Rio2C debate possibilidades da IA: ‘A criatividade está do lado humano’


Painel com a presença de Erick Bretas, CEO do Estadão, discutiu possíveis usos da inteligência artificial no entretenimento e o papel do fator humano

Por Beatriz Amendola

RIO - Ferramenta cada vez mais presente no dia a dia de milhões de pessoas, a inteligência artificial (IA) tem suscitado debates também por suas aplicações na indústria do entretenimento. A tecnologia foi usada, por exemplo, para aprimorar vozes em filmes candidatos ao Oscar 2025 - e já é capaz de gerar vídeos ultrarrealistas, pouco distinguíveis de uma produção filmada por câmeras, com atores de carne e osso.

O assunto foi debatido nesta quinta-feira, 29, no Rio2C, evento de criatividade e inovação que acontece até domingo, 1º, na capital carioca. No painel, executivos destacaram a importância da criatividade humana para guiar o uso da IA.

No Rio2C, Erick Bretas, CEO do 'Estadão' (ao centro) debate as possibilidades da IA ao lado de Leticia Provedel, sócia da Souto Correa Advogados (à esquerda) e Fernanda Rebelo, head of Legal & Business Affairs da Warner Chappell Brasil (direita) Foto: Marcio Mercante/Rio2C/Divulgação
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“Se você começar a delegar o seu papel [de tomar decisões] para a IA, você está delegando a parte intelectual para ficar com a parte mecânica, que é o ‘copia e cola’. E a gente já sabe que essa parte mecânica é a primeira que vai acabar”, disse a advogada Leticia Provedel, sócia da Souto Correa Advogados. “O que você tem de diferencial é a sua criatividade, é o input que você tem ali. Esse é o diferencial do mercado”.

CEO do Estadão, Erick Bretas usou como exemplo o vídeo viral que não só põe em tela imagens realistas de pintores como Van Gogh e Frida Kahlo, como ainda coloca suas obras em um desfile de moda. O executivo chegou a conversar com o criador por trás do vídeo, um sul-coreano identificado apenas como Oddy Studio, que lhe relatou o complexo processo por trás de cada uma de suas produções.

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O criador primeiramente cria a imagem que quer - por exemplo, do Van Gogh como um estilista. Depois, ele usa outra ferramenta para animar aquela imagem e gerar uma tomada da cena que quer retratar - um processo que requer prompts - ou seja, comandos - bem específicos. Outras ferramentas são depois usadas para inserir áudio à criação.

“Apesar da IA ser capaz de coisas incríveis e maravilhosas, é a cabeça humana [que está por trás]”, reforçou Bretas. “É uma mente criativa, que tem repertório, que sabe fazer esse prompt e está comandando o show todo. A criatividade claramente está do lado humano aqui.”

Erick Bretas, CEO do 'Estadão', em painel do Rio2C 2025 Foto: Marcio Mercante/Rio2C/Divulgação
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Fernanda Rebelo, head of Legal & Business Affairs da Warner Chappell Brasil, pontuou que a indústria musical já usa a IA como auxílio há tempos, com serviços de refinamento de voz como o Autotune, mas que a evolução da tecnologia tem aberto novas possibilidades, como no caso do cantor e compositor Cleber Augusto. O ex-Fundo de Quintal ficou impossibilitado de cantar por um câncer nas cordas vocais, mas lançou recentemente um novo álbum, que traz sua voz reconstituída com o uso da inteligência artificial.

A executiva disse ainda que a IA também pode - e deve - ser usada de forma a respeitar os direitos autorais dos artistas: “É possível licenciar, é possível remunerar os criadores, é possível remunerar a propriedade intelectual.”

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“Talvez a gente veja um tom otimista aqui, sem absolutamente deixar de dar importância para todos os debates que estão acontecendo sobre os limites éticos da inteligência artificial, mas a gente refuta um pouco essa postura apocalíptica”, completou Bretas. “Tem riscos e tem oportunidades - como em toda a tecnologia, aliás.”

*A jornalista viajou a convite da organização do evento

RIO - Ferramenta cada vez mais presente no dia a dia de milhões de pessoas, a inteligência artificial (IA) tem suscitado debates também por suas aplicações na indústria do entretenimento. A tecnologia foi usada, por exemplo, para aprimorar vozes em filmes candidatos ao Oscar 2025 - e já é capaz de gerar vídeos ultrarrealistas, pouco distinguíveis de uma produção filmada por câmeras, com atores de carne e osso.

O assunto foi debatido nesta quinta-feira, 29, no Rio2C, evento de criatividade e inovação que acontece até domingo, 1º, na capital carioca. No painel, executivos destacaram a importância da criatividade humana para guiar o uso da IA.

No Rio2C, Erick Bretas, CEO do 'Estadão' (ao centro) debate as possibilidades da IA ao lado de Leticia Provedel, sócia da Souto Correa Advogados (à esquerda) e Fernanda Rebelo, head of Legal & Business Affairs da Warner Chappell Brasil (direita) Foto: Marcio Mercante/Rio2C/Divulgação

“Se você começar a delegar o seu papel [de tomar decisões] para a IA, você está delegando a parte intelectual para ficar com a parte mecânica, que é o ‘copia e cola’. E a gente já sabe que essa parte mecânica é a primeira que vai acabar”, disse a advogada Leticia Provedel, sócia da Souto Correa Advogados. “O que você tem de diferencial é a sua criatividade, é o input que você tem ali. Esse é o diferencial do mercado”.

CEO do Estadão, Erick Bretas usou como exemplo o vídeo viral que não só põe em tela imagens realistas de pintores como Van Gogh e Frida Kahlo, como ainda coloca suas obras em um desfile de moda. O executivo chegou a conversar com o criador por trás do vídeo, um sul-coreano identificado apenas como Oddy Studio, que lhe relatou o complexo processo por trás de cada uma de suas produções.

O criador primeiramente cria a imagem que quer - por exemplo, do Van Gogh como um estilista. Depois, ele usa outra ferramenta para animar aquela imagem e gerar uma tomada da cena que quer retratar - um processo que requer prompts - ou seja, comandos - bem específicos. Outras ferramentas são depois usadas para inserir áudio à criação.

“Apesar da IA ser capaz de coisas incríveis e maravilhosas, é a cabeça humana [que está por trás]”, reforçou Bretas. “É uma mente criativa, que tem repertório, que sabe fazer esse prompt e está comandando o show todo. A criatividade claramente está do lado humano aqui.”

Erick Bretas, CEO do 'Estadão', em painel do Rio2C 2025 Foto: Marcio Mercante/Rio2C/Divulgação

Fernanda Rebelo, head of Legal & Business Affairs da Warner Chappell Brasil, pontuou que a indústria musical já usa a IA como auxílio há tempos, com serviços de refinamento de voz como o Autotune, mas que a evolução da tecnologia tem aberto novas possibilidades, como no caso do cantor e compositor Cleber Augusto. O ex-Fundo de Quintal ficou impossibilitado de cantar por um câncer nas cordas vocais, mas lançou recentemente um novo álbum, que traz sua voz reconstituída com o uso da inteligência artificial.

A executiva disse ainda que a IA também pode - e deve - ser usada de forma a respeitar os direitos autorais dos artistas: “É possível licenciar, é possível remunerar os criadores, é possível remunerar a propriedade intelectual.”

“Talvez a gente veja um tom otimista aqui, sem absolutamente deixar de dar importância para todos os debates que estão acontecendo sobre os limites éticos da inteligência artificial, mas a gente refuta um pouco essa postura apocalíptica”, completou Bretas. “Tem riscos e tem oportunidades - como em toda a tecnologia, aliás.”

*A jornalista viajou a convite da organização do evento

RIO - Ferramenta cada vez mais presente no dia a dia de milhões de pessoas, a inteligência artificial (IA) tem suscitado debates também por suas aplicações na indústria do entretenimento. A tecnologia foi usada, por exemplo, para aprimorar vozes em filmes candidatos ao Oscar 2025 - e já é capaz de gerar vídeos ultrarrealistas, pouco distinguíveis de uma produção filmada por câmeras, com atores de carne e osso.

O assunto foi debatido nesta quinta-feira, 29, no Rio2C, evento de criatividade e inovação que acontece até domingo, 1º, na capital carioca. No painel, executivos destacaram a importância da criatividade humana para guiar o uso da IA.

No Rio2C, Erick Bretas, CEO do 'Estadão' (ao centro) debate as possibilidades da IA ao lado de Leticia Provedel, sócia da Souto Correa Advogados (à esquerda) e Fernanda Rebelo, head of Legal & Business Affairs da Warner Chappell Brasil (direita) Foto: Marcio Mercante/Rio2C/Divulgação

“Se você começar a delegar o seu papel [de tomar decisões] para a IA, você está delegando a parte intelectual para ficar com a parte mecânica, que é o ‘copia e cola’. E a gente já sabe que essa parte mecânica é a primeira que vai acabar”, disse a advogada Leticia Provedel, sócia da Souto Correa Advogados. “O que você tem de diferencial é a sua criatividade, é o input que você tem ali. Esse é o diferencial do mercado”.

CEO do Estadão, Erick Bretas usou como exemplo o vídeo viral que não só põe em tela imagens realistas de pintores como Van Gogh e Frida Kahlo, como ainda coloca suas obras em um desfile de moda. O executivo chegou a conversar com o criador por trás do vídeo, um sul-coreano identificado apenas como Oddy Studio, que lhe relatou o complexo processo por trás de cada uma de suas produções.

O criador primeiramente cria a imagem que quer - por exemplo, do Van Gogh como um estilista. Depois, ele usa outra ferramenta para animar aquela imagem e gerar uma tomada da cena que quer retratar - um processo que requer prompts - ou seja, comandos - bem específicos. Outras ferramentas são depois usadas para inserir áudio à criação.

“Apesar da IA ser capaz de coisas incríveis e maravilhosas, é a cabeça humana [que está por trás]”, reforçou Bretas. “É uma mente criativa, que tem repertório, que sabe fazer esse prompt e está comandando o show todo. A criatividade claramente está do lado humano aqui.”

Erick Bretas, CEO do 'Estadão', em painel do Rio2C 2025 Foto: Marcio Mercante/Rio2C/Divulgação

Fernanda Rebelo, head of Legal & Business Affairs da Warner Chappell Brasil, pontuou que a indústria musical já usa a IA como auxílio há tempos, com serviços de refinamento de voz como o Autotune, mas que a evolução da tecnologia tem aberto novas possibilidades, como no caso do cantor e compositor Cleber Augusto. O ex-Fundo de Quintal ficou impossibilitado de cantar por um câncer nas cordas vocais, mas lançou recentemente um novo álbum, que traz sua voz reconstituída com o uso da inteligência artificial.

A executiva disse ainda que a IA também pode - e deve - ser usada de forma a respeitar os direitos autorais dos artistas: “É possível licenciar, é possível remunerar os criadores, é possível remunerar a propriedade intelectual.”

“Talvez a gente veja um tom otimista aqui, sem absolutamente deixar de dar importância para todos os debates que estão acontecendo sobre os limites éticos da inteligência artificial, mas a gente refuta um pouco essa postura apocalíptica”, completou Bretas. “Tem riscos e tem oportunidades - como em toda a tecnologia, aliás.”

*A jornalista viajou a convite da organização do evento

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