Após receber o primeiro depoimento do segurança Wellington Franco, o promotor Norberto Jóia decidiu pedir ao 2º Tribunal do Júri que o caso do coronel José Hermínio Rodrigues seja remetido à Justiça Militar. "Trata-se de um crime propriamente militar." Jóia é cauteloso. Diz que as acusações do segurança têm de ser confirmadas por outras provas.O DHPP tem o depoimento de outra testemunha que confirmaria em parte as declarações de Franco. Seu nome é mantido em sigilo ? ela já está no programa de proteção à testemunha.Franco disse que um policial do Departamento Estadual de Investigações sobre Narcóticos (Denarc) seria o responsável por vender munição aos PMs do 18º Batalhão. O investigador entregaria caixas de bala calibre 40 na loja de material esportivo onde o segurança trabalhava em companhia de outros PMs na zona norte. Em seu segundo depoimento, Franco disse que conheceu o soldado Pascoal dos Santos Lima em 2004, quando o PM o convidou para trabalhar como segurança numa loja.Franco disse que, em 2006, participou com Pascoal de um assassinato na Vila Santa Maria, zona norte. Ele disse que dirigia a moto e levava Pascoal na garupa. Pascoal atirou na vítima.Outro assassinato teria ocorrido no Jardim Primavera, também na zona norte, em 2006 ou 2007. O PM teria matado a vítima porque ela e o irmão estariam envolvidos na morte de um PM. J.J. e M.G.