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Filho do ex-presidente lançou pré-candidatura na última semana e tem conversado com partidos de centro-direita
Desde a última sexta-feira, 5, quando o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) anunciou que será pré-candidato à presidência, dúvidas sobre a estratégia da candidatura do filho mais velho de Jair Bolsonaro surgiram nos bastidores da política. Mas será que o senador vai dar continuidade a campanha até abril, quando encerra o prazo para a desincompatibilização do cargo?
Para Marco Ruediger, diretor da Escola de Comunicação da FGV, é improvável: “Essa jogada de Flávio não vai perdurar. Não faz muito sentido um político que pode conseguir facilmente a reeleição ao Senado entrar em uma aventura”, afirma.
O doutor em Sociologia analisa também que há outros fatores que fazem com que não seja levado muito a sério a pré-candidatura: " O mandato de senador dá uma proteção ao político, por causa do foro privilegiado. Além disso, não faz sentido Jair Bolsonaro e o PL perderem um nome no Senado".
Na avaliação do diretor da Escola de Comunicação da FGV, o anúncio de Flávio Bolsonaro serviu para tentar unificar em uma direção o discurso do bolsonarismo após o mal-estar gerado após Michelle Bolsonaro criticar publicamente Ciro Gomes.
Além disso, para o especialista, a pré-candidatura é uma tentativa de conseguir uma situação melhor para o ex-presidente Jair Bolsonaro. No entanto, para Marco Ruediger esse gesto gera uma impressão negativa politicamente: “Não precisava ter anunciado a pré-candidatura agora. Isso gera uma imagem de desespero no bolsonarismo, uma tentativa de reverter a situação do ex-presidente, tentando impor um preço na candidatura”, finaliza.