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Aliados de Flávio Bolsonaro condenam decisão de Zanin de ampliar horário de votação

Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, determinou prorrogação de período de votação até 19 horas em todo o País

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Foto do autor Daniel  Weterman
Foto do autor André Carlos Zorzi
Atualização:

Episódio dos ônibus pode afetar resultado das eleições?

Colunista Diogo Schelp comenta a possibilidade de judicialização do resultado das eleições caso seja comprovada interferência deliberada no transporte público. Crédito: Estadão

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BRASÍLIA — A decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de prorrogar o período de votação até as 19 horas em todo o País causou apreensão e críticas na campanha do candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro.

Aliados de Flávio falam em questionar eleição se Lula vencer e acusam PT de tentar nulidade. Foto: Wilton Junior/Estadão

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Aliados de Flávio acusam a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de interferir na eleição e tentar uma nulidade do pleito, caso o candidato o PL seja o vencedor, com o pedido no STF. Em caso de vitória do PT, já há discursos para questionar o resultado, apesar de a própria campanha de Flávio ter pedido o adiamento da votação em alguns Estados, incluindo São Paulo, Paraná e Santa Catarina.

“Ele [Zanin] está tentando reverter algo que é impossível de reverter. Só vai tumultuar”, afirmou o deputado e senador eleito Carlos Jordy (PL-RJ). “Abre-se a avenida para toda a anulação do pleito eleitoral”, disse o ex-deputado Alexandre Ramagem, considerado foragido da Justiça brasileira, ao lado do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, em um evento em Miami.

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No mesmo evento, Eduardo afirmou que, caso Lula se torne vencedor nessas condições, o resultado seria questionado. “Se isso acontecer, ocorreria uma paralisação, não haveria um reconhecimento imediato da comunidade internacional com relação a uma eventual vitória dessa do Lula”, disse.

“Ou a gente ganha. Ou a gente ganha. Tá avisado”, escreveu o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) no X. Em seguida, o parlamentar postou: “Mais um impeachment pra ano que vem.”

Lucas Pavanato (PL-SP), deputado federal mais votado do Brasil e parte da base de Flávio, afirmou que a decisão de Zanin ”compromete a lisura e a integridade do processo, e deixa a gente preocupado: será que existe a possibilidade de uma tentativa de golpe porque eles estão perdendo, desesperados?"

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Pablo Marçal (PRTB-SP), nome importante da campanha de Flávio em sua reta final, considerou o despacho de Zanin como uma “decisão espalhafatosa” e “um atentado contra a democracia”: “Isso é implantação de uma narrativa de perdedores. Tem que tomar muito cuidado”, disse o coach.

Marcel Van Hattem (PL-RS) criticou a decisão de Zanin de ampliar em duas horas o período de votação. O parlamentar classificou a medida como um “golpe nas eleições” e cobrou que Nunes Marques “enquadre” seu colega no STF. Em outro post, Van Hattem também anunciou que protocolaria um pedido de impeachment contra Zanin, alegando falta de competência para a decisão e sua suposta suspeição em razão da atuação anterior do ministro como advogado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também criticou Zanin. “Uma decisão tomada a poucos minutos do encerramento da votação, prorrogando o horário até as 19h, exige explicações claras sobre seus fundamentos e sua execução.”

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O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), declarou que trata-se de uma “decisão, no mínimo estranha” e que caberia ao Tribunal Superior Eleitoral (STF), não ao Supremo Tribunal Federal. Nunes negou havido falta de ônibus na capital durante a votação do segundo turno da eleição.

COLABORARAM NAOMI MASTSUI e VICTOR OHANA.

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