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Chance de mulher negra ter cargo de liderança é 5 vezes menor do que de uma funcionária branca


Dado, obtido em primeira mão pela Coluna, é do movimento Mover; Dia da Mulher Negra, Latino-Americana e Caribenha é nesta sexta-feira (25)

Por Alice Ferraz e Malu Mões
Atualização:

Apenas 3% dos cargos de diretoria ou liderança executiva são ocupados por mulheres negras. É o que mostra um levantamento do Mover, movimento pela equidade racial com mais de 50 empresas associadas – entre pesos-pesados do mercado, como Gerdau, McKinsey e Nestlé. Os dados foram anunciados em primeira mão à coluna nesta sexta-feira (25), Dia da Mulher Negra, Latino-Americana e Caribenha.

Da direita para esquerda: Helen Pedroso, diretora de Responsabilidade Corporativa de Direitos Humanos do Grupo L´Oréal no Brasil, Natalie Victal, economista-chefe da SulAmérica Investimentos, Loana Coelho, diretora de Digital do Grupo L´Oréal no Brasil e Natália Paiva, diretora-executiva do Mover. Foto: Colagem de Thais Barroco sobre fotos de Luis Henrique Madaleno/Grupo L´Oréal no Brasil, Biah Art/CZT Audiovisual/Sulamérica e Willy Roberto/Mover

Entre as companhias associadas ao Mover, mulheres negras ocupam 25% dos cargos de entrada. À medida que sobem os andares, se tornam cada vez mais raras. No topo, restam 3%. O contraste é ainda mais visível quando se olha para as funcionárias não negras: começam com 24% nos cargos iniciais e chegam a 16% nas cadeiras executivas. As chances de uma funcionária negra chegar a um cargo de liderança são cinco vezes menores do que as de uma funcionária branca.

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“Estatisticamente, as mulheres negras têm menos acesso a oportunidades de desenvolvimento, são menos vistas e indicadas para promoções, e os critérios de crescimento na empresa nem sempre consideram suas trajetórias individuais”, afirma Natália Paiva, diretora-executiva do Mover.

A diretora-executiva do Mover, Natália Paiva. Foto: Willy Roberto/Mover

Muitas corporações, diz ela, ainda tratam a diversidade de forma genérica, com pouca disposição para mexer nas estruturas. ”O problema não é falta de talento, mas sim de compromisso com a equidade.” Entre as recomendações: mentoria específica para negras, políticas de promoção com critérios objetivos e revisão de processos que dificultam o acesso de mulheres negras à liderança.

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Natalie Victal, economista-chefe da SulAmérica Investimentos, conhece de perto o esforço necessário para furar a bolha. Também lembra que, quanto mais escura é a pele da pessoa, maior é a dificuldade. “Dentro do grupo de mulheres negras, estão as mulheres pretas. É como um funil que vai ficando cada vez mais estreito. E, quanto mais estreito esse funil, menos pessoas parecidas com você há”, explica.

A economista-chefe da SulAmérica Investimentos, Natalie Victal. Foto: Biah Art/CZT Audiovisual/Sulamérica

Em meio ao cenário desanimador, algumas empresas tentam redesenhar o percurso. O Grupo L’Oréal Brasil, por exemplo, aponta estar investindo em ações afirmativas. Segundo seu censo interno, 53% das lideranças negras são femininas. A empresa adota programa de mentoria para mulheres negras, iniciativas para evitar disparidade salarial e uma política de home office quatro vezes por semana para mães que voltam da licença-maternidade.

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“Para nós, mulheres negras, ocupar um cargo de liderança significa estar num espaço que historicamente nos foi negado, onde nossas vozes foram silenciadas”, diz Helen Pedroso, diretora de Responsabilidade Corporativa e Direitos Humanos do grupo. Por isso, defende, é importante criar ações estruturais para quebrar essas barreiras.

A diretora de Responsabilidade Corporativa e Direitos Humanos do Grupo L´Oréal no Brasil, Helen Pedroso. Foto: Luis Henrique Madaleno/Grupo L´Oréal no Brasil

Assim como Helen, Loana Coelho, diretora de Digital do Grupo L´Oréal no Brasil, reforça a necessidade de diversidade em todas as áreas da companhia. “Nossa meta no marketing é contratar, no mínimo, 50% dos influenciadores pertencentes a grupos sub representados”, conta.

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A diretora de Digital do Grupo L’Oréal Brasil, Loana Coelho. Foto: Luis Henrique Madaleno/Grupo L´Oréal no Brasil

Apenas 3% dos cargos de diretoria ou liderança executiva são ocupados por mulheres negras. É o que mostra um levantamento do Mover, movimento pela equidade racial com mais de 50 empresas associadas – entre pesos-pesados do mercado, como Gerdau, McKinsey e Nestlé. Os dados foram anunciados em primeira mão à coluna nesta sexta-feira (25), Dia da Mulher Negra, Latino-Americana e Caribenha.

Da direita para esquerda: Helen Pedroso, diretora de Responsabilidade Corporativa de Direitos Humanos do Grupo L´Oréal no Brasil, Natalie Victal, economista-chefe da SulAmérica Investimentos, Loana Coelho, diretora de Digital do Grupo L´Oréal no Brasil e Natália Paiva, diretora-executiva do Mover. Foto: Colagem de Thais Barroco sobre fotos de Luis Henrique Madaleno/Grupo L´Oréal no Brasil, Biah Art/CZT Audiovisual/Sulamérica e Willy Roberto/Mover

Entre as companhias associadas ao Mover, mulheres negras ocupam 25% dos cargos de entrada. À medida que sobem os andares, se tornam cada vez mais raras. No topo, restam 3%. O contraste é ainda mais visível quando se olha para as funcionárias não negras: começam com 24% nos cargos iniciais e chegam a 16% nas cadeiras executivas. As chances de uma funcionária negra chegar a um cargo de liderança são cinco vezes menores do que as de uma funcionária branca.

“Estatisticamente, as mulheres negras têm menos acesso a oportunidades de desenvolvimento, são menos vistas e indicadas para promoções, e os critérios de crescimento na empresa nem sempre consideram suas trajetórias individuais”, afirma Natália Paiva, diretora-executiva do Mover.

A diretora-executiva do Mover, Natália Paiva. Foto: Willy Roberto/Mover

Muitas corporações, diz ela, ainda tratam a diversidade de forma genérica, com pouca disposição para mexer nas estruturas. ”O problema não é falta de talento, mas sim de compromisso com a equidade.” Entre as recomendações: mentoria específica para negras, políticas de promoção com critérios objetivos e revisão de processos que dificultam o acesso de mulheres negras à liderança.

Natalie Victal, economista-chefe da SulAmérica Investimentos, conhece de perto o esforço necessário para furar a bolha. Também lembra que, quanto mais escura é a pele da pessoa, maior é a dificuldade. “Dentro do grupo de mulheres negras, estão as mulheres pretas. É como um funil que vai ficando cada vez mais estreito. E, quanto mais estreito esse funil, menos pessoas parecidas com você há”, explica.

A economista-chefe da SulAmérica Investimentos, Natalie Victal. Foto: Biah Art/CZT Audiovisual/Sulamérica

Em meio ao cenário desanimador, algumas empresas tentam redesenhar o percurso. O Grupo L’Oréal Brasil, por exemplo, aponta estar investindo em ações afirmativas. Segundo seu censo interno, 53% das lideranças negras são femininas. A empresa adota programa de mentoria para mulheres negras, iniciativas para evitar disparidade salarial e uma política de home office quatro vezes por semana para mães que voltam da licença-maternidade.

“Para nós, mulheres negras, ocupar um cargo de liderança significa estar num espaço que historicamente nos foi negado, onde nossas vozes foram silenciadas”, diz Helen Pedroso, diretora de Responsabilidade Corporativa e Direitos Humanos do grupo. Por isso, defende, é importante criar ações estruturais para quebrar essas barreiras.

A diretora de Responsabilidade Corporativa e Direitos Humanos do Grupo L´Oréal no Brasil, Helen Pedroso. Foto: Luis Henrique Madaleno/Grupo L´Oréal no Brasil

Assim como Helen, Loana Coelho, diretora de Digital do Grupo L´Oréal no Brasil, reforça a necessidade de diversidade em todas as áreas da companhia. “Nossa meta no marketing é contratar, no mínimo, 50% dos influenciadores pertencentes a grupos sub representados”, conta.

A diretora de Digital do Grupo L’Oréal Brasil, Loana Coelho. Foto: Luis Henrique Madaleno/Grupo L´Oréal no Brasil

Apenas 3% dos cargos de diretoria ou liderança executiva são ocupados por mulheres negras. É o que mostra um levantamento do Mover, movimento pela equidade racial com mais de 50 empresas associadas – entre pesos-pesados do mercado, como Gerdau, McKinsey e Nestlé. Os dados foram anunciados em primeira mão à coluna nesta sexta-feira (25), Dia da Mulher Negra, Latino-Americana e Caribenha.

Da direita para esquerda: Helen Pedroso, diretora de Responsabilidade Corporativa de Direitos Humanos do Grupo L´Oréal no Brasil, Natalie Victal, economista-chefe da SulAmérica Investimentos, Loana Coelho, diretora de Digital do Grupo L´Oréal no Brasil e Natália Paiva, diretora-executiva do Mover. Foto: Colagem de Thais Barroco sobre fotos de Luis Henrique Madaleno/Grupo L´Oréal no Brasil, Biah Art/CZT Audiovisual/Sulamérica e Willy Roberto/Mover

Entre as companhias associadas ao Mover, mulheres negras ocupam 25% dos cargos de entrada. À medida que sobem os andares, se tornam cada vez mais raras. No topo, restam 3%. O contraste é ainda mais visível quando se olha para as funcionárias não negras: começam com 24% nos cargos iniciais e chegam a 16% nas cadeiras executivas. As chances de uma funcionária negra chegar a um cargo de liderança são cinco vezes menores do que as de uma funcionária branca.

“Estatisticamente, as mulheres negras têm menos acesso a oportunidades de desenvolvimento, são menos vistas e indicadas para promoções, e os critérios de crescimento na empresa nem sempre consideram suas trajetórias individuais”, afirma Natália Paiva, diretora-executiva do Mover.

A diretora-executiva do Mover, Natália Paiva. Foto: Willy Roberto/Mover

Muitas corporações, diz ela, ainda tratam a diversidade de forma genérica, com pouca disposição para mexer nas estruturas. ”O problema não é falta de talento, mas sim de compromisso com a equidade.” Entre as recomendações: mentoria específica para negras, políticas de promoção com critérios objetivos e revisão de processos que dificultam o acesso de mulheres negras à liderança.

Natalie Victal, economista-chefe da SulAmérica Investimentos, conhece de perto o esforço necessário para furar a bolha. Também lembra que, quanto mais escura é a pele da pessoa, maior é a dificuldade. “Dentro do grupo de mulheres negras, estão as mulheres pretas. É como um funil que vai ficando cada vez mais estreito. E, quanto mais estreito esse funil, menos pessoas parecidas com você há”, explica.

A economista-chefe da SulAmérica Investimentos, Natalie Victal. Foto: Biah Art/CZT Audiovisual/Sulamérica

Em meio ao cenário desanimador, algumas empresas tentam redesenhar o percurso. O Grupo L’Oréal Brasil, por exemplo, aponta estar investindo em ações afirmativas. Segundo seu censo interno, 53% das lideranças negras são femininas. A empresa adota programa de mentoria para mulheres negras, iniciativas para evitar disparidade salarial e uma política de home office quatro vezes por semana para mães que voltam da licença-maternidade.

“Para nós, mulheres negras, ocupar um cargo de liderança significa estar num espaço que historicamente nos foi negado, onde nossas vozes foram silenciadas”, diz Helen Pedroso, diretora de Responsabilidade Corporativa e Direitos Humanos do grupo. Por isso, defende, é importante criar ações estruturais para quebrar essas barreiras.

A diretora de Responsabilidade Corporativa e Direitos Humanos do Grupo L´Oréal no Brasil, Helen Pedroso. Foto: Luis Henrique Madaleno/Grupo L´Oréal no Brasil

Assim como Helen, Loana Coelho, diretora de Digital do Grupo L´Oréal no Brasil, reforça a necessidade de diversidade em todas as áreas da companhia. “Nossa meta no marketing é contratar, no mínimo, 50% dos influenciadores pertencentes a grupos sub representados”, conta.

A diretora de Digital do Grupo L’Oréal Brasil, Loana Coelho. Foto: Luis Henrique Madaleno/Grupo L´Oréal no Brasil

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