Explica as tendências da música e da cultura pop

Opinião|Olivia Rodrigo é The Cure para as novas gerações em ‘You Seem Pretty Sad for a Girl So in Love’


Em seu novo disco, a cantora deixa pop punk de lado, evoca o melancólico The Cure e mostra evolução como compositora

Por Carol Prado
Atualização:

Seu navegador não suporta esse video.

'You Seem Pretty Sad for a Girl So in Love', 3° trabalho da cantora, tem histórias de amor mais profundas, mas também momentos sem personalidade

Apresentar o rock melancólico do The Cure para as novas gerações é um dos trunfos de You Seem Pretty Sad for a Girl so in Love, o novo álbum de Olivia Rodrigo, mas não é o único.

Para quem não conhece, a Olivia Rodrigo surgiu bem novinha, aos 18 anos. Ela virou um fenômeno de popularidade com músicas que são crônicas superficiais, mas bem escritas, das desilusões amorosas da juventude.

continua após a publicidade
Em 'You Seem Pretty Sad for a Girl So in Love', Olivia Rodrigo deixa para trás a fórmula que a consagrou e faz uma guinada estética em direção ao pós-punk dos anos 1980. Foto: Scott A Garfitt / AP

Isso, embalado numa sonoridade muito influenciada pelo pop punk dos anos 90... Uma espécie de Avril Lavigne do século 21.

Só que isso ficou pra trás. Nesse terceiro trabalho, Olivia Rodrigo faz mudanças no repertório.

continua após a publicidade

Primeiro, nas referências... Ela aposta tudo no pós-punk dos anos 80, principalmente no The Cure, que é citado várias vezes ao longo do álbum... O Robert Smith até participa de uma música.

Os arranjos são os mais complexos e bem trabalhados da carreira dela.

continua após a publicidade

Mas, em alguns momentos, as linhas de baixo e os sintetizadores mais densos são tão parecidos com os do The Cure que fiquei achando que ela pesou demais na homenagem e soou sem personalidade.

De qualquer forma, prestando mais atenção, entendi que o traço mais marcante desse disco está, na verdade, nas letras... Ela muda de direção no discurso. As melhores músicas não são mais sobre desilusões, mas sobre o torpor de viver uma grande paixão.

Ao longo das faixas, Olivia conta aquela história batida da ascensão e queda de um relacionamento, que um monte de gente já contou. Mas faz isso com uma riqueza de detalhes que faz você realmente se envolver com esses sentimentos.

continua após a publicidade

É o caso, por exemplo, de Purple, uma música que narra uma série de situações para explicar como a relação ficou tão intensa que os dois perderam suas individualidades.

Essa talvez seja, para mim, a melhor música de sua carreira.

continua após a publicidade

Ela não inventa a roda em nenhum momento desse álbum, mas mostra como tem evoluído como compositora, com abordagens mais profundas nas histórias de amor.

Se seguir nesse caminho, a Olivia tem potencial pra virar uma das maiores da geração dela. Nota 7,5 de 10.

Seu navegador não suporta esse video.

'You Seem Pretty Sad for a Girl So in Love', 3° trabalho da cantora, tem histórias de amor mais profundas, mas também momentos sem personalidade

Apresentar o rock melancólico do The Cure para as novas gerações é um dos trunfos de You Seem Pretty Sad for a Girl so in Love, o novo álbum de Olivia Rodrigo, mas não é o único.

Para quem não conhece, a Olivia Rodrigo surgiu bem novinha, aos 18 anos. Ela virou um fenômeno de popularidade com músicas que são crônicas superficiais, mas bem escritas, das desilusões amorosas da juventude.

Em 'You Seem Pretty Sad for a Girl So in Love', Olivia Rodrigo deixa para trás a fórmula que a consagrou e faz uma guinada estética em direção ao pós-punk dos anos 1980. Foto: Scott A Garfitt / AP

Isso, embalado numa sonoridade muito influenciada pelo pop punk dos anos 90... Uma espécie de Avril Lavigne do século 21.

Só que isso ficou pra trás. Nesse terceiro trabalho, Olivia Rodrigo faz mudanças no repertório.

Primeiro, nas referências... Ela aposta tudo no pós-punk dos anos 80, principalmente no The Cure, que é citado várias vezes ao longo do álbum... O Robert Smith até participa de uma música.

Os arranjos são os mais complexos e bem trabalhados da carreira dela.

Mas, em alguns momentos, as linhas de baixo e os sintetizadores mais densos são tão parecidos com os do The Cure que fiquei achando que ela pesou demais na homenagem e soou sem personalidade.

De qualquer forma, prestando mais atenção, entendi que o traço mais marcante desse disco está, na verdade, nas letras... Ela muda de direção no discurso. As melhores músicas não são mais sobre desilusões, mas sobre o torpor de viver uma grande paixão.

Ao longo das faixas, Olivia conta aquela história batida da ascensão e queda de um relacionamento, que um monte de gente já contou. Mas faz isso com uma riqueza de detalhes que faz você realmente se envolver com esses sentimentos.

É o caso, por exemplo, de Purple, uma música que narra uma série de situações para explicar como a relação ficou tão intensa que os dois perderam suas individualidades.

Essa talvez seja, para mim, a melhor música de sua carreira.

Ela não inventa a roda em nenhum momento desse álbum, mas mostra como tem evoluído como compositora, com abordagens mais profundas nas histórias de amor.

Se seguir nesse caminho, a Olivia tem potencial pra virar uma das maiores da geração dela. Nota 7,5 de 10.

Seu navegador não suporta esse video.

'You Seem Pretty Sad for a Girl So in Love', 3° trabalho da cantora, tem histórias de amor mais profundas, mas também momentos sem personalidade

Apresentar o rock melancólico do The Cure para as novas gerações é um dos trunfos de You Seem Pretty Sad for a Girl so in Love, o novo álbum de Olivia Rodrigo, mas não é o único.

Para quem não conhece, a Olivia Rodrigo surgiu bem novinha, aos 18 anos. Ela virou um fenômeno de popularidade com músicas que são crônicas superficiais, mas bem escritas, das desilusões amorosas da juventude.

Em 'You Seem Pretty Sad for a Girl So in Love', Olivia Rodrigo deixa para trás a fórmula que a consagrou e faz uma guinada estética em direção ao pós-punk dos anos 1980. Foto: Scott A Garfitt / AP

Isso, embalado numa sonoridade muito influenciada pelo pop punk dos anos 90... Uma espécie de Avril Lavigne do século 21.

Só que isso ficou pra trás. Nesse terceiro trabalho, Olivia Rodrigo faz mudanças no repertório.

Primeiro, nas referências... Ela aposta tudo no pós-punk dos anos 80, principalmente no The Cure, que é citado várias vezes ao longo do álbum... O Robert Smith até participa de uma música.

Os arranjos são os mais complexos e bem trabalhados da carreira dela.

Mas, em alguns momentos, as linhas de baixo e os sintetizadores mais densos são tão parecidos com os do The Cure que fiquei achando que ela pesou demais na homenagem e soou sem personalidade.

De qualquer forma, prestando mais atenção, entendi que o traço mais marcante desse disco está, na verdade, nas letras... Ela muda de direção no discurso. As melhores músicas não são mais sobre desilusões, mas sobre o torpor de viver uma grande paixão.

Ao longo das faixas, Olivia conta aquela história batida da ascensão e queda de um relacionamento, que um monte de gente já contou. Mas faz isso com uma riqueza de detalhes que faz você realmente se envolver com esses sentimentos.

É o caso, por exemplo, de Purple, uma música que narra uma série de situações para explicar como a relação ficou tão intensa que os dois perderam suas individualidades.

Essa talvez seja, para mim, a melhor música de sua carreira.

Ela não inventa a roda em nenhum momento desse álbum, mas mostra como tem evoluído como compositora, com abordagens mais profundas nas histórias de amor.

Se seguir nesse caminho, a Olivia tem potencial pra virar uma das maiores da geração dela. Nota 7,5 de 10.

Opinião por Carol Prado

É jornalista desde 2014. Escreve sobre cultura e entretenimento, toda quarta-feira. Nas redes sociais, é chamada de “jornalista pop” por gerar repercussão com críticas de álbuns e comentários sobre tendências do mercado cultural.

Atualizamos nossa política de cookies

Ao utilizar nossos serviços, você aceita a política de monitoramento de cookies.