ONU diz estar atenta a reformas do ensino médio e da Previdência


Ao anunciar o Relatório de Desenvolvimento Humano, representante da entidade destacou os desafios urgentes no País, como pobreza, desemprego e crescimento

Por Ligia Formenti
Paraisópolis.Em 2014 e 2015, a pobreza no Brasil aumentou, rompendo um ciclo de queda identificado desde a década anterior Foto: Daniel Teixeira/Estadão

BRASÍLIA - Ao anunciar o Relatório de Desenvolvimento Humano na manhã desta terça-feira, 21, ocoordenador residente do Sistema das Organização das Nações Unidas (ONU), Niky Fabiancic, afirmou que oBrasil enfrenta desafios urgentes, como a questão da pobreza, do desemprego e do crescimento humano e que o sistema acompanha com interesse as discussões de reforma no País. "Estamos atentos às propostas de reforma de ensino médio, da previdência, trabalhista e tributária."

A coordenadora do relatório no Brasil, Andrea Bolzon, observou que a maior preocupação é com as pessoas que estão em maior vulnerabilidade. "A reforma é necessária, mas é preciso ter um olhar atento para não se penalizar alguns grupos, como agricultores e mulheres", disse.

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Os 25 países com maior Índice de Desenvolvimento Humano do mundo

1 | 26

19º - Israel

Foto: Nir Elias/Reuters
2 | 26

14º - Suécia

Foto: Jessica Gow/TT News Agency/Reuters
3 | 26

13º - Nova Zelândia

Foto: Tiago Queiroz/Estadão
4 | 26

10º - Canadá

Foto: Chris Wattie/Reuters
5 | 26

2º - Austrália

Foto: Felipe Mortara/Estadão
6 | 26

2º - Suíça

Foto: Laurent Gillieron/EFE
7 | 26

IDH

Foto: Stefan Wermuth/Reuters
8 | 26

25º - Eslovênia

Foto: Srdjan Zivulovic /Reuters
9 | 26

24º - Áustria

Foto: Dominic Ebenbichler/Reuters
10 | 26

23º - Finlândia

Foto: Touko Hujanen/The New York Times
11 | 26

22º - Bélgica

Foto: Thierry Roge/EFE
12 | 26

21º - França

Foto: Fred Dufour/AFP
13 | 26

20º Luxemburgo

Foto: François Lenoir/Reuters
14 | 26

18º - Coreia do Sul

Foto: Mônica Nóbrega/Estadão
15 | 26

17º - Japão

Foto: Franck Ronichon/EFE
16 | 26

16º - Reino Unido

Foto: Tal Cohen/EFE
17 | 26

15º - Liechtenstein

Foto: Arnd Wiegmann/Reuters
18 | 26

12º - Hong Kong

Foto: Bobby Yip/Reuters
19 | 26

10º - Estados Unidos

Foto: John G. Mabanglo/EFE
20 | 26

9º - Islândia

Foto: Ilvy Njiokiktjien/The New York Times
21 | 26

8º - Irlanda

Foto: Tom Jamieson/The New York Times
22 | 26

7º - Holanda

Foto: Koen Van Weel/EFE
23 | 26

6º - Cingapura

Foto: Edgar Su/Reuters
24 | 26

5º - Dinamarca

Foto: Daniel Akstein/Estadão
25 | 26

4º - Alemanha

Foto: Thomas Peter/Reuters
26 | 26

1º - Noruega

Foto: Nerijus Adomaitis/Reuters

O mesmo ocorre com a reforma trabalhista. "É preciso cuidado para que trabalhadores não sejam explorados, não se enfrentam situações de insegurança no trabalho."

Andrea observou que está em curso no sistema das Nações Unidas um estudo mais aprofundado sobre as reformas que estão em discussão no País. 

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Fabiancic avaliou que, embora o País tenha avançado de forma significativa nos últimos 20 anos, há muito ainda para se alcançar.Ele citou, por exemplo, a baixa participação da população feminina na política. "Em média, 22% das mulheres ocupam assentos nos parlamentos do mundo. O Brasil tem somente 10,8%", comparou.

Esse porcentual é menor até mesmo do que o registrado na República Centro-Africana, última colocada no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), onde 12,5% das vagas do parlamento são ocupadas por mulheres.

reference
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Desigualdade. Batizado de Desenvolvimento Humano para Todos, o relatório divulgadonesta terça-feira pelas Nações Unidas tem como meta apoiar a discussão e implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e dedica um olhar especial para as desigualdades.

O documento propõe quatro eixos de atuação de política nacional, com destaque para ações de afirmação a facilitação da participação de grupos excluídos.

"Esses eixos podem ajudar a pensar o cenário brasileiro, tendo como meta seguir o avanço no desenvolvimento humano, com preocupação de não deixar ninguém para trás", disse Fabiancic.

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No mundo, observou, um em cada três pessoas vive em um nível de desenvolvimento humano baixo. Mulheres ganham em média menos que 24% menos que os homens e ocupam somente 24% dos altos cargos empresariais. 

Pobreza. A coordenadora Andrea Bolzon citou que em 2014 e 2015 a pobreza no Brasil aumentou, rompendo um ciclo de queda identificado desde a década anterior. Dados indicam que, em 2015, 3,63% da população vivia em situação de extrema pobreza, com uma renda mensal per capita de até R$ 70. Naquele mesmo ano, 9,96% da população era classificada como vulnerável à pobreza, com rendimento de até R$ 140 reais por mês.

O desemprego, por sua vez, cresceu de forma expressiva neste mesmo período. A pesquisadora observa que, a partir dos dados, é necessário se pensar quais medidas devem ser adotadas para que a tendência não se mantenha.

Paraisópolis.Em 2014 e 2015, a pobreza no Brasil aumentou, rompendo um ciclo de queda identificado desde a década anterior Foto: Daniel Teixeira/Estadão

BRASÍLIA - Ao anunciar o Relatório de Desenvolvimento Humano na manhã desta terça-feira, 21, ocoordenador residente do Sistema das Organização das Nações Unidas (ONU), Niky Fabiancic, afirmou que oBrasil enfrenta desafios urgentes, como a questão da pobreza, do desemprego e do crescimento humano e que o sistema acompanha com interesse as discussões de reforma no País. "Estamos atentos às propostas de reforma de ensino médio, da previdência, trabalhista e tributária."

A coordenadora do relatório no Brasil, Andrea Bolzon, observou que a maior preocupação é com as pessoas que estão em maior vulnerabilidade. "A reforma é necessária, mas é preciso ter um olhar atento para não se penalizar alguns grupos, como agricultores e mulheres", disse.

Os 25 países com maior Índice de Desenvolvimento Humano do mundo

1 | 26

19º - Israel

Foto: Nir Elias/Reuters
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14º - Suécia

Foto: Jessica Gow/TT News Agency/Reuters
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13º - Nova Zelândia

Foto: Tiago Queiroz/Estadão
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10º - Canadá

Foto: Chris Wattie/Reuters
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Foto: Srdjan Zivulovic /Reuters
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Foto: Dominic Ebenbichler/Reuters
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Foto: Touko Hujanen/The New York Times
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Foto: Thierry Roge/EFE
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Foto: Fred Dufour/AFP
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Foto: Franck Ronichon/EFE
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Foto: Bobby Yip/Reuters
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Foto: Nerijus Adomaitis/Reuters

O mesmo ocorre com a reforma trabalhista. "É preciso cuidado para que trabalhadores não sejam explorados, não se enfrentam situações de insegurança no trabalho."

Andrea observou que está em curso no sistema das Nações Unidas um estudo mais aprofundado sobre as reformas que estão em discussão no País. 

Fabiancic avaliou que, embora o País tenha avançado de forma significativa nos últimos 20 anos, há muito ainda para se alcançar.Ele citou, por exemplo, a baixa participação da população feminina na política. "Em média, 22% das mulheres ocupam assentos nos parlamentos do mundo. O Brasil tem somente 10,8%", comparou.

Esse porcentual é menor até mesmo do que o registrado na República Centro-Africana, última colocada no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), onde 12,5% das vagas do parlamento são ocupadas por mulheres.

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Desigualdade. Batizado de Desenvolvimento Humano para Todos, o relatório divulgadonesta terça-feira pelas Nações Unidas tem como meta apoiar a discussão e implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e dedica um olhar especial para as desigualdades.

O documento propõe quatro eixos de atuação de política nacional, com destaque para ações de afirmação a facilitação da participação de grupos excluídos.

"Esses eixos podem ajudar a pensar o cenário brasileiro, tendo como meta seguir o avanço no desenvolvimento humano, com preocupação de não deixar ninguém para trás", disse Fabiancic.

No mundo, observou, um em cada três pessoas vive em um nível de desenvolvimento humano baixo. Mulheres ganham em média menos que 24% menos que os homens e ocupam somente 24% dos altos cargos empresariais. 

Pobreza. A coordenadora Andrea Bolzon citou que em 2014 e 2015 a pobreza no Brasil aumentou, rompendo um ciclo de queda identificado desde a década anterior. Dados indicam que, em 2015, 3,63% da população vivia em situação de extrema pobreza, com uma renda mensal per capita de até R$ 70. Naquele mesmo ano, 9,96% da população era classificada como vulnerável à pobreza, com rendimento de até R$ 140 reais por mês.

O desemprego, por sua vez, cresceu de forma expressiva neste mesmo período. A pesquisadora observa que, a partir dos dados, é necessário se pensar quais medidas devem ser adotadas para que a tendência não se mantenha.

Paraisópolis.Em 2014 e 2015, a pobreza no Brasil aumentou, rompendo um ciclo de queda identificado desde a década anterior Foto: Daniel Teixeira/Estadão

BRASÍLIA - Ao anunciar o Relatório de Desenvolvimento Humano na manhã desta terça-feira, 21, ocoordenador residente do Sistema das Organização das Nações Unidas (ONU), Niky Fabiancic, afirmou que oBrasil enfrenta desafios urgentes, como a questão da pobreza, do desemprego e do crescimento humano e que o sistema acompanha com interesse as discussões de reforma no País. "Estamos atentos às propostas de reforma de ensino médio, da previdência, trabalhista e tributária."

A coordenadora do relatório no Brasil, Andrea Bolzon, observou que a maior preocupação é com as pessoas que estão em maior vulnerabilidade. "A reforma é necessária, mas é preciso ter um olhar atento para não se penalizar alguns grupos, como agricultores e mulheres", disse.

Os 25 países com maior Índice de Desenvolvimento Humano do mundo

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Foto: Nir Elias/Reuters
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Foto: Edgar Su/Reuters
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4º - Alemanha

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1º - Noruega

Foto: Nerijus Adomaitis/Reuters

O mesmo ocorre com a reforma trabalhista. "É preciso cuidado para que trabalhadores não sejam explorados, não se enfrentam situações de insegurança no trabalho."

Andrea observou que está em curso no sistema das Nações Unidas um estudo mais aprofundado sobre as reformas que estão em discussão no País. 

Fabiancic avaliou que, embora o País tenha avançado de forma significativa nos últimos 20 anos, há muito ainda para se alcançar.Ele citou, por exemplo, a baixa participação da população feminina na política. "Em média, 22% das mulheres ocupam assentos nos parlamentos do mundo. O Brasil tem somente 10,8%", comparou.

Esse porcentual é menor até mesmo do que o registrado na República Centro-Africana, última colocada no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), onde 12,5% das vagas do parlamento são ocupadas por mulheres.

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Desigualdade. Batizado de Desenvolvimento Humano para Todos, o relatório divulgadonesta terça-feira pelas Nações Unidas tem como meta apoiar a discussão e implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e dedica um olhar especial para as desigualdades.

O documento propõe quatro eixos de atuação de política nacional, com destaque para ações de afirmação a facilitação da participação de grupos excluídos.

"Esses eixos podem ajudar a pensar o cenário brasileiro, tendo como meta seguir o avanço no desenvolvimento humano, com preocupação de não deixar ninguém para trás", disse Fabiancic.

No mundo, observou, um em cada três pessoas vive em um nível de desenvolvimento humano baixo. Mulheres ganham em média menos que 24% menos que os homens e ocupam somente 24% dos altos cargos empresariais. 

Pobreza. A coordenadora Andrea Bolzon citou que em 2014 e 2015 a pobreza no Brasil aumentou, rompendo um ciclo de queda identificado desde a década anterior. Dados indicam que, em 2015, 3,63% da população vivia em situação de extrema pobreza, com uma renda mensal per capita de até R$ 70. Naquele mesmo ano, 9,96% da população era classificada como vulnerável à pobreza, com rendimento de até R$ 140 reais por mês.

O desemprego, por sua vez, cresceu de forma expressiva neste mesmo período. A pesquisadora observa que, a partir dos dados, é necessário se pensar quais medidas devem ser adotadas para que a tendência não se mantenha.

Paraisópolis.Em 2014 e 2015, a pobreza no Brasil aumentou, rompendo um ciclo de queda identificado desde a década anterior Foto: Daniel Teixeira/Estadão

BRASÍLIA - Ao anunciar o Relatório de Desenvolvimento Humano na manhã desta terça-feira, 21, ocoordenador residente do Sistema das Organização das Nações Unidas (ONU), Niky Fabiancic, afirmou que oBrasil enfrenta desafios urgentes, como a questão da pobreza, do desemprego e do crescimento humano e que o sistema acompanha com interesse as discussões de reforma no País. "Estamos atentos às propostas de reforma de ensino médio, da previdência, trabalhista e tributária."

A coordenadora do relatório no Brasil, Andrea Bolzon, observou que a maior preocupação é com as pessoas que estão em maior vulnerabilidade. "A reforma é necessária, mas é preciso ter um olhar atento para não se penalizar alguns grupos, como agricultores e mulheres", disse.

Os 25 países com maior Índice de Desenvolvimento Humano do mundo

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Foto: Nir Elias/Reuters
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13º - Nova Zelândia

Foto: Tiago Queiroz/Estadão
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10º - Canadá

Foto: Chris Wattie/Reuters
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2º - Austrália

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2º - Suíça

Foto: Laurent Gillieron/EFE
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Foto: John G. Mabanglo/EFE
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6º - Cingapura

Foto: Edgar Su/Reuters
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5º - Dinamarca

Foto: Daniel Akstein/Estadão
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Foto: Thomas Peter/Reuters
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1º - Noruega

Foto: Nerijus Adomaitis/Reuters

O mesmo ocorre com a reforma trabalhista. "É preciso cuidado para que trabalhadores não sejam explorados, não se enfrentam situações de insegurança no trabalho."

Andrea observou que está em curso no sistema das Nações Unidas um estudo mais aprofundado sobre as reformas que estão em discussão no País. 

Fabiancic avaliou que, embora o País tenha avançado de forma significativa nos últimos 20 anos, há muito ainda para se alcançar.Ele citou, por exemplo, a baixa participação da população feminina na política. "Em média, 22% das mulheres ocupam assentos nos parlamentos do mundo. O Brasil tem somente 10,8%", comparou.

Esse porcentual é menor até mesmo do que o registrado na República Centro-Africana, última colocada no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), onde 12,5% das vagas do parlamento são ocupadas por mulheres.

reference

Desigualdade. Batizado de Desenvolvimento Humano para Todos, o relatório divulgadonesta terça-feira pelas Nações Unidas tem como meta apoiar a discussão e implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e dedica um olhar especial para as desigualdades.

O documento propõe quatro eixos de atuação de política nacional, com destaque para ações de afirmação a facilitação da participação de grupos excluídos.

"Esses eixos podem ajudar a pensar o cenário brasileiro, tendo como meta seguir o avanço no desenvolvimento humano, com preocupação de não deixar ninguém para trás", disse Fabiancic.

No mundo, observou, um em cada três pessoas vive em um nível de desenvolvimento humano baixo. Mulheres ganham em média menos que 24% menos que os homens e ocupam somente 24% dos altos cargos empresariais. 

Pobreza. A coordenadora Andrea Bolzon citou que em 2014 e 2015 a pobreza no Brasil aumentou, rompendo um ciclo de queda identificado desde a década anterior. Dados indicam que, em 2015, 3,63% da população vivia em situação de extrema pobreza, com uma renda mensal per capita de até R$ 70. Naquele mesmo ano, 9,96% da população era classificada como vulnerável à pobreza, com rendimento de até R$ 140 reais por mês.

O desemprego, por sua vez, cresceu de forma expressiva neste mesmo período. A pesquisadora observa que, a partir dos dados, é necessário se pensar quais medidas devem ser adotadas para que a tendência não se mantenha.

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