O Republicanos busca reciprocidade do PL para apoiar Flávio Bolsonaro à Presidência em 2026. Marcos Pereira, presidente do Republicanos, afirmou que o PL não apoiou seus pré-candidatos a governador em troca da aliança nacional. Pereira destacou que, sem reciprocidade, o partido pode permanecer neutro. Ele também mencionou que a aliança envolve ceder tempo de TV para Flávio. A decisão final deve ocorrer até 1º de agosto. Pereira comentou que Flávio não foi a melhor escolha, mas é a opção disponível.
O Republicanos quer reciprocidade do PL para fechar aliança nacional com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa à Presidência para as eleições de 2026.
O deputado federal e presidente da sigla Marcos Pereira (Republicanos-SP) disse que o PL não cedeu apoio aos pré-candidatos a governador do Republicanos em troca da aliança a nível nacional.
“Nós temos no Republicanos oito pré-candidatos ao governo de Estados. Eu coloquei na mesa seis”, disse Pereira em entrevista nesta quarta-feira, 22, ao Grupo Z de Comunicação.
Segundo Pereira, pesquisas contratadas pelo partido apontam chances de o partido eleger governadores nesses seis Estados. Em São Paulo, ele avaliou que Tarcísio de Freitas (Republicanos) ajuda mais a candidatura de Flávio do que vice-versa. O mesmo vale, segundo o deputado, para Minas Gerais, com o pré-candidato Cleitinho (Republicanos).
Já em Mato Grosso e Roraima, onde o Republicanos já comanda os governos estaduais, o presidente do partido afirmou que uma aliança com o PL garantiria a vitória no primeiro turno. Em contrapartida, ainda ajudaria a eleger senadores do PL nesses Estados.
Pereira também afirmou que, em conversa com Flávio Bolsonaro, ouviu quais eram as prioridades do PL: primeiro a Presidência, segundo o Senado, terceiro a Câmara dos Deputados e, por último, os governos estaduais.
“Por que não abrir mão desses dois estados, que são extremamente importantes para nosso partido?”, questionou Pereira.
Pereira afirmou que, sem reciprocidade, o Republicanos deverá ficar neutro a nível nacional. O apoio a candidatura de Lula, segundo o deputado, não tem chances de acontecer.
Pereira explicou, ainda, que a aliança consiste em ceder o tempo de televisão para Flávio Bolsonaro. Atualmente, o PL tem menos espaço que o PT nas emissoras para divulgar a candidatura à Presidência.
Marcos Pereira disse que reuniu-se com Flávio Bolsonaro e Rogério Marinho (PL-RN) na quinta-feira passada, 16. Segundo ele, o desfecho da negociação deve ocorrer até 1º de agosto, antes da convenção do Republicanos, marcada para 4 de agosto.
Na entrevista, Pereira também falou sobre a escolha de Jair Bolsonaro de escolher o filho para concorrer à Presidência.
“Flávio não foi a melhor escolha, mas é o que temos para hoje”, afirmou.


