Pequenas neuroses contemporâneas

Opinião|Protesto diminuiu e discurso não evoluiu


 

Por Marcelo Rubens Paiva
WS9 SÃO PAULO 13/12/2015 - ATO CONTRA GOVERNO DILMA - POLITICA - Manifestantes realizam protestos contra o governo de Dilma Rousseff na Avenida Paulista neste domingo (13). FOTO:WERTHER SANTANA/ESTADÃO Foto: Estadão

 

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Os protestos pelo impeachment foram menores.

Se em 15 de março foram 210 mil pelo Datafolha e 1 milhão pela PM na PAULISTA, hoje o número gira entre 30 e 40 mil.

Os organizadores tinham um discurso fechado, caso as manifestações fracassassem: teria sido um evento teste para uma manifestação futura maior marcada para março.

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Não fracassaram.

Eles estavam lá, de amarelo. Com as palavras de ordem de sempre.

Na Paulista contei quatro trios-elétricos. Revezavam-se nos discursos.

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A FIESP entrou em peso com balões amarelos.

Hoje seu presidente, Paulo Skaf, filiado ao PMDB, num entrevista ao Estadão deu a entender que a federação empresarial é pró-impeachment.

O impeachment andou, está na Câmara, o STF julga na quarta se o rito é constitucional, mas o que se gritava na avenida ainda era fora regime bolivariano, fora comunistas, vai pra Cuba.

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O impeachment andou, o discurso não.

Continua uma manifestação intolerante [bonés ou camisetas vermelhas eram barradas], com vivas a personas polêmicas da vida nacional, como deputado Bolsonaro, e com o cúpula tucana circulando mais à vontade.

Eu de camisa vermelha com símbolo do Grand Canyon a caminho do cinema ouvi: "Vai ter treta". Ignorei.

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Meu colega de letras Ronaldo Bressane de camisa bordô com a caricatura de um personagem do Breaking Bad foi barrado na ciclovia e expulso.

Vi até um casal gay de mãos dadas com um boneco de Lula com a camisa de presidiário subindo a Augusta. Mãos que se soltaram na Paulista.

Outra marca permanece e basta conferir nas fotos: é um protesto da família brasileira branca.

WS9 SÃO PAULO 13/12/2015 - ATO CONTRA GOVERNO DILMA - POLITICA - Manifestantes realizam protestos contra o governo de Dilma Rousseff na Avenida Paulista neste domingo (13). FOTO:WERTHER SANTANA/ESTADÃO Foto: Estadão

 

Os protestos pelo impeachment foram menores.

Se em 15 de março foram 210 mil pelo Datafolha e 1 milhão pela PM na PAULISTA, hoje o número gira entre 30 e 40 mil.

Os organizadores tinham um discurso fechado, caso as manifestações fracassassem: teria sido um evento teste para uma manifestação futura maior marcada para março.

Não fracassaram.

Eles estavam lá, de amarelo. Com as palavras de ordem de sempre.

Na Paulista contei quatro trios-elétricos. Revezavam-se nos discursos.

A FIESP entrou em peso com balões amarelos.

Hoje seu presidente, Paulo Skaf, filiado ao PMDB, num entrevista ao Estadão deu a entender que a federação empresarial é pró-impeachment.

O impeachment andou, está na Câmara, o STF julga na quarta se o rito é constitucional, mas o que se gritava na avenida ainda era fora regime bolivariano, fora comunistas, vai pra Cuba.

O impeachment andou, o discurso não.

Continua uma manifestação intolerante [bonés ou camisetas vermelhas eram barradas], com vivas a personas polêmicas da vida nacional, como deputado Bolsonaro, e com o cúpula tucana circulando mais à vontade.

Eu de camisa vermelha com símbolo do Grand Canyon a caminho do cinema ouvi: "Vai ter treta". Ignorei.

Meu colega de letras Ronaldo Bressane de camisa bordô com a caricatura de um personagem do Breaking Bad foi barrado na ciclovia e expulso.

Vi até um casal gay de mãos dadas com um boneco de Lula com a camisa de presidiário subindo a Augusta. Mãos que se soltaram na Paulista.

Outra marca permanece e basta conferir nas fotos: é um protesto da família brasileira branca.

WS9 SÃO PAULO 13/12/2015 - ATO CONTRA GOVERNO DILMA - POLITICA - Manifestantes realizam protestos contra o governo de Dilma Rousseff na Avenida Paulista neste domingo (13). FOTO:WERTHER SANTANA/ESTADÃO Foto: Estadão

 

Os protestos pelo impeachment foram menores.

Se em 15 de março foram 210 mil pelo Datafolha e 1 milhão pela PM na PAULISTA, hoje o número gira entre 30 e 40 mil.

Os organizadores tinham um discurso fechado, caso as manifestações fracassassem: teria sido um evento teste para uma manifestação futura maior marcada para março.

Não fracassaram.

Eles estavam lá, de amarelo. Com as palavras de ordem de sempre.

Na Paulista contei quatro trios-elétricos. Revezavam-se nos discursos.

A FIESP entrou em peso com balões amarelos.

Hoje seu presidente, Paulo Skaf, filiado ao PMDB, num entrevista ao Estadão deu a entender que a federação empresarial é pró-impeachment.

O impeachment andou, está na Câmara, o STF julga na quarta se o rito é constitucional, mas o que se gritava na avenida ainda era fora regime bolivariano, fora comunistas, vai pra Cuba.

O impeachment andou, o discurso não.

Continua uma manifestação intolerante [bonés ou camisetas vermelhas eram barradas], com vivas a personas polêmicas da vida nacional, como deputado Bolsonaro, e com o cúpula tucana circulando mais à vontade.

Eu de camisa vermelha com símbolo do Grand Canyon a caminho do cinema ouvi: "Vai ter treta". Ignorei.

Meu colega de letras Ronaldo Bressane de camisa bordô com a caricatura de um personagem do Breaking Bad foi barrado na ciclovia e expulso.

Vi até um casal gay de mãos dadas com um boneco de Lula com a camisa de presidiário subindo a Augusta. Mãos que se soltaram na Paulista.

Outra marca permanece e basta conferir nas fotos: é um protesto da família brasileira branca.

WS9 SÃO PAULO 13/12/2015 - ATO CONTRA GOVERNO DILMA - POLITICA - Manifestantes realizam protestos contra o governo de Dilma Rousseff na Avenida Paulista neste domingo (13). FOTO:WERTHER SANTANA/ESTADÃO Foto: Estadão

 

Os protestos pelo impeachment foram menores.

Se em 15 de março foram 210 mil pelo Datafolha e 1 milhão pela PM na PAULISTA, hoje o número gira entre 30 e 40 mil.

Os organizadores tinham um discurso fechado, caso as manifestações fracassassem: teria sido um evento teste para uma manifestação futura maior marcada para março.

Não fracassaram.

Eles estavam lá, de amarelo. Com as palavras de ordem de sempre.

Na Paulista contei quatro trios-elétricos. Revezavam-se nos discursos.

A FIESP entrou em peso com balões amarelos.

Hoje seu presidente, Paulo Skaf, filiado ao PMDB, num entrevista ao Estadão deu a entender que a federação empresarial é pró-impeachment.

O impeachment andou, está na Câmara, o STF julga na quarta se o rito é constitucional, mas o que se gritava na avenida ainda era fora regime bolivariano, fora comunistas, vai pra Cuba.

O impeachment andou, o discurso não.

Continua uma manifestação intolerante [bonés ou camisetas vermelhas eram barradas], com vivas a personas polêmicas da vida nacional, como deputado Bolsonaro, e com o cúpula tucana circulando mais à vontade.

Eu de camisa vermelha com símbolo do Grand Canyon a caminho do cinema ouvi: "Vai ter treta". Ignorei.

Meu colega de letras Ronaldo Bressane de camisa bordô com a caricatura de um personagem do Breaking Bad foi barrado na ciclovia e expulso.

Vi até um casal gay de mãos dadas com um boneco de Lula com a camisa de presidiário subindo a Augusta. Mãos que se soltaram na Paulista.

Outra marca permanece e basta conferir nas fotos: é um protesto da família brasileira branca.

Opinião por Marcelo Rubens Paiva

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