Vorcaro e Parentes na mira da PF
O que se sabe sobre a operação da Polícia Federal que fez buscas e apreensões em endereços do banqueiro, irmã e chegou a prender o cunhado. Crédito: Aguirre Talento
BRASÍLIA - A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira, 14, a segunda fase da Operação Compliance Zero, que mira suspeitas envolvendo o Banco Master. Um dos alvos de busca e apreensão, pela segunda vez, é o banqueiro Daniel Vorcaro, além de diversos familiares dele.
A ação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli. A ordem deve ser divulgada ainda hoje, segundo apurou o Estadão.
Em nota, a defesa de Vorcaro comunicou que o banqueiro “tem colaborado integral e continuamente com as autoridades competentes”. (leia a íntegra abaixo)

A defesa de Fabiano Zettel afirmou que o empresário “tem atividades conhecidas e lícitas, sem relação alguma com a gestão do Banco Master” e que a viagem ao Barein se daria “em razão de viagem de negócios”. (leia a íntegra abaixo)
A PF cumpre 42 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.
Além de Vorcaro, a operação também realiza buscas contra a irmã dele, Natália Vorcaro, seu cunhado Fabiano Zettel, um primo dele, Felipe Cançado Vorcaro, e o pai do banqueiro, Henrique Vorcaro.
Todos são suspeitos de envolvimento em operações financeiras fraudulentas do banco, com o objetivo de desviar recursos do sistema financeiro para o patrimônio pessoal deles.

Essa ação busca aprofundar as suspeitas de irregularidades colhidas na Operação Compliance Zero, deflagrada em novembro, que havia resultado na prisão do banqueiro.
O foco dessa nova fase é aprofundar as suspeitas de gestão fraudulenta do banco Master. A PF apura se o banco usava fundos de investimento da Faria Lima para realizar operações financeiras fraudulentas. Por causa disso, também estão na mira dessa segunda fase esses fundos e empresários envolvidos com eles, como Nelson Tanure.
O empresário João Carlos Mansur, fundador da gestora Reag, também investigada em outras operações da Polícia Federal, foi alvo de buscas mas não estava no Brasil.
A defesa de João Carlos Mansur afirmou que não teve acesso a investigação, “mas registra que está à disposição das autoridades competentes para prestar os esclarecimentos devidos”.

A operação se baseou em dois conjuntos de provas. Primeiro, os elementos colhidos na primeira fase, que apurou suspeitas de irregularidades na operação de venda do Master para o Banco Regional de Brasília (BRB).
Em segundo, uma nova comunicação de crime feita pelo Banco Central que detalhou os indícios de operações financeiras fraudulentas usando os fundos de investimento.
Com base nas informações levantadas, a PF obteve o bloqueio de R$ 5,7 bilhões dos alvos dessa operação. A suspeita de investigação é que esse valor foi desviado da contabilidade do Master, por meio de operações com os fundos, para o patrimônio pessoal de Vorcaro e pessoas ligadas a ele.
COM A PALAVRA, A DEFESA DE DANIEL VORCARO
A defesa de Daniel Vorcaro informa que tomou conhecimento da medida de busca e apreensão e reafirma que o Sr. Vorcaro tem colaborado integral e continuamente com as autoridades competentes. Todas as medidas judiciais determinadas no âmbito da investigação serão atendidas com total transparência.
O Sr. Vorcaro permanece à disposição para prestar esclarecimentos sempre que solicitado, reforçando seu interesse no esclarecimento completo dos fatos e no encerramento célere do inquérito. A defesa reitera confiança no devido processo legal e seguirá atuando nos autos para que as informações sejam tratadas de forma objetiva e dentro dos limites constitucionais.
COM A PALAVRA, A DEFESA DE FABIANO ZETTEL
A defesa de Fabiano Campos Zettel esclarece que, apesar de não ter tido acesso ao teor das investigações, está à inteira disposição das autoridades responsáveis para cooperar com quaisquer informações que estejam ao seu alcance.
Fabiano Zettel tem atividades empresariais conhecidas e lícitas, sem relação alguma com a gestão do Banco Master.
A busca e apreensão pessoal e a detenção temporária determinadas pelo Ministro Dias Toffoli, realizadas no aeroporto de Guarulhos, deram-se apenas em razão de viagem de negócios de seu estrito interesse, programada ao Barein, com passagem de volta emitida para o dia 06/02, e visavam evitar frustração de diligências a serem realizadas na manhã de hoje.
COM A PALAVRA, O CRIMINALISTA JOSÉ LUÍS OLIVEIRA LIMA
A defesa de João Carlos Mansur não teve acesso a investigação, mas registra que está à disposição das autoridades competentes para prestar os esclarecimentos devidos.






