Dá o Play | Podcasts de literatura (1): '451 MHz' e 'Bookworm'


Com entrevistas aprofundadas e leitura, programas de áudio servem como bom complemento à leitura

Por Guilherme Sobota
Atualização:

A importante revista literária paulistana Quatro Cinco Um mantém um podcast próprio – o 451 MHz, em parceria com a Rádio Novelo – cujo lema é: “para quem lê até com os ouvidos”. Seguindo a linha editorial da revista, o podcast conversa com autores, pesquisadores e intelectuais sobre os livros mais interessantes colocados nas livrarias pelo mercado editorial.

Com esse lema como ponto de partida, quero começar uma série de podcasts do universo da literatura, dentro e fora do Brasil, como fiz em algumas semanas sobre podcasts de humor – o objetivo é também trazer dicas de podcasts que fujam, quando possível, dos formatos tradicionais.

No 451 MHz mais recente, o editor da revista, Paulo Werneck, conversa com a pesquisadora e professora associada da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Ligia Fonseca Ferreira – que lançou recentemente o livro Lições de Resistência: Artigos de Luiz Gama na Imprensa de São Paulo e do Rio de Janeiro (Editora Sesc SP). Também participa do programa o professor e jurista Silvio Almeida, criador do Instituto Luiz Gama, e potência intelectual que atingiu um público enorme com sua participação recente no Roda Viva.

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Uma participação especial torna tudo mais saboroso: o ator Antônio Pitanga lê trechos de uma icônica carta autobiográfica de Luiz Gama para Lúcio de Mendonça, datada de 1880.

A professora Fonseca Ferreira comenta no podcast: “Luiz Gama é um autor que só pode ser abordado de uma perspectiva multidisciplinar”, antes de explicar o trabalho de divulgação do trabalho do autor em sua pesquisa e livros. “Eu queria saber quem era esse Luiz Gama que se comunicava, que se tornou uma celebridade, que tinha um público, e que era o que nós chamamos hoje de um influenciador.”

Com cerca de 50 minutos a uma hora, o podcast é quinzenal e sai às terças e sextas-feiras. Ele fica gratuito por uma semana nas plataformas e depois permanece disponível para os assinantes da revista.

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O primeiro podcast “literário” que comecei a ouvir foi o Bookworm, derivado do programa de rádio apresentado pelo crítico americano Michael Silverblatt, na estação californiana KCRW desde 1989. O formato é a entrevista tradicional, mas Silverblatt traz uma erudição específica e um conhecimento amplo dos assuntos de que trata no programa, e sua experiência em transmissões radiofônicas empresta à sua voz uma retórica e uma didática claras, nunca desrespeitando o conhecimento do leitor e do ouvinte.

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Em um dos programas recentes, ele transmite uma conversa com o escritor americano Benjamin Moser, autor da polêmica Sontag: Vida e Obra (Companhia das Letras), biografia que lhe rendeu, por um lado, um Prêmio Pulitzer, e por outro uma intensa repercussão negativa, especialmente pelo fato de ele ter atribuído a Sontag a autoria do livro Freud: The Mind of the Moralist, do seu então marido Philip Rieff (1922-2006).

“As pessoas não se lembram de que era muito comum que as esposas escrevessem livros dos maridos”, diz Moser, para surpresa do apresentador: “Muito comum? Estou fascinado, não tinha ideia”. Moser responde: “Nem eu”. Suculento debate para pesquisadores do nosso tempo, inclusive no Brasil.

A importante revista literária paulistana Quatro Cinco Um mantém um podcast próprio – o 451 MHz, em parceria com a Rádio Novelo – cujo lema é: “para quem lê até com os ouvidos”. Seguindo a linha editorial da revista, o podcast conversa com autores, pesquisadores e intelectuais sobre os livros mais interessantes colocados nas livrarias pelo mercado editorial.

Com esse lema como ponto de partida, quero começar uma série de podcasts do universo da literatura, dentro e fora do Brasil, como fiz em algumas semanas sobre podcasts de humor – o objetivo é também trazer dicas de podcasts que fujam, quando possível, dos formatos tradicionais.

No 451 MHz mais recente, o editor da revista, Paulo Werneck, conversa com a pesquisadora e professora associada da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Ligia Fonseca Ferreira – que lançou recentemente o livro Lições de Resistência: Artigos de Luiz Gama na Imprensa de São Paulo e do Rio de Janeiro (Editora Sesc SP). Também participa do programa o professor e jurista Silvio Almeida, criador do Instituto Luiz Gama, e potência intelectual que atingiu um público enorme com sua participação recente no Roda Viva.

Uma participação especial torna tudo mais saboroso: o ator Antônio Pitanga lê trechos de uma icônica carta autobiográfica de Luiz Gama para Lúcio de Mendonça, datada de 1880.

A professora Fonseca Ferreira comenta no podcast: “Luiz Gama é um autor que só pode ser abordado de uma perspectiva multidisciplinar”, antes de explicar o trabalho de divulgação do trabalho do autor em sua pesquisa e livros. “Eu queria saber quem era esse Luiz Gama que se comunicava, que se tornou uma celebridade, que tinha um público, e que era o que nós chamamos hoje de um influenciador.”

Com cerca de 50 minutos a uma hora, o podcast é quinzenal e sai às terças e sextas-feiras. Ele fica gratuito por uma semana nas plataformas e depois permanece disponível para os assinantes da revista.

O primeiro podcast “literário” que comecei a ouvir foi o Bookworm, derivado do programa de rádio apresentado pelo crítico americano Michael Silverblatt, na estação californiana KCRW desde 1989. O formato é a entrevista tradicional, mas Silverblatt traz uma erudição específica e um conhecimento amplo dos assuntos de que trata no programa, e sua experiência em transmissões radiofônicas empresta à sua voz uma retórica e uma didática claras, nunca desrespeitando o conhecimento do leitor e do ouvinte.

Em um dos programas recentes, ele transmite uma conversa com o escritor americano Benjamin Moser, autor da polêmica Sontag: Vida e Obra (Companhia das Letras), biografia que lhe rendeu, por um lado, um Prêmio Pulitzer, e por outro uma intensa repercussão negativa, especialmente pelo fato de ele ter atribuído a Sontag a autoria do livro Freud: The Mind of the Moralist, do seu então marido Philip Rieff (1922-2006).

“As pessoas não se lembram de que era muito comum que as esposas escrevessem livros dos maridos”, diz Moser, para surpresa do apresentador: “Muito comum? Estou fascinado, não tinha ideia”. Moser responde: “Nem eu”. Suculento debate para pesquisadores do nosso tempo, inclusive no Brasil.

A importante revista literária paulistana Quatro Cinco Um mantém um podcast próprio – o 451 MHz, em parceria com a Rádio Novelo – cujo lema é: “para quem lê até com os ouvidos”. Seguindo a linha editorial da revista, o podcast conversa com autores, pesquisadores e intelectuais sobre os livros mais interessantes colocados nas livrarias pelo mercado editorial.

Com esse lema como ponto de partida, quero começar uma série de podcasts do universo da literatura, dentro e fora do Brasil, como fiz em algumas semanas sobre podcasts de humor – o objetivo é também trazer dicas de podcasts que fujam, quando possível, dos formatos tradicionais.

No 451 MHz mais recente, o editor da revista, Paulo Werneck, conversa com a pesquisadora e professora associada da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Ligia Fonseca Ferreira – que lançou recentemente o livro Lições de Resistência: Artigos de Luiz Gama na Imprensa de São Paulo e do Rio de Janeiro (Editora Sesc SP). Também participa do programa o professor e jurista Silvio Almeida, criador do Instituto Luiz Gama, e potência intelectual que atingiu um público enorme com sua participação recente no Roda Viva.

Uma participação especial torna tudo mais saboroso: o ator Antônio Pitanga lê trechos de uma icônica carta autobiográfica de Luiz Gama para Lúcio de Mendonça, datada de 1880.

A professora Fonseca Ferreira comenta no podcast: “Luiz Gama é um autor que só pode ser abordado de uma perspectiva multidisciplinar”, antes de explicar o trabalho de divulgação do trabalho do autor em sua pesquisa e livros. “Eu queria saber quem era esse Luiz Gama que se comunicava, que se tornou uma celebridade, que tinha um público, e que era o que nós chamamos hoje de um influenciador.”

Com cerca de 50 minutos a uma hora, o podcast é quinzenal e sai às terças e sextas-feiras. Ele fica gratuito por uma semana nas plataformas e depois permanece disponível para os assinantes da revista.

O primeiro podcast “literário” que comecei a ouvir foi o Bookworm, derivado do programa de rádio apresentado pelo crítico americano Michael Silverblatt, na estação californiana KCRW desde 1989. O formato é a entrevista tradicional, mas Silverblatt traz uma erudição específica e um conhecimento amplo dos assuntos de que trata no programa, e sua experiência em transmissões radiofônicas empresta à sua voz uma retórica e uma didática claras, nunca desrespeitando o conhecimento do leitor e do ouvinte.

Em um dos programas recentes, ele transmite uma conversa com o escritor americano Benjamin Moser, autor da polêmica Sontag: Vida e Obra (Companhia das Letras), biografia que lhe rendeu, por um lado, um Prêmio Pulitzer, e por outro uma intensa repercussão negativa, especialmente pelo fato de ele ter atribuído a Sontag a autoria do livro Freud: The Mind of the Moralist, do seu então marido Philip Rieff (1922-2006).

“As pessoas não se lembram de que era muito comum que as esposas escrevessem livros dos maridos”, diz Moser, para surpresa do apresentador: “Muito comum? Estou fascinado, não tinha ideia”. Moser responde: “Nem eu”. Suculento debate para pesquisadores do nosso tempo, inclusive no Brasil.

A importante revista literária paulistana Quatro Cinco Um mantém um podcast próprio – o 451 MHz, em parceria com a Rádio Novelo – cujo lema é: “para quem lê até com os ouvidos”. Seguindo a linha editorial da revista, o podcast conversa com autores, pesquisadores e intelectuais sobre os livros mais interessantes colocados nas livrarias pelo mercado editorial.

Com esse lema como ponto de partida, quero começar uma série de podcasts do universo da literatura, dentro e fora do Brasil, como fiz em algumas semanas sobre podcasts de humor – o objetivo é também trazer dicas de podcasts que fujam, quando possível, dos formatos tradicionais.

No 451 MHz mais recente, o editor da revista, Paulo Werneck, conversa com a pesquisadora e professora associada da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Ligia Fonseca Ferreira – que lançou recentemente o livro Lições de Resistência: Artigos de Luiz Gama na Imprensa de São Paulo e do Rio de Janeiro (Editora Sesc SP). Também participa do programa o professor e jurista Silvio Almeida, criador do Instituto Luiz Gama, e potência intelectual que atingiu um público enorme com sua participação recente no Roda Viva.

Uma participação especial torna tudo mais saboroso: o ator Antônio Pitanga lê trechos de uma icônica carta autobiográfica de Luiz Gama para Lúcio de Mendonça, datada de 1880.

A professora Fonseca Ferreira comenta no podcast: “Luiz Gama é um autor que só pode ser abordado de uma perspectiva multidisciplinar”, antes de explicar o trabalho de divulgação do trabalho do autor em sua pesquisa e livros. “Eu queria saber quem era esse Luiz Gama que se comunicava, que se tornou uma celebridade, que tinha um público, e que era o que nós chamamos hoje de um influenciador.”

Com cerca de 50 minutos a uma hora, o podcast é quinzenal e sai às terças e sextas-feiras. Ele fica gratuito por uma semana nas plataformas e depois permanece disponível para os assinantes da revista.

O primeiro podcast “literário” que comecei a ouvir foi o Bookworm, derivado do programa de rádio apresentado pelo crítico americano Michael Silverblatt, na estação californiana KCRW desde 1989. O formato é a entrevista tradicional, mas Silverblatt traz uma erudição específica e um conhecimento amplo dos assuntos de que trata no programa, e sua experiência em transmissões radiofônicas empresta à sua voz uma retórica e uma didática claras, nunca desrespeitando o conhecimento do leitor e do ouvinte.

Em um dos programas recentes, ele transmite uma conversa com o escritor americano Benjamin Moser, autor da polêmica Sontag: Vida e Obra (Companhia das Letras), biografia que lhe rendeu, por um lado, um Prêmio Pulitzer, e por outro uma intensa repercussão negativa, especialmente pelo fato de ele ter atribuído a Sontag a autoria do livro Freud: The Mind of the Moralist, do seu então marido Philip Rieff (1922-2006).

“As pessoas não se lembram de que era muito comum que as esposas escrevessem livros dos maridos”, diz Moser, para surpresa do apresentador: “Muito comum? Estou fascinado, não tinha ideia”. Moser responde: “Nem eu”. Suculento debate para pesquisadores do nosso tempo, inclusive no Brasil.

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