Casos de aids na Índia caem pela metade, diz pesquisa

Soropositivos são 2,47 milhões; estimativa fica abaixo de África do Sul e Nigéria

Agencia Estado

06 Julho 2007 | 16h19

O número de pessoas vivendo com HIV/aids na Índia é de 2,47 milhões, menos da metade da estimativa oficial anterior, de acordo com números divulgados nesta sexta-feira, 6, pelo governo indiano com apoio das Nações Unidas. A Índia era considerada o país com o maior número de pessoas com HIV positivo no mundo, com 5,7 milhões de infecções, mas a nova estimativa fica abaixo dos números da África do Sul e da Nigéria. O novo número foi calculado com ajuda de agências internacionais, incluindo a ONU e a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional. "Temos cerca de 2,47 milhões de casos estimados, o que é algo enorme em termos de números", disse o ministro indiano da Saúde, Anbumani Ramadoss, em entrevista coletiva. "Em termos de vidas humanas afetadas, o número ainda é alto, na verdade muito alto. Isso é muito preocupante para nós." A porcentagem de contaminação estimada agora é de cerca de 0,36% dos mais de 1,1 bilhão de habitantes da Índia. O número anterior era de 0,9%, disse o ministro. Ramadoss fez os comentários no lançamento do novo Programa Nacional de Controle da Aids, de US$ 2,8 bilhões, que pretende expandir o tratamento gratuito para pessoas com HIV positivo e conter a epidemia através de mais campanhas de prevenção. A ONU usava antes o número de 5,7 milhões, estimado através do uso de centenas de centros de observação que faziam testes de sangue em mulheres grávidas e em grupos de alto risco, como usuários de drogas injetáveis e prostitutas, quatro meses por ano. Mas a nova pesquisa, que coletou amostras de sangue de 102 mil pessoas do público geral, e não de grupos específicos, indica pela primeira vez que as estimativas de HIV na Índia foram muito superestimadas. A UNAIDS, agência da ONU que trata do combate à aids, afirma que pesquisas populacionais que não dependem de pessoas apresentando-se em clínicas do governo são "mais representativas" e geram "informação mais precisa" em áreas rurais e entre a população masculina. Grupos voluntários que fazem campanhas contra a aids dizem que os números novos, mais baixos, não devem desviar a atenção da necessidade de conter a disseminação do vírus letal em um país com um sistema público de saúde precário.

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