Pequenas neuroses contemporâneas

Opinião|acontece


Passar uma manhã de Carnaval lendo as notícias, na companhia de uma tartaruga, que não para de girar ao redor, com receio de levar uma dentada no dedão do pé.

Por Marcelo Rubens Paiva

Acontece.

 

 Foto: Estadão
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Passar o Carnaval levando o estandarte de um bloco e protegendo a assediada rainha da bateria. Acontece.

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Chegar na estação do metrô prestes a fechar, sob chuva, e descobrir que seu acesso está em manutenção. Há dias. E xingar o governador em voz baixa.

Acontece.

 

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 Foto: Estadão

 

Encontrar na esquina a porta de um registro de uma telefônica escancarada, descobrir que a coisa mais fácil é infernizar os vizinhos e cruzar linhas. Acontece.

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Explicar para um gringo perdido num dos shoppings mais movimentados da maior cidade da AL, que recebe milhares de estrangeiros e não sabe sinalizar, onde estão os elevadores.

Acontece.

 

 Foto: Estadão

 

Não entender de onde vem tanto cabelo, apesar dos 53 anos, não conseguir penteá-lo e descobrir que tem pessoas com o mesmo distúrbio.

 

 Foto: Estadão

 

Acontece no mais movimentado dos shoppings da maior cidade da AL, que recebe milhares de estrangeiros e não sabe sinalizar onde estão os elevadores, depois de encontrar na esquina a porta de um registro de uma telefônica escancarada, descobrir que a coisa mais fácil é infernizar os vizinhos e cruzar linhas, no caminho da estação do metrô, cujo acesso na volta estava em manutenção, no Carnaval em que se leva o estandarte de um bloco e protege a deslumbrante rainha da bateria, e na ressaca faz amizades com um ser pré-histórico que viverá mais do que qualquer um de nós.

Duvida que aconteça?

Acontece.

 

 Foto: Estadão
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Passar o Carnaval levando o estandarte de um bloco e protegendo a assediada rainha da bateria. Acontece.

 

 Foto: Estadão

 

Chegar na estação do metrô prestes a fechar, sob chuva, e descobrir que seu acesso está em manutenção. Há dias. E xingar o governador em voz baixa.

Acontece.

 

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Encontrar na esquina a porta de um registro de uma telefônica escancarada, descobrir que a coisa mais fácil é infernizar os vizinhos e cruzar linhas. Acontece.

 

 Foto: Estadão

 

Explicar para um gringo perdido num dos shoppings mais movimentados da maior cidade da AL, que recebe milhares de estrangeiros e não sabe sinalizar, onde estão os elevadores.

Acontece.

 

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Não entender de onde vem tanto cabelo, apesar dos 53 anos, não conseguir penteá-lo e descobrir que tem pessoas com o mesmo distúrbio.

 

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Acontece no mais movimentado dos shoppings da maior cidade da AL, que recebe milhares de estrangeiros e não sabe sinalizar onde estão os elevadores, depois de encontrar na esquina a porta de um registro de uma telefônica escancarada, descobrir que a coisa mais fácil é infernizar os vizinhos e cruzar linhas, no caminho da estação do metrô, cujo acesso na volta estava em manutenção, no Carnaval em que se leva o estandarte de um bloco e protege a deslumbrante rainha da bateria, e na ressaca faz amizades com um ser pré-histórico que viverá mais do que qualquer um de nós.

Duvida que aconteça?

Acontece.

 

 Foto: Estadão
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Passar o Carnaval levando o estandarte de um bloco e protegendo a assediada rainha da bateria. Acontece.

 

 Foto: Estadão

 

Chegar na estação do metrô prestes a fechar, sob chuva, e descobrir que seu acesso está em manutenção. Há dias. E xingar o governador em voz baixa.

Acontece.

 

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Encontrar na esquina a porta de um registro de uma telefônica escancarada, descobrir que a coisa mais fácil é infernizar os vizinhos e cruzar linhas. Acontece.

 

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Explicar para um gringo perdido num dos shoppings mais movimentados da maior cidade da AL, que recebe milhares de estrangeiros e não sabe sinalizar, onde estão os elevadores.

Acontece.

 

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Não entender de onde vem tanto cabelo, apesar dos 53 anos, não conseguir penteá-lo e descobrir que tem pessoas com o mesmo distúrbio.

 

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Acontece no mais movimentado dos shoppings da maior cidade da AL, que recebe milhares de estrangeiros e não sabe sinalizar onde estão os elevadores, depois de encontrar na esquina a porta de um registro de uma telefônica escancarada, descobrir que a coisa mais fácil é infernizar os vizinhos e cruzar linhas, no caminho da estação do metrô, cujo acesso na volta estava em manutenção, no Carnaval em que se leva o estandarte de um bloco e protege a deslumbrante rainha da bateria, e na ressaca faz amizades com um ser pré-histórico que viverá mais do que qualquer um de nós.

Duvida que aconteça?

Acontece.

 

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Passar o Carnaval levando o estandarte de um bloco e protegendo a assediada rainha da bateria. Acontece.

 

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Chegar na estação do metrô prestes a fechar, sob chuva, e descobrir que seu acesso está em manutenção. Há dias. E xingar o governador em voz baixa.

Acontece.

 

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Encontrar na esquina a porta de um registro de uma telefônica escancarada, descobrir que a coisa mais fácil é infernizar os vizinhos e cruzar linhas. Acontece.

 

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Explicar para um gringo perdido num dos shoppings mais movimentados da maior cidade da AL, que recebe milhares de estrangeiros e não sabe sinalizar, onde estão os elevadores.

Acontece.

 

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Não entender de onde vem tanto cabelo, apesar dos 53 anos, não conseguir penteá-lo e descobrir que tem pessoas com o mesmo distúrbio.

 

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Acontece no mais movimentado dos shoppings da maior cidade da AL, que recebe milhares de estrangeiros e não sabe sinalizar onde estão os elevadores, depois de encontrar na esquina a porta de um registro de uma telefônica escancarada, descobrir que a coisa mais fácil é infernizar os vizinhos e cruzar linhas, no caminho da estação do metrô, cujo acesso na volta estava em manutenção, no Carnaval em que se leva o estandarte de um bloco e protege a deslumbrante rainha da bateria, e na ressaca faz amizades com um ser pré-histórico que viverá mais do que qualquer um de nós.

Duvida que aconteça?

Opinião por Marcelo Rubens Paiva

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