São Paulo 24 horas no ar: projeto aprovado


A cidade não dormiu durante a Virada Cultural, série de eventos que começou às 14h de sábado e foi até às 14h de domingo. O repórter Jones Rossi ficou acordado 24 horas e conta como foi

Por Agencia Estado

Das 14h de sábado às 14h de domingo, a Virada Cultural transformou São Paulo em uma cidade um pouco mais caótica e muito mais interessante. Inspirada por um evento semelhante ao que ocorre em países como França e Espanha, a prefeitura de São Paulo espalhou pela cidade dezenas de atrações como shows, teatro, cinema e exposições. E a população compareceu desde o início até o final. Em todos os eventos acompanhados pela reportagem do Jornal da Tarde, havia grande presença de público. A largada foi dada às 14 horas de sábado com a apresentação da Orquestra Experimental de Repertório, regida pelo maestro Jamil Maluf, no Parque do Ipiranga, enquanto pela cidade outros shows começavam simultaneamente. O prefeito José Serra chegou dez minutos atrasado à apresentação e se acomodou na primeira fila. Depois de tocar composições de Gershwin, Khatchaturian e Prokofiev, Maluf levantou a platéia com algo mais pop: o tema do filme E.T., o Extraterrestre, composto por John Williams. Diante da aprovação geral, Maluf arriscou ainda uma propaganda do Teatro Municipal. "Se vocês gostaram aqui, imaginem no Municipal." Serra, depois da apresentação, afirmou que "cultura é a praia do paulistano". Depois, abraçou a vereadora Soninha, que assistiu ao concerto descalça, e rumou para a Pinacoteca. Na Praça da Sé, pouco antes de 17h, o show era de rock. Johnny Vignoto, 19 anos, estava na Galeria do Rock quando alguém avisou que iria ter ´hardcore´ ali perto. Foi para ver os Nitrominds. No Viaduto Santa Ifigênia, uma instalação de Arthur Lescher chamava a atenção. Um telão instalado bem no meio do viaduto reproduzia as imagens de quem passava por ali. A católica Deolinda dos Santos, de 61 anos, devota do Apostolado da Oração, saiu de uma missa no mosteiro São Bento e foi com cinco amigas até o telão. Colocou uma imagem do Sagrado Coração de Jesus em frente à câmera, operada pelo maranhense Lázaro Silva. "Completo 45 anos trabalhando. Ainda vou até as duas da manhã", dizia ele. No Anhangabaú, outra instalação fazia sucesso. As bolhas gigantes de plástico com água estavam cheias de crianças. Elisângela Cozzi, 27 anos, mãe de César, 6, estava feliz pelo filho, mas reclamou que na Zona Leste, onde mora, "não tem muitas opções de lazer." A alguns metros acima, o cantor Tom Zé se apresentava. Marcos Magri, 40 anos, gerente do Cine pornô Saci, achou que o público estava comportado. "Está legal. Não tem bagunça nem o som está alto." Só reclamava uma divulgação melhor da prefeitura sobre os banheiros, já que muita gente estava querendo usar os do cinema. Na Rua Riachuelo, sede do Centro Acadêmico de Direito XI de Agosto, de uma Kombi prateada ressoava alto o funk Dança da Motinha. Ao seu redor, universitários dançavam e bebiam cerveja em lata. Não parecia, mas eram os preparativos para um cortejo que iria até o Cemitério da Consolação para celebrar Lord Byron, poeta romântico que viveu entre os séculos 18 e 19. O cortejo era puxado por um trio elétrico e por um caminhão cheio de cerveja (cinco mil latas), água e refrigerante. Fizeram festa todo o caminho até o cemitério, onde Zé do Caixão os esperava para apresentar uma peça feita por alunos do curso. Na madrugada, os cinemas lotaram mostrando filmes ´malditos´. Na Cinemateca, Pati, a Mulher Proibida; no Olido, As Sete Vampiras. Houve quem enfrentasse a madrugada até o dia amanhecer no Cinesesc, como o torcedor da Lusa Fernando Guimarães, que saiu do estádio, foi para o Mundo Mix e acabou no cinema. Lamentava a derrota do time. "Aqui, pelo menos, teve espetáculo." Já ao meio-dia, no Playcenter, que ficou aberto a noite inteira, mais de mil músicos quebraram o recorde brasileiro de maior orquestra. Um final grandioso para um dia sem fim.

Das 14h de sábado às 14h de domingo, a Virada Cultural transformou São Paulo em uma cidade um pouco mais caótica e muito mais interessante. Inspirada por um evento semelhante ao que ocorre em países como França e Espanha, a prefeitura de São Paulo espalhou pela cidade dezenas de atrações como shows, teatro, cinema e exposições. E a população compareceu desde o início até o final. Em todos os eventos acompanhados pela reportagem do Jornal da Tarde, havia grande presença de público. A largada foi dada às 14 horas de sábado com a apresentação da Orquestra Experimental de Repertório, regida pelo maestro Jamil Maluf, no Parque do Ipiranga, enquanto pela cidade outros shows começavam simultaneamente. O prefeito José Serra chegou dez minutos atrasado à apresentação e se acomodou na primeira fila. Depois de tocar composições de Gershwin, Khatchaturian e Prokofiev, Maluf levantou a platéia com algo mais pop: o tema do filme E.T., o Extraterrestre, composto por John Williams. Diante da aprovação geral, Maluf arriscou ainda uma propaganda do Teatro Municipal. "Se vocês gostaram aqui, imaginem no Municipal." Serra, depois da apresentação, afirmou que "cultura é a praia do paulistano". Depois, abraçou a vereadora Soninha, que assistiu ao concerto descalça, e rumou para a Pinacoteca. Na Praça da Sé, pouco antes de 17h, o show era de rock. Johnny Vignoto, 19 anos, estava na Galeria do Rock quando alguém avisou que iria ter ´hardcore´ ali perto. Foi para ver os Nitrominds. No Viaduto Santa Ifigênia, uma instalação de Arthur Lescher chamava a atenção. Um telão instalado bem no meio do viaduto reproduzia as imagens de quem passava por ali. A católica Deolinda dos Santos, de 61 anos, devota do Apostolado da Oração, saiu de uma missa no mosteiro São Bento e foi com cinco amigas até o telão. Colocou uma imagem do Sagrado Coração de Jesus em frente à câmera, operada pelo maranhense Lázaro Silva. "Completo 45 anos trabalhando. Ainda vou até as duas da manhã", dizia ele. No Anhangabaú, outra instalação fazia sucesso. As bolhas gigantes de plástico com água estavam cheias de crianças. Elisângela Cozzi, 27 anos, mãe de César, 6, estava feliz pelo filho, mas reclamou que na Zona Leste, onde mora, "não tem muitas opções de lazer." A alguns metros acima, o cantor Tom Zé se apresentava. Marcos Magri, 40 anos, gerente do Cine pornô Saci, achou que o público estava comportado. "Está legal. Não tem bagunça nem o som está alto." Só reclamava uma divulgação melhor da prefeitura sobre os banheiros, já que muita gente estava querendo usar os do cinema. Na Rua Riachuelo, sede do Centro Acadêmico de Direito XI de Agosto, de uma Kombi prateada ressoava alto o funk Dança da Motinha. Ao seu redor, universitários dançavam e bebiam cerveja em lata. Não parecia, mas eram os preparativos para um cortejo que iria até o Cemitério da Consolação para celebrar Lord Byron, poeta romântico que viveu entre os séculos 18 e 19. O cortejo era puxado por um trio elétrico e por um caminhão cheio de cerveja (cinco mil latas), água e refrigerante. Fizeram festa todo o caminho até o cemitério, onde Zé do Caixão os esperava para apresentar uma peça feita por alunos do curso. Na madrugada, os cinemas lotaram mostrando filmes ´malditos´. Na Cinemateca, Pati, a Mulher Proibida; no Olido, As Sete Vampiras. Houve quem enfrentasse a madrugada até o dia amanhecer no Cinesesc, como o torcedor da Lusa Fernando Guimarães, que saiu do estádio, foi para o Mundo Mix e acabou no cinema. Lamentava a derrota do time. "Aqui, pelo menos, teve espetáculo." Já ao meio-dia, no Playcenter, que ficou aberto a noite inteira, mais de mil músicos quebraram o recorde brasileiro de maior orquestra. Um final grandioso para um dia sem fim.

Das 14h de sábado às 14h de domingo, a Virada Cultural transformou São Paulo em uma cidade um pouco mais caótica e muito mais interessante. Inspirada por um evento semelhante ao que ocorre em países como França e Espanha, a prefeitura de São Paulo espalhou pela cidade dezenas de atrações como shows, teatro, cinema e exposições. E a população compareceu desde o início até o final. Em todos os eventos acompanhados pela reportagem do Jornal da Tarde, havia grande presença de público. A largada foi dada às 14 horas de sábado com a apresentação da Orquestra Experimental de Repertório, regida pelo maestro Jamil Maluf, no Parque do Ipiranga, enquanto pela cidade outros shows começavam simultaneamente. O prefeito José Serra chegou dez minutos atrasado à apresentação e se acomodou na primeira fila. Depois de tocar composições de Gershwin, Khatchaturian e Prokofiev, Maluf levantou a platéia com algo mais pop: o tema do filme E.T., o Extraterrestre, composto por John Williams. Diante da aprovação geral, Maluf arriscou ainda uma propaganda do Teatro Municipal. "Se vocês gostaram aqui, imaginem no Municipal." Serra, depois da apresentação, afirmou que "cultura é a praia do paulistano". Depois, abraçou a vereadora Soninha, que assistiu ao concerto descalça, e rumou para a Pinacoteca. Na Praça da Sé, pouco antes de 17h, o show era de rock. Johnny Vignoto, 19 anos, estava na Galeria do Rock quando alguém avisou que iria ter ´hardcore´ ali perto. Foi para ver os Nitrominds. No Viaduto Santa Ifigênia, uma instalação de Arthur Lescher chamava a atenção. Um telão instalado bem no meio do viaduto reproduzia as imagens de quem passava por ali. A católica Deolinda dos Santos, de 61 anos, devota do Apostolado da Oração, saiu de uma missa no mosteiro São Bento e foi com cinco amigas até o telão. Colocou uma imagem do Sagrado Coração de Jesus em frente à câmera, operada pelo maranhense Lázaro Silva. "Completo 45 anos trabalhando. Ainda vou até as duas da manhã", dizia ele. No Anhangabaú, outra instalação fazia sucesso. As bolhas gigantes de plástico com água estavam cheias de crianças. Elisângela Cozzi, 27 anos, mãe de César, 6, estava feliz pelo filho, mas reclamou que na Zona Leste, onde mora, "não tem muitas opções de lazer." A alguns metros acima, o cantor Tom Zé se apresentava. Marcos Magri, 40 anos, gerente do Cine pornô Saci, achou que o público estava comportado. "Está legal. Não tem bagunça nem o som está alto." Só reclamava uma divulgação melhor da prefeitura sobre os banheiros, já que muita gente estava querendo usar os do cinema. Na Rua Riachuelo, sede do Centro Acadêmico de Direito XI de Agosto, de uma Kombi prateada ressoava alto o funk Dança da Motinha. Ao seu redor, universitários dançavam e bebiam cerveja em lata. Não parecia, mas eram os preparativos para um cortejo que iria até o Cemitério da Consolação para celebrar Lord Byron, poeta romântico que viveu entre os séculos 18 e 19. O cortejo era puxado por um trio elétrico e por um caminhão cheio de cerveja (cinco mil latas), água e refrigerante. Fizeram festa todo o caminho até o cemitério, onde Zé do Caixão os esperava para apresentar uma peça feita por alunos do curso. Na madrugada, os cinemas lotaram mostrando filmes ´malditos´. Na Cinemateca, Pati, a Mulher Proibida; no Olido, As Sete Vampiras. Houve quem enfrentasse a madrugada até o dia amanhecer no Cinesesc, como o torcedor da Lusa Fernando Guimarães, que saiu do estádio, foi para o Mundo Mix e acabou no cinema. Lamentava a derrota do time. "Aqui, pelo menos, teve espetáculo." Já ao meio-dia, no Playcenter, que ficou aberto a noite inteira, mais de mil músicos quebraram o recorde brasileiro de maior orquestra. Um final grandioso para um dia sem fim.

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