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Republicanos cobra reciprocidade do PL para fechar aliança com Flávio Bolsonaro

Marcos Pereira, presidente da sigla, afirma que acordo deve ser selado até 1º de agosto

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Foto do autor Guilherme Matos
Por Guilherme Matos
Confira o resumo que a LE.IA, a IA do Estadão, fez pra você

O Republicanos busca reciprocidade do PL para apoiar Flávio Bolsonaro à Presidência em 2026. Marcos Pereira, presidente do Republicanos, afirmou que o PL não apoiou seus pré-candidatos a governador em troca da aliança nacional. Pereira destacou que, sem reciprocidade, o partido pode permanecer neutro. Ele também mencionou que a aliança envolve ceder tempo de TV para Flávio. A decisão final deve ocorrer até 1º de agosto. Pereira comentou que Flávio não foi a melhor escolha, mas é a opção disponível.

O Republicanos quer reciprocidade do PL para fechar aliança nacional com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa à Presidência para as eleições de 2026.

O deputado federal e presidente da sigla Marcos Pereira (Republicanos-SP) disse que o PL não cedeu apoio aos pré-candidatos a governador do Republicanos em troca da aliança a nível nacional.

Marcos Pereira afirmou que partidos tem até 1º de agosto para fechar o acordo Foto: Reprodução de vídeo/Grupo Z de Comunicação

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“Nós temos no Republicanos oito pré-candidatos ao governo de Estados. Eu coloquei na mesa seis”, disse Pereira em entrevista nesta quarta-feira, 22, ao Grupo Z de Comunicação.

Segundo Pereira, pesquisas contratadas pelo partido apontam chances de o partido eleger governadores nesses seis Estados. Em São Paulo, ele avaliou que Tarcísio de Freitas (Republicanos) ajuda mais a candidatura de Flávio do que vice-versa. O mesmo vale, segundo o deputado, para Minas Gerais, com o pré-candidato Cleitinho (Republicanos).

Já em Mato Grosso e Roraima, onde o Republicanos já comanda os governos estaduais, o presidente do partido afirmou que uma aliança com o PL garantiria a vitória no primeiro turno. Em contrapartida, ainda ajudaria a eleger senadores do PL nesses Estados.

Pereira também afirmou que, em conversa com Flávio Bolsonaro, ouviu quais eram as prioridades do PL: primeiro a Presidência, segundo o Senado, terceiro a Câmara dos Deputados e, por último, os governos estaduais.

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“Por que não abrir mão desses dois estados, que são extremamente importantes para nosso partido?”, questionou Pereira.

Pereira afirmou que, sem reciprocidade, o Republicanos deverá ficar neutro a nível nacional. O apoio a candidatura de Lula, segundo o deputado, não tem chances de acontecer.

Pereira explicou, ainda, que a aliança consiste em ceder o tempo de televisão para Flávio Bolsonaro. Atualmente, o PL tem menos espaço que o PT nas emissoras para divulgar a candidatura à Presidência.

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Marcos Pereira disse que reuniu-se com Flávio Bolsonaro e Rogério Marinho (PL-RN) na quinta-feira passada, 16. Segundo ele, o desfecho da negociação deve ocorrer até 1º de agosto, antes da convenção do Republicanos, marcada para 4 de agosto.

Na entrevista, Pereira também falou sobre a escolha de Jair Bolsonaro de escolher o filho para concorrer à Presidência.

“Flávio não foi a melhor escolha, mas é o que temos para hoje”, afirmou.

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