Vítimas de abuso lançam campanha após caso de estupro coletivo


Indignadas com os comentários que culpam e justificam a violência sofrida por jovem de 16 anos, mulheres relatam suas histórias

Por Isabela Palhares

SÃO PAULO - Indignada com comentários nas redes sociais que buscam culpar e justificar o estupro coletivo de uma jovem de 16 anos no Rio de Janeiro na semana passada, a empreendedora e ativista social Sabrina Bittencourt, de 35 anos, decidiu compartilhar nas redes sociais o abuso sexual que sofreu há 19 anos, quando também tinha 16 anos. Ao trazer seu relato pessoal, Sabrina estimulou outras mulheres a fazerem o mesmo e criaram uma campanha espontânea com a hashtag #eusousobrevivente. 

Em três dias, a públicação de Sabrina teve mais de 50 mil compartilhamentos nas redes sociais, além de ter incentivado o relato de outras mulheres. A ativista contou já ter recebido mais de 5 mil mensagens de vítimas de violência sexual pedindo sua ajuda ou conselhos sobre como denunciar ou lidar com a dor da violência sofrida.

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"Eu gostaria que todas  as pessoas tivessem uma resposta para sua dor, mas eu não sou especialista, demoraria a vida inteira tentando responder a cada uma. Mas sinto sua dor. É muito triste. Gente que está tentando o suicídio por não ter apoio na própria familia, comunidade, universidade, igreja", disse Sabrina. 

Segundo ela, foi a indignação com comentários sobre o caso da jovem do Rio que a encorajou a tornar pública uma história tão dolorida. "(Queria com o relato) mostrar que independentemente da situação da vítima ou sobrevivente, no meu caso, os abusos em vários extratos da sociedade são normalizados. Policiais, psiquiatras, religiosos, professores, familiares se acham no direito de culpabilizar a pessoa que sofre crimes assim. O que dificulta e muito a que crianças, jovens e mulheres sintam confiança para denunciar", contou. 

Manifestantes vão às ruas em apoio à vítima de estupro coletivo

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Indignação no Rio

Foto: Vanderlei Almeida/AFP
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Indignação em SP

Foto: Gariela Bilo/Estadão
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Indignação em SP

Foto: Gabriela Bilo/Estadão
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Indignação em SP

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Manifestantes montaram um mural em apoio àvítima de estupro coletivo; no Brasil, uma mulher é violentada a cada 11 minutos Foto: Gabriela Bilo/Estadão

SÃO PAULO - Indignada com comentários nas redes sociais que buscam culpar e justificar o estupro coletivo de uma jovem de 16 anos no Rio de Janeiro na semana passada, a empreendedora e ativista social Sabrina Bittencourt, de 35 anos, decidiu compartilhar nas redes sociais o abuso sexual que sofreu há 19 anos, quando também tinha 16 anos. Ao trazer seu relato pessoal, Sabrina estimulou outras mulheres a fazerem o mesmo e criaram uma campanha espontânea com a hashtag #eusousobrevivente. 

Em três dias, a públicação de Sabrina teve mais de 50 mil compartilhamentos nas redes sociais, além de ter incentivado o relato de outras mulheres. A ativista contou já ter recebido mais de 5 mil mensagens de vítimas de violência sexual pedindo sua ajuda ou conselhos sobre como denunciar ou lidar com a dor da violência sofrida.

"Eu gostaria que todas  as pessoas tivessem uma resposta para sua dor, mas eu não sou especialista, demoraria a vida inteira tentando responder a cada uma. Mas sinto sua dor. É muito triste. Gente que está tentando o suicídio por não ter apoio na própria familia, comunidade, universidade, igreja", disse Sabrina. 

Segundo ela, foi a indignação com comentários sobre o caso da jovem do Rio que a encorajou a tornar pública uma história tão dolorida. "(Queria com o relato) mostrar que independentemente da situação da vítima ou sobrevivente, no meu caso, os abusos em vários extratos da sociedade são normalizados. Policiais, psiquiatras, religiosos, professores, familiares se acham no direito de culpabilizar a pessoa que sofre crimes assim. O que dificulta e muito a que crianças, jovens e mulheres sintam confiança para denunciar", contou. 

Manifestantes vão às ruas em apoio à vítima de estupro coletivo

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Manifestantes montaram um mural em apoio àvítima de estupro coletivo; no Brasil, uma mulher é violentada a cada 11 minutos Foto: Gabriela Bilo/Estadão

SÃO PAULO - Indignada com comentários nas redes sociais que buscam culpar e justificar o estupro coletivo de uma jovem de 16 anos no Rio de Janeiro na semana passada, a empreendedora e ativista social Sabrina Bittencourt, de 35 anos, decidiu compartilhar nas redes sociais o abuso sexual que sofreu há 19 anos, quando também tinha 16 anos. Ao trazer seu relato pessoal, Sabrina estimulou outras mulheres a fazerem o mesmo e criaram uma campanha espontânea com a hashtag #eusousobrevivente. 

Em três dias, a públicação de Sabrina teve mais de 50 mil compartilhamentos nas redes sociais, além de ter incentivado o relato de outras mulheres. A ativista contou já ter recebido mais de 5 mil mensagens de vítimas de violência sexual pedindo sua ajuda ou conselhos sobre como denunciar ou lidar com a dor da violência sofrida.

"Eu gostaria que todas  as pessoas tivessem uma resposta para sua dor, mas eu não sou especialista, demoraria a vida inteira tentando responder a cada uma. Mas sinto sua dor. É muito triste. Gente que está tentando o suicídio por não ter apoio na própria familia, comunidade, universidade, igreja", disse Sabrina. 

Segundo ela, foi a indignação com comentários sobre o caso da jovem do Rio que a encorajou a tornar pública uma história tão dolorida. "(Queria com o relato) mostrar que independentemente da situação da vítima ou sobrevivente, no meu caso, os abusos em vários extratos da sociedade são normalizados. Policiais, psiquiatras, religiosos, professores, familiares se acham no direito de culpabilizar a pessoa que sofre crimes assim. O que dificulta e muito a que crianças, jovens e mulheres sintam confiança para denunciar", contou. 

Manifestantes vão às ruas em apoio à vítima de estupro coletivo

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Manifestantes montaram um mural em apoio àvítima de estupro coletivo; no Brasil, uma mulher é violentada a cada 11 minutos Foto: Gabriela Bilo/Estadão

SÃO PAULO - Indignada com comentários nas redes sociais que buscam culpar e justificar o estupro coletivo de uma jovem de 16 anos no Rio de Janeiro na semana passada, a empreendedora e ativista social Sabrina Bittencourt, de 35 anos, decidiu compartilhar nas redes sociais o abuso sexual que sofreu há 19 anos, quando também tinha 16 anos. Ao trazer seu relato pessoal, Sabrina estimulou outras mulheres a fazerem o mesmo e criaram uma campanha espontânea com a hashtag #eusousobrevivente. 

Em três dias, a públicação de Sabrina teve mais de 50 mil compartilhamentos nas redes sociais, além de ter incentivado o relato de outras mulheres. A ativista contou já ter recebido mais de 5 mil mensagens de vítimas de violência sexual pedindo sua ajuda ou conselhos sobre como denunciar ou lidar com a dor da violência sofrida.

"Eu gostaria que todas  as pessoas tivessem uma resposta para sua dor, mas eu não sou especialista, demoraria a vida inteira tentando responder a cada uma. Mas sinto sua dor. É muito triste. Gente que está tentando o suicídio por não ter apoio na própria familia, comunidade, universidade, igreja", disse Sabrina. 

Segundo ela, foi a indignação com comentários sobre o caso da jovem do Rio que a encorajou a tornar pública uma história tão dolorida. "(Queria com o relato) mostrar que independentemente da situação da vítima ou sobrevivente, no meu caso, os abusos em vários extratos da sociedade são normalizados. Policiais, psiquiatras, religiosos, professores, familiares se acham no direito de culpabilizar a pessoa que sofre crimes assim. O que dificulta e muito a que crianças, jovens e mulheres sintam confiança para denunciar", contou. 

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Manifestantes montaram um mural em apoio àvítima de estupro coletivo; no Brasil, uma mulher é violentada a cada 11 minutos Foto: Gabriela Bilo/Estadão

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