Duelo de vontades em "Última Fortaleza"


Filme com Robert Redford parte de um conflito comum em filmes de ação, mas pretende pôr vários temas em debate, o que nem sempre compensa

Por Agencia Estado

A Última Fortaleza é daqueles filmes que armam um conflito entre dois homens de vontade forte, em campos opostos, que chegam a um duelo final. Fórmula que já rendeu desde faroestes clássicos a lixo puro como aventuras de Steven Seagal. A cena inicial mostra onde a briga vai acontecer: depois da inevitável (está ficando um lugar-comum) tomada da bandeira americana tremulando _ repete-se no final _ surgem janelas e pequenas torres de uma prisão militar que lembra um castelo (o título original é The Last Castle/O último castelo). Ali quem manda é um carcereiro de alta patente, o coronel Winter (James Gandolfini, revelado pelo seriado A Família Soprano) . Seu esporte favorito é mandar os guardas dispararem balas de borracha sobre os prisioneiros, mesmo sem razões evidentes, e seu hobby preferido é ficar lustrando as armas antigas de sua coleção. O conflito do filme começa quando chega ali o general Irwin (Robert Redford), para ser mais um entre as centenas de condenados guardados por Winter. De cara, eles já não se bicam e o general mostra que não liga a mínima para o coronel. Este reage tentando quebrar o espírito do outro. A escalada vai até Irwin esboçar um plano para abalar o poder de Winter. No caminho, o general consegue de forma um tanto fácil demais conseguir a confiança dos colegas prisioneiros, entre outros, de Yates (Mark Ruffalo), cujo pai foi subordinado de Irwin durante a guerra do Vietnã. Conforme o que se acredita, A Última Fortaleza pode ser visto como um filme um tanto conservador ou levemente fascistóide. Sua tese é aberta, mas não agressivamente pró-militar. Defende a idéia de que a guerra é justificada quando é absolutamente necessária. No caso, a gente simpatiza com o grupo de prisioneiros que é oprimido. Mostra o filme que há dois tipos de homens, os que lideram e os que se dão melhor quando se conformam com o que acontece. Winter é interpretado de forma muito sutil por Gandolfini, como um burocrata inflexível, mas que é dado a mostrar um certo humor, o que lhe dá uma dimensão humana e em dada medida, um corte até sinistro na sua maldade. Robert Redford não tem muita chance para desenvolver seu Irwin. É um personagem rígido cuja densidade pára na superfície do sujeito digno e tranqüilo, que sempre começa as frases assim: "Há três anos na Bósnia...", "Tinha um amigo em Hanói...". O diretor Rod Lurie evidentemente quis fazer um filme de ação, mas que tivesse alguma coisa para deixar na mente do público após as luzes se acenderem. Há lutas, explosões e o clímax que marca o confronto entre duas vontades. Mas também há muita coisa em debate, o que nem sempre compensa, sobretudo quando, a uma certa altura, Irwin começa a contar a história da continência.

A Última Fortaleza é daqueles filmes que armam um conflito entre dois homens de vontade forte, em campos opostos, que chegam a um duelo final. Fórmula que já rendeu desde faroestes clássicos a lixo puro como aventuras de Steven Seagal. A cena inicial mostra onde a briga vai acontecer: depois da inevitável (está ficando um lugar-comum) tomada da bandeira americana tremulando _ repete-se no final _ surgem janelas e pequenas torres de uma prisão militar que lembra um castelo (o título original é The Last Castle/O último castelo). Ali quem manda é um carcereiro de alta patente, o coronel Winter (James Gandolfini, revelado pelo seriado A Família Soprano) . Seu esporte favorito é mandar os guardas dispararem balas de borracha sobre os prisioneiros, mesmo sem razões evidentes, e seu hobby preferido é ficar lustrando as armas antigas de sua coleção. O conflito do filme começa quando chega ali o general Irwin (Robert Redford), para ser mais um entre as centenas de condenados guardados por Winter. De cara, eles já não se bicam e o general mostra que não liga a mínima para o coronel. Este reage tentando quebrar o espírito do outro. A escalada vai até Irwin esboçar um plano para abalar o poder de Winter. No caminho, o general consegue de forma um tanto fácil demais conseguir a confiança dos colegas prisioneiros, entre outros, de Yates (Mark Ruffalo), cujo pai foi subordinado de Irwin durante a guerra do Vietnã. Conforme o que se acredita, A Última Fortaleza pode ser visto como um filme um tanto conservador ou levemente fascistóide. Sua tese é aberta, mas não agressivamente pró-militar. Defende a idéia de que a guerra é justificada quando é absolutamente necessária. No caso, a gente simpatiza com o grupo de prisioneiros que é oprimido. Mostra o filme que há dois tipos de homens, os que lideram e os que se dão melhor quando se conformam com o que acontece. Winter é interpretado de forma muito sutil por Gandolfini, como um burocrata inflexível, mas que é dado a mostrar um certo humor, o que lhe dá uma dimensão humana e em dada medida, um corte até sinistro na sua maldade. Robert Redford não tem muita chance para desenvolver seu Irwin. É um personagem rígido cuja densidade pára na superfície do sujeito digno e tranqüilo, que sempre começa as frases assim: "Há três anos na Bósnia...", "Tinha um amigo em Hanói...". O diretor Rod Lurie evidentemente quis fazer um filme de ação, mas que tivesse alguma coisa para deixar na mente do público após as luzes se acenderem. Há lutas, explosões e o clímax que marca o confronto entre duas vontades. Mas também há muita coisa em debate, o que nem sempre compensa, sobretudo quando, a uma certa altura, Irwin começa a contar a história da continência.

A Última Fortaleza é daqueles filmes que armam um conflito entre dois homens de vontade forte, em campos opostos, que chegam a um duelo final. Fórmula que já rendeu desde faroestes clássicos a lixo puro como aventuras de Steven Seagal. A cena inicial mostra onde a briga vai acontecer: depois da inevitável (está ficando um lugar-comum) tomada da bandeira americana tremulando _ repete-se no final _ surgem janelas e pequenas torres de uma prisão militar que lembra um castelo (o título original é The Last Castle/O último castelo). Ali quem manda é um carcereiro de alta patente, o coronel Winter (James Gandolfini, revelado pelo seriado A Família Soprano) . Seu esporte favorito é mandar os guardas dispararem balas de borracha sobre os prisioneiros, mesmo sem razões evidentes, e seu hobby preferido é ficar lustrando as armas antigas de sua coleção. O conflito do filme começa quando chega ali o general Irwin (Robert Redford), para ser mais um entre as centenas de condenados guardados por Winter. De cara, eles já não se bicam e o general mostra que não liga a mínima para o coronel. Este reage tentando quebrar o espírito do outro. A escalada vai até Irwin esboçar um plano para abalar o poder de Winter. No caminho, o general consegue de forma um tanto fácil demais conseguir a confiança dos colegas prisioneiros, entre outros, de Yates (Mark Ruffalo), cujo pai foi subordinado de Irwin durante a guerra do Vietnã. Conforme o que se acredita, A Última Fortaleza pode ser visto como um filme um tanto conservador ou levemente fascistóide. Sua tese é aberta, mas não agressivamente pró-militar. Defende a idéia de que a guerra é justificada quando é absolutamente necessária. No caso, a gente simpatiza com o grupo de prisioneiros que é oprimido. Mostra o filme que há dois tipos de homens, os que lideram e os que se dão melhor quando se conformam com o que acontece. Winter é interpretado de forma muito sutil por Gandolfini, como um burocrata inflexível, mas que é dado a mostrar um certo humor, o que lhe dá uma dimensão humana e em dada medida, um corte até sinistro na sua maldade. Robert Redford não tem muita chance para desenvolver seu Irwin. É um personagem rígido cuja densidade pára na superfície do sujeito digno e tranqüilo, que sempre começa as frases assim: "Há três anos na Bósnia...", "Tinha um amigo em Hanói...". O diretor Rod Lurie evidentemente quis fazer um filme de ação, mas que tivesse alguma coisa para deixar na mente do público após as luzes se acenderem. Há lutas, explosões e o clímax que marca o confronto entre duas vontades. Mas também há muita coisa em debate, o que nem sempre compensa, sobretudo quando, a uma certa altura, Irwin começa a contar a história da continência.

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