‘Não deixo de admirar a obra de quem discordo politicamente’, afirma Roger Moreira do Ultraje


Roger fala do seu medo de avião, sobre militância antipetista nas redes e do show com Ultraje a Rigor em SP

Por Paula Bonelli

Roger Moreira gosta mais de ser músico do que da imagem de militante político nas redes sociais. Para ele, o legado do Ultraje a Rigor – que produziu o sucesso musical Inútil, com frases como “a gente não sabemos escolher presidente”, entoada até hoje – não foi abalado pela sua postura de expor publicamente posições críticas a Lula, entoar discursos sobre o perigo do avanço da ideologia comunista entre os jovens, bem como pelas acusações de disseminar fake news.

O vocalista e guitarrista da banda de rock, de 66 anos, com o fim do período eleitoral, diz que não está acompanhando tanto o noticiário político. Revela ainda que, na hora de selecionar o que vai ouvir, põe as divergências com artistas e desafetos de lado: “Eu mesmo não deixo de admirar a obra de alguém porque discordo politicamente.” Além de ser a banda do programa The Noite, do Danilo Gentili, no SBT, o Ultraje a Rigor se apresenta no dia 26 no Tokio Marine Hall, em São Paulo. Confira a entrevista com Roger concedida por videoconferência à repórter Paula Bonelli.

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O Ultraje a Rigor, do vocalista Roger Moreira, se apresenta no dia 26 no Tokio Marine Hall, em São Paulo Foto: Dantas Júnior

Como vai ser o show do Ultraje a Rigor em São Paulo?

É a primeira vez que faremos uma mudança na organização no palco. Vamos tocar mais próximos, como costumamos fazer na TV, porque é um negócio que tem funcionado para nós. De resto é o show que a gente vem fazendo com cerca de 22 hits e alguns covers que gostamos de tocar.

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Muitas bandas dos anos 80 acabaram, mas o Ultraje a Rigor continua atuando. A que você atribui isso?

Principalmente à minha vontade de continuar. Eu tinha a fantasia de que seríamos como Os Beatles que vi no filme Help, quando tinha 9 anos. Imaginava quatro amigos se dando super bem, todos cantando e compondo juntos. Mas, ao crescer, a gente vê que nenhuma banda é assim, tem muita briga e tal. No caso do Ultraje a Rigor, não houve brigas. Na época, refiz a banda inteira. Agora eu estou adorando tocar lá na TV porque você chega e está tudo montado, os integrantes estão próximos uns dos outros e conseguem se ouvir muito bem. É uma oportunidade para tocar diferentes estilos.

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Por que decidiu seguir carreira musical?

Comecei nessa profissão por causa da música. Não era algo como é hoje em dia, em que todo mundo quer fama e seguidores. Adoro o que faço e, por outro lado, cada vez menos quero fazer turnês, porque tenho essa limitação com relação a voar de avião.

Desde quando você tem fobia de avião?

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Parei de voar em 1986, principalmente porque pegávamos voos praticamente todos os dias. Houve alguns voos que foram meio assustadores. Tive também a síndrome de pânico. De tanto voar acabei ficando primeiro com medo e depois com fobia mesmo. Parei em 1986, mas em 95 nós fomos tocar nos Estados Unidos e fiz vários tratamentos.

Quais tratamentos fez?

Fiz de tudo: hipnose, terapia de vidas passadas, psicólogos. Foi melhorando, mas quando voltei dos Estados Unidos, decidi que não queria mais viajar de avião.

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Prefere o seu lado músico ou o de ativista político?

Certamente prefiro o meu lado músico. O meu lado ativista político é até mal interpretado porque antes das eleições, eu tinha alguma chance de mudar algo. Se você olhar as minhas entrevistas, verá que sempre fui muito coerente.

Quantos processos você tem atualmente?

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Tenho cerca de seis ou sete. A maioria deles veio do PT, do Zanin, do TSE, do Lula por divulgar fake news que eu peguei e que eram retuítes de matérias de jornal sobre coisas que estão acontecendo hoje em dia, como mais invasões do MST, Lula ser amigo do Noriega, esse tipo de coisa.

Como você tem sido tratado pela classe artística?

Existem muitos artistas que pensam como eu, mas não se manifestam. No entanto, teve um monte de gente que passou a falar mal de mim, como Lobão, Edgar Scandurra e Leoni. Mas eu não estou preocupado com isso. Faço essas coisas porque é o que acredito, não para agradar ninguém.

O álbum “Nós vamos Invadir sua Praia” é tido como um dos melhores do rock nacional. Acha que esse legado está abalado pelo seu ativismo político?

Não, existe uma minoria barulhenta que faz essa coisa e tal Claro, preferiria que todo mundo gostasse de mim, mas isso não acontece com ninguém. Eu mesmo não deixo de admirar a obra de alguém porque discordo politicamente. Com o tempo, mais pessoas verão que eu estou certo

Roger Moreira gosta mais de ser músico do que da imagem de militante político nas redes sociais. Para ele, o legado do Ultraje a Rigor – que produziu o sucesso musical Inútil, com frases como “a gente não sabemos escolher presidente”, entoada até hoje – não foi abalado pela sua postura de expor publicamente posições críticas a Lula, entoar discursos sobre o perigo do avanço da ideologia comunista entre os jovens, bem como pelas acusações de disseminar fake news.

O vocalista e guitarrista da banda de rock, de 66 anos, com o fim do período eleitoral, diz que não está acompanhando tanto o noticiário político. Revela ainda que, na hora de selecionar o que vai ouvir, põe as divergências com artistas e desafetos de lado: “Eu mesmo não deixo de admirar a obra de alguém porque discordo politicamente.” Além de ser a banda do programa The Noite, do Danilo Gentili, no SBT, o Ultraje a Rigor se apresenta no dia 26 no Tokio Marine Hall, em São Paulo. Confira a entrevista com Roger concedida por videoconferência à repórter Paula Bonelli.

O Ultraje a Rigor, do vocalista Roger Moreira, se apresenta no dia 26 no Tokio Marine Hall, em São Paulo Foto: Dantas Júnior

Como vai ser o show do Ultraje a Rigor em São Paulo?

É a primeira vez que faremos uma mudança na organização no palco. Vamos tocar mais próximos, como costumamos fazer na TV, porque é um negócio que tem funcionado para nós. De resto é o show que a gente vem fazendo com cerca de 22 hits e alguns covers que gostamos de tocar.

Muitas bandas dos anos 80 acabaram, mas o Ultraje a Rigor continua atuando. A que você atribui isso?

Principalmente à minha vontade de continuar. Eu tinha a fantasia de que seríamos como Os Beatles que vi no filme Help, quando tinha 9 anos. Imaginava quatro amigos se dando super bem, todos cantando e compondo juntos. Mas, ao crescer, a gente vê que nenhuma banda é assim, tem muita briga e tal. No caso do Ultraje a Rigor, não houve brigas. Na época, refiz a banda inteira. Agora eu estou adorando tocar lá na TV porque você chega e está tudo montado, os integrantes estão próximos uns dos outros e conseguem se ouvir muito bem. É uma oportunidade para tocar diferentes estilos.

Por que decidiu seguir carreira musical?

Comecei nessa profissão por causa da música. Não era algo como é hoje em dia, em que todo mundo quer fama e seguidores. Adoro o que faço e, por outro lado, cada vez menos quero fazer turnês, porque tenho essa limitação com relação a voar de avião.

Desde quando você tem fobia de avião?

Parei de voar em 1986, principalmente porque pegávamos voos praticamente todos os dias. Houve alguns voos que foram meio assustadores. Tive também a síndrome de pânico. De tanto voar acabei ficando primeiro com medo e depois com fobia mesmo. Parei em 1986, mas em 95 nós fomos tocar nos Estados Unidos e fiz vários tratamentos.

Quais tratamentos fez?

Fiz de tudo: hipnose, terapia de vidas passadas, psicólogos. Foi melhorando, mas quando voltei dos Estados Unidos, decidi que não queria mais viajar de avião.

Prefere o seu lado músico ou o de ativista político?

Certamente prefiro o meu lado músico. O meu lado ativista político é até mal interpretado porque antes das eleições, eu tinha alguma chance de mudar algo. Se você olhar as minhas entrevistas, verá que sempre fui muito coerente.

Quantos processos você tem atualmente?

Tenho cerca de seis ou sete. A maioria deles veio do PT, do Zanin, do TSE, do Lula por divulgar fake news que eu peguei e que eram retuítes de matérias de jornal sobre coisas que estão acontecendo hoje em dia, como mais invasões do MST, Lula ser amigo do Noriega, esse tipo de coisa.

Como você tem sido tratado pela classe artística?

Existem muitos artistas que pensam como eu, mas não se manifestam. No entanto, teve um monte de gente que passou a falar mal de mim, como Lobão, Edgar Scandurra e Leoni. Mas eu não estou preocupado com isso. Faço essas coisas porque é o que acredito, não para agradar ninguém.

O álbum “Nós vamos Invadir sua Praia” é tido como um dos melhores do rock nacional. Acha que esse legado está abalado pelo seu ativismo político?

Não, existe uma minoria barulhenta que faz essa coisa e tal Claro, preferiria que todo mundo gostasse de mim, mas isso não acontece com ninguém. Eu mesmo não deixo de admirar a obra de alguém porque discordo politicamente. Com o tempo, mais pessoas verão que eu estou certo

Roger Moreira gosta mais de ser músico do que da imagem de militante político nas redes sociais. Para ele, o legado do Ultraje a Rigor – que produziu o sucesso musical Inútil, com frases como “a gente não sabemos escolher presidente”, entoada até hoje – não foi abalado pela sua postura de expor publicamente posições críticas a Lula, entoar discursos sobre o perigo do avanço da ideologia comunista entre os jovens, bem como pelas acusações de disseminar fake news.

O vocalista e guitarrista da banda de rock, de 66 anos, com o fim do período eleitoral, diz que não está acompanhando tanto o noticiário político. Revela ainda que, na hora de selecionar o que vai ouvir, põe as divergências com artistas e desafetos de lado: “Eu mesmo não deixo de admirar a obra de alguém porque discordo politicamente.” Além de ser a banda do programa The Noite, do Danilo Gentili, no SBT, o Ultraje a Rigor se apresenta no dia 26 no Tokio Marine Hall, em São Paulo. Confira a entrevista com Roger concedida por videoconferência à repórter Paula Bonelli.

O Ultraje a Rigor, do vocalista Roger Moreira, se apresenta no dia 26 no Tokio Marine Hall, em São Paulo Foto: Dantas Júnior

Como vai ser o show do Ultraje a Rigor em São Paulo?

É a primeira vez que faremos uma mudança na organização no palco. Vamos tocar mais próximos, como costumamos fazer na TV, porque é um negócio que tem funcionado para nós. De resto é o show que a gente vem fazendo com cerca de 22 hits e alguns covers que gostamos de tocar.

Muitas bandas dos anos 80 acabaram, mas o Ultraje a Rigor continua atuando. A que você atribui isso?

Principalmente à minha vontade de continuar. Eu tinha a fantasia de que seríamos como Os Beatles que vi no filme Help, quando tinha 9 anos. Imaginava quatro amigos se dando super bem, todos cantando e compondo juntos. Mas, ao crescer, a gente vê que nenhuma banda é assim, tem muita briga e tal. No caso do Ultraje a Rigor, não houve brigas. Na época, refiz a banda inteira. Agora eu estou adorando tocar lá na TV porque você chega e está tudo montado, os integrantes estão próximos uns dos outros e conseguem se ouvir muito bem. É uma oportunidade para tocar diferentes estilos.

Por que decidiu seguir carreira musical?

Comecei nessa profissão por causa da música. Não era algo como é hoje em dia, em que todo mundo quer fama e seguidores. Adoro o que faço e, por outro lado, cada vez menos quero fazer turnês, porque tenho essa limitação com relação a voar de avião.

Desde quando você tem fobia de avião?

Parei de voar em 1986, principalmente porque pegávamos voos praticamente todos os dias. Houve alguns voos que foram meio assustadores. Tive também a síndrome de pânico. De tanto voar acabei ficando primeiro com medo e depois com fobia mesmo. Parei em 1986, mas em 95 nós fomos tocar nos Estados Unidos e fiz vários tratamentos.

Quais tratamentos fez?

Fiz de tudo: hipnose, terapia de vidas passadas, psicólogos. Foi melhorando, mas quando voltei dos Estados Unidos, decidi que não queria mais viajar de avião.

Prefere o seu lado músico ou o de ativista político?

Certamente prefiro o meu lado músico. O meu lado ativista político é até mal interpretado porque antes das eleições, eu tinha alguma chance de mudar algo. Se você olhar as minhas entrevistas, verá que sempre fui muito coerente.

Quantos processos você tem atualmente?

Tenho cerca de seis ou sete. A maioria deles veio do PT, do Zanin, do TSE, do Lula por divulgar fake news que eu peguei e que eram retuítes de matérias de jornal sobre coisas que estão acontecendo hoje em dia, como mais invasões do MST, Lula ser amigo do Noriega, esse tipo de coisa.

Como você tem sido tratado pela classe artística?

Existem muitos artistas que pensam como eu, mas não se manifestam. No entanto, teve um monte de gente que passou a falar mal de mim, como Lobão, Edgar Scandurra e Leoni. Mas eu não estou preocupado com isso. Faço essas coisas porque é o que acredito, não para agradar ninguém.

O álbum “Nós vamos Invadir sua Praia” é tido como um dos melhores do rock nacional. Acha que esse legado está abalado pelo seu ativismo político?

Não, existe uma minoria barulhenta que faz essa coisa e tal Claro, preferiria que todo mundo gostasse de mim, mas isso não acontece com ninguém. Eu mesmo não deixo de admirar a obra de alguém porque discordo politicamente. Com o tempo, mais pessoas verão que eu estou certo

Roger Moreira gosta mais de ser músico do que da imagem de militante político nas redes sociais. Para ele, o legado do Ultraje a Rigor – que produziu o sucesso musical Inútil, com frases como “a gente não sabemos escolher presidente”, entoada até hoje – não foi abalado pela sua postura de expor publicamente posições críticas a Lula, entoar discursos sobre o perigo do avanço da ideologia comunista entre os jovens, bem como pelas acusações de disseminar fake news.

O vocalista e guitarrista da banda de rock, de 66 anos, com o fim do período eleitoral, diz que não está acompanhando tanto o noticiário político. Revela ainda que, na hora de selecionar o que vai ouvir, põe as divergências com artistas e desafetos de lado: “Eu mesmo não deixo de admirar a obra de alguém porque discordo politicamente.” Além de ser a banda do programa The Noite, do Danilo Gentili, no SBT, o Ultraje a Rigor se apresenta no dia 26 no Tokio Marine Hall, em São Paulo. Confira a entrevista com Roger concedida por videoconferência à repórter Paula Bonelli.

O Ultraje a Rigor, do vocalista Roger Moreira, se apresenta no dia 26 no Tokio Marine Hall, em São Paulo Foto: Dantas Júnior

Como vai ser o show do Ultraje a Rigor em São Paulo?

É a primeira vez que faremos uma mudança na organização no palco. Vamos tocar mais próximos, como costumamos fazer na TV, porque é um negócio que tem funcionado para nós. De resto é o show que a gente vem fazendo com cerca de 22 hits e alguns covers que gostamos de tocar.

Muitas bandas dos anos 80 acabaram, mas o Ultraje a Rigor continua atuando. A que você atribui isso?

Principalmente à minha vontade de continuar. Eu tinha a fantasia de que seríamos como Os Beatles que vi no filme Help, quando tinha 9 anos. Imaginava quatro amigos se dando super bem, todos cantando e compondo juntos. Mas, ao crescer, a gente vê que nenhuma banda é assim, tem muita briga e tal. No caso do Ultraje a Rigor, não houve brigas. Na época, refiz a banda inteira. Agora eu estou adorando tocar lá na TV porque você chega e está tudo montado, os integrantes estão próximos uns dos outros e conseguem se ouvir muito bem. É uma oportunidade para tocar diferentes estilos.

Por que decidiu seguir carreira musical?

Comecei nessa profissão por causa da música. Não era algo como é hoje em dia, em que todo mundo quer fama e seguidores. Adoro o que faço e, por outro lado, cada vez menos quero fazer turnês, porque tenho essa limitação com relação a voar de avião.

Desde quando você tem fobia de avião?

Parei de voar em 1986, principalmente porque pegávamos voos praticamente todos os dias. Houve alguns voos que foram meio assustadores. Tive também a síndrome de pânico. De tanto voar acabei ficando primeiro com medo e depois com fobia mesmo. Parei em 1986, mas em 95 nós fomos tocar nos Estados Unidos e fiz vários tratamentos.

Quais tratamentos fez?

Fiz de tudo: hipnose, terapia de vidas passadas, psicólogos. Foi melhorando, mas quando voltei dos Estados Unidos, decidi que não queria mais viajar de avião.

Prefere o seu lado músico ou o de ativista político?

Certamente prefiro o meu lado músico. O meu lado ativista político é até mal interpretado porque antes das eleições, eu tinha alguma chance de mudar algo. Se você olhar as minhas entrevistas, verá que sempre fui muito coerente.

Quantos processos você tem atualmente?

Tenho cerca de seis ou sete. A maioria deles veio do PT, do Zanin, do TSE, do Lula por divulgar fake news que eu peguei e que eram retuítes de matérias de jornal sobre coisas que estão acontecendo hoje em dia, como mais invasões do MST, Lula ser amigo do Noriega, esse tipo de coisa.

Como você tem sido tratado pela classe artística?

Existem muitos artistas que pensam como eu, mas não se manifestam. No entanto, teve um monte de gente que passou a falar mal de mim, como Lobão, Edgar Scandurra e Leoni. Mas eu não estou preocupado com isso. Faço essas coisas porque é o que acredito, não para agradar ninguém.

O álbum “Nós vamos Invadir sua Praia” é tido como um dos melhores do rock nacional. Acha que esse legado está abalado pelo seu ativismo político?

Não, existe uma minoria barulhenta que faz essa coisa e tal Claro, preferiria que todo mundo gostasse de mim, mas isso não acontece com ninguém. Eu mesmo não deixo de admirar a obra de alguém porque discordo politicamente. Com o tempo, mais pessoas verão que eu estou certo

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