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Cem Anos de Solidão transformou uma cidade fictícia em uma história completamente palpável e real. Publicado em 1967, o romance de Gabriel García Márquez acompanha as gerações da família Buendía em Macondo.
Mais de cinco décadas depois de sua publicação, a história ganhou uma nova roupagem na adaptação da Netflix, que chega ao fim nesta quarta-feira, 26, com o lançamento do episódio final da série. O encerramento completa a trajetória dos Buendía e a história da cidade que veio a se tornar uma das mais icônicas dentro da literatura latino-americana.
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Mas antes de Macondo chegar às telas, ela esteve na imaginação do escritor. Ao longo dos anos, García Márquez destrinchou suas inspirações, personagens e, sobretudo, o significado da solidão que atravessa a família Buendía.
Agora que a adaptação chega ao seu capítulo final, revisitar essas declarações é também uma maneira de voltar à origem de Macondo e compreender se passava pela mente de seu criador. Confira alguns dos momentos em que o autor refletiu sobre a obra.
7 frases de García Márquez sobre ‘Cem Anos de Solidão’:
- “A solidão, para mim, é o contrário da solidariedade.”
- “Toneladas e toneladas de páginas foram escritas, coisas tolas foram ditas, coisas importantes, coisas transcendentais, mas ninguém tocou no ponto que mais me interessava ao escrever o livro: a ideia de que a solidão é o oposto da solidariedade, o que acredito ser a essência do livro.”
- “A frustração dos Buendía provém de sua solidão, ou seja, de sua falta de solidariedade.”
- “Dar à solidão um conteúdo político como eu creio que deve ser o conteúdo político.”
- “A jornada do Coronel Aureliano Buendía — suas guerras e sua marcha rumo ao poder — é verdadeiramente uma marcha rumo à solidão. Todos os membros da família não estão apenas sozinhos — já disse isso muitas vezes no livro, talvez mais do que deveria —, mas há até mesmo uma falta de solidariedade entre aqueles que dormem na mesma cama.”
- “Eu tinha que contar a história do jeito que minha avó contava a dela, começando naquela tarde em que o menino é levado pelo pai para ver o gelo pela primeira vez.”
- “Eu sabia que seria um livro que agradaria mais aos meus amigos do que aos outros. Mas quando o meu editor espanhol me disse que ia imprimir oito mil exemplares, fiquei pasmo, porque os meus outros livros nunca tinham vendido mais de setecentos.”