Pequenas neuroses contemporâneas

Opinião|Pelo fim da lei de impedimento


Por Marcelo Rubens Paiva

 

Costuma-se fazer piada de quem é torcedor eventual, desses só de Copa do Mundo, e não entende a regra do impedimento.

Na verdade, eles, os torcedores eventuais, que deveriam rir de nós.

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A regra do impedimento é das coisas mais idiotas já criadas pelo homem.

Tão enraizada na nossa cultura que, ao invés de questionarmos, aperfeiçoamos o método de flagrar quem está impedido e qual bandeirinha errou ao marcar ou demarcar um impedimento.

Não "desinventamos" a lei do impedimento, inventamos o tira-teima, colocamos câmeras na linha da intermediária e comunicadores entre juízes e assistentes.

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Se o objetivo do esporte é o gol, o impedimento o impede.

Como se, na Fórmula 1, um rebanho atravessasse a pista, no meio da corrida, para atrapalhar os corredores.

A regra do impedimento é tão estúpida que, se a bola veio da cobrança de um lateral, ela deixa de valer.

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Por quê?

Quais privilégios obtiveram um lançamento com as mãos das linhas laterais do campo?

Também deixa de valer se a bola bater na trave.

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Isto é inconstitucional, discriminatório, antidemocrático.

Já extinguiram a lei do sobre-passo, a paradinha no pênalti, o recuo de bola para o goleiro [que só pode seguir jogando com os pés].

Se discutimos hoje uma mudança geral no comando do futebol, que tal aproveitarmos o barco à deriva e extinguirmos a lei do impedimento, presente na Lei 11 do livro de Regras do Futebol?

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Porém o direito não seria retroativo: não precisaríamos rever a Libertadores de 2013, em que o Corinthians foi assaltado pelo juiz paraguaio Carlos Amarilla [gol anulado de Romarinho contra o Boca] e milhares de outros jogos e campeonatos.

 

 Foto: Estadão
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A lei do impedimento foi regulamentada em 1863.

Dizia que um atacante teria que ter, pelo menos, quatro jogadores na sua frente, para impedir que ficasse na banheira esperando lançamentos.

Mas não é para impedi-lo que inventamos os zagueiros?

Em 1869, a quantidade de jogadores à frente do atacante passou de quatro para três.

Em 1925, como é hoje: a necessidade de jogadores em frente do atacante diminuiu de três para dois.

Em 1991, uma pequena modificação, na regra da "mesma linha".

O atacante que estivesse na mesma distância da linha de fundo adversária que seu penúltimo adversário oponente estava impedido. Agora ele só estaria em posição irregular se estivesse mais próximo da linha.

Mas a polêmica está longe de acabar.

Lobby das emissoras e mesas-redondas, que, sem a lei do impedimento, e os erros dos juízes, teriam debates menos acalorados.

 

Costuma-se fazer piada de quem é torcedor eventual, desses só de Copa do Mundo, e não entende a regra do impedimento.

Na verdade, eles, os torcedores eventuais, que deveriam rir de nós.

A regra do impedimento é das coisas mais idiotas já criadas pelo homem.

Tão enraizada na nossa cultura que, ao invés de questionarmos, aperfeiçoamos o método de flagrar quem está impedido e qual bandeirinha errou ao marcar ou demarcar um impedimento.

Não "desinventamos" a lei do impedimento, inventamos o tira-teima, colocamos câmeras na linha da intermediária e comunicadores entre juízes e assistentes.

Se o objetivo do esporte é o gol, o impedimento o impede.

Como se, na Fórmula 1, um rebanho atravessasse a pista, no meio da corrida, para atrapalhar os corredores.

A regra do impedimento é tão estúpida que, se a bola veio da cobrança de um lateral, ela deixa de valer.

Por quê?

Quais privilégios obtiveram um lançamento com as mãos das linhas laterais do campo?

Também deixa de valer se a bola bater na trave.

Isto é inconstitucional, discriminatório, antidemocrático.

Já extinguiram a lei do sobre-passo, a paradinha no pênalti, o recuo de bola para o goleiro [que só pode seguir jogando com os pés].

Se discutimos hoje uma mudança geral no comando do futebol, que tal aproveitarmos o barco à deriva e extinguirmos a lei do impedimento, presente na Lei 11 do livro de Regras do Futebol?

Porém o direito não seria retroativo: não precisaríamos rever a Libertadores de 2013, em que o Corinthians foi assaltado pelo juiz paraguaio Carlos Amarilla [gol anulado de Romarinho contra o Boca] e milhares de outros jogos e campeonatos.

 

 Foto: Estadão

 

A lei do impedimento foi regulamentada em 1863.

Dizia que um atacante teria que ter, pelo menos, quatro jogadores na sua frente, para impedir que ficasse na banheira esperando lançamentos.

Mas não é para impedi-lo que inventamos os zagueiros?

Em 1869, a quantidade de jogadores à frente do atacante passou de quatro para três.

Em 1925, como é hoje: a necessidade de jogadores em frente do atacante diminuiu de três para dois.

Em 1991, uma pequena modificação, na regra da "mesma linha".

O atacante que estivesse na mesma distância da linha de fundo adversária que seu penúltimo adversário oponente estava impedido. Agora ele só estaria em posição irregular se estivesse mais próximo da linha.

Mas a polêmica está longe de acabar.

Lobby das emissoras e mesas-redondas, que, sem a lei do impedimento, e os erros dos juízes, teriam debates menos acalorados.

 

Costuma-se fazer piada de quem é torcedor eventual, desses só de Copa do Mundo, e não entende a regra do impedimento.

Na verdade, eles, os torcedores eventuais, que deveriam rir de nós.

A regra do impedimento é das coisas mais idiotas já criadas pelo homem.

Tão enraizada na nossa cultura que, ao invés de questionarmos, aperfeiçoamos o método de flagrar quem está impedido e qual bandeirinha errou ao marcar ou demarcar um impedimento.

Não "desinventamos" a lei do impedimento, inventamos o tira-teima, colocamos câmeras na linha da intermediária e comunicadores entre juízes e assistentes.

Se o objetivo do esporte é o gol, o impedimento o impede.

Como se, na Fórmula 1, um rebanho atravessasse a pista, no meio da corrida, para atrapalhar os corredores.

A regra do impedimento é tão estúpida que, se a bola veio da cobrança de um lateral, ela deixa de valer.

Por quê?

Quais privilégios obtiveram um lançamento com as mãos das linhas laterais do campo?

Também deixa de valer se a bola bater na trave.

Isto é inconstitucional, discriminatório, antidemocrático.

Já extinguiram a lei do sobre-passo, a paradinha no pênalti, o recuo de bola para o goleiro [que só pode seguir jogando com os pés].

Se discutimos hoje uma mudança geral no comando do futebol, que tal aproveitarmos o barco à deriva e extinguirmos a lei do impedimento, presente na Lei 11 do livro de Regras do Futebol?

Porém o direito não seria retroativo: não precisaríamos rever a Libertadores de 2013, em que o Corinthians foi assaltado pelo juiz paraguaio Carlos Amarilla [gol anulado de Romarinho contra o Boca] e milhares de outros jogos e campeonatos.

 

 Foto: Estadão

 

A lei do impedimento foi regulamentada em 1863.

Dizia que um atacante teria que ter, pelo menos, quatro jogadores na sua frente, para impedir que ficasse na banheira esperando lançamentos.

Mas não é para impedi-lo que inventamos os zagueiros?

Em 1869, a quantidade de jogadores à frente do atacante passou de quatro para três.

Em 1925, como é hoje: a necessidade de jogadores em frente do atacante diminuiu de três para dois.

Em 1991, uma pequena modificação, na regra da "mesma linha".

O atacante que estivesse na mesma distância da linha de fundo adversária que seu penúltimo adversário oponente estava impedido. Agora ele só estaria em posição irregular se estivesse mais próximo da linha.

Mas a polêmica está longe de acabar.

Lobby das emissoras e mesas-redondas, que, sem a lei do impedimento, e os erros dos juízes, teriam debates menos acalorados.

 

Costuma-se fazer piada de quem é torcedor eventual, desses só de Copa do Mundo, e não entende a regra do impedimento.

Na verdade, eles, os torcedores eventuais, que deveriam rir de nós.

A regra do impedimento é das coisas mais idiotas já criadas pelo homem.

Tão enraizada na nossa cultura que, ao invés de questionarmos, aperfeiçoamos o método de flagrar quem está impedido e qual bandeirinha errou ao marcar ou demarcar um impedimento.

Não "desinventamos" a lei do impedimento, inventamos o tira-teima, colocamos câmeras na linha da intermediária e comunicadores entre juízes e assistentes.

Se o objetivo do esporte é o gol, o impedimento o impede.

Como se, na Fórmula 1, um rebanho atravessasse a pista, no meio da corrida, para atrapalhar os corredores.

A regra do impedimento é tão estúpida que, se a bola veio da cobrança de um lateral, ela deixa de valer.

Por quê?

Quais privilégios obtiveram um lançamento com as mãos das linhas laterais do campo?

Também deixa de valer se a bola bater na trave.

Isto é inconstitucional, discriminatório, antidemocrático.

Já extinguiram a lei do sobre-passo, a paradinha no pênalti, o recuo de bola para o goleiro [que só pode seguir jogando com os pés].

Se discutimos hoje uma mudança geral no comando do futebol, que tal aproveitarmos o barco à deriva e extinguirmos a lei do impedimento, presente na Lei 11 do livro de Regras do Futebol?

Porém o direito não seria retroativo: não precisaríamos rever a Libertadores de 2013, em que o Corinthians foi assaltado pelo juiz paraguaio Carlos Amarilla [gol anulado de Romarinho contra o Boca] e milhares de outros jogos e campeonatos.

 

 Foto: Estadão

 

A lei do impedimento foi regulamentada em 1863.

Dizia que um atacante teria que ter, pelo menos, quatro jogadores na sua frente, para impedir que ficasse na banheira esperando lançamentos.

Mas não é para impedi-lo que inventamos os zagueiros?

Em 1869, a quantidade de jogadores à frente do atacante passou de quatro para três.

Em 1925, como é hoje: a necessidade de jogadores em frente do atacante diminuiu de três para dois.

Em 1991, uma pequena modificação, na regra da "mesma linha".

O atacante que estivesse na mesma distância da linha de fundo adversária que seu penúltimo adversário oponente estava impedido. Agora ele só estaria em posição irregular se estivesse mais próximo da linha.

Mas a polêmica está longe de acabar.

Lobby das emissoras e mesas-redondas, que, sem a lei do impedimento, e os erros dos juízes, teriam debates menos acalorados.

Opinião por Marcelo Rubens Paiva

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