação

“Após aqueles quatro quartos, foram construindo instalações adicionais, começamos com café da manhã e a receber turistas, que eram poucos naquela época. Búzios não era nada parecido com o que é hoje”, conta uma das sócias, Luli de La Maria. “Naquela época, era uma operação mais complexa em termos de comunicação e matéria prima. Mas o hotel foi evoluindo em termos de estrutura, inovação e gestão. É um ser vivo em contínua evolução”.

Agora, além da expansão física do negócio e até de gestão, o Casas Brancas também está de olho em uma área que ganha cada vez mais corpo em Búzios: a gastronomia.

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Restaurantes que valem a visita em Búzios

Hoje, são dois restaurantes sob o guarda-chuva do Casas Brancas: o 74 Restaurant e o 74 Osteria, ambos comandados por Filipe dos Santos, chef executivo do Casas Brancas. Fundado em 2015 no terraço do hotel, o primeiro oferece um cardápio inspirado nas culinárias brasileira e mediterrânea, com traços contemporâneos e foco em ingredientes locais. O restaurante fica aberto diariamente para almoço e jantar, dentro do hotel.

É uma experiência que vale começar pela coxinha de pato cremosa e aioli de tucupi (R$ 48), sem excesso de gordura e que realça o sabor da proteína. Também é destaque, entre as entradas, o tataki de atum, crème fraîche, picles de melancia e milho crocante (R$ 74). Além da boa combinação, o frescor do atum faz uma festa no paladar do comensal.

Ambiente do 74 Restaurante, em Búzios Foto: Thomás Rangel/Divulgação

Dentre os principais, é difícil esquecer do prato que leva camarões salteados com azeite de brasa, arroz meloso de moqueca, coentro, vinagrete de coco (R$ 139) ou, ainda, o atum mi cuit, uvas caramelizadas, avocado tostado, crocante de couve (R$ 129) que, novamente, tem um atum pra ninguém botar defeito. E as sobremesas, obrigatórias aqui, são assinadas pela chef Jenifer Ortega. Não dá para não pedir a já famosa almofada de chocolate (R$ 47).

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Já a 74 Osteria está localizada em frente à prestigiada Orla Bardot. De ambiente intimista, a casa conta com receitas tradicionais italianas combinadas a ingredientes costeiros.

“A gente fez uma mudança de chefs no ano passado, com a entrada do Filipe, em outubro. Ele montou do zero a Osteria, o cardápio, o ambiente. Um trabalho nosso. É um grande desafio”, contextualiza Luli, sobre essa nova aposta. “O chef está desenvolvendo um trabalho fantástico e o cardápio lá de baixo se tornou um lugar bem típico. Temos um restaurante mais contemporâneo, mais sofisticado, e outro que é mais desconstruído”.

No cardápio da Osteria, é difícil escolher entre propostas que transitam velozmente entre o tradicional e o ousado. Pra entrada, é boa a burrata cremosa, uva doce, tomate-cereja, manjericão, hortelã e crocante da casa (R$ 72). Outro bom caminho é iniciar as conversas com o Arancini, bolinho de risoto com mussarela de búfala e aioli de pesto (R$ 48).

O 74 Osteria, em Búzios, leva comida italiana para a orla Foto: Thomás Rangel/Divulgação

Nos principais, o chef continua experimentando e testando novos sabores -- na visita ao restaurante, experimentei uma lula à carbonara, que ainda não está no cardápio, que é de fazer salivar só de lembrar. Mas, ainda sem a lula, vale muito a pena ir na lasanha com ragu de carne assada com um molho de tomate que explode de sabor (R$ 79). De sobremesa, a chef Jenifer volta a surpreender com meringata de morango (R$ 42) e tiramisù (R$ 39).

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Futuro da gastronomia no Casas Brancas

Depois dessa guinada forte para a gastronomia no final de 2023, intensificando o foco na boa comida nessa comemoração do aniversário de 50 anos, Luli acredita que não há mais volta. Pratos bem preparados e pensados fazem parte agora, também, da hotelaria.

“É um movimento que começou há uns 10 anos. A gastronomia dentro da hotelaria virou uma retroalimentação. Na hotelaria de luxo, a importância e a relevância da gastronomia são tão importantes quanto os quartos e o serviço”, diz. “O hóspede tem o circuito completo com todos os sentidos satisfeitos. Isso, no final das contas, é o máximo da sofisticação”.

Além disso, depois de iniciar o movimento de exploração de Búzios há 50 anos, Luli acredita que está se antecipando a esse fortalecimento da gastronomia na região. “Eu olho para o futuro de Búzios com um otimismo e muito feliz. A gastronomia da região se desenvolveu. Grandes chefs vieram pra cá”, diz. “O turismo gastronômico está crescendo. É uma vertente maravilhosa a ser desenvolvida e que queremos, com certeza, fazer parte”.

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