Ian McShane lembra papel histórico no faroeste ‘Deadwood’: ‘Foi um presente’


Ao ‘Estadão’, lendário ator britânico de 82 anos falou sobre a participação no seriado da HBO que marcou época na televisão americana

Por Gabriel Zorzetto
Atualização:

O britânico Ian McShane, nascido em Blackburn, na Inglaterra, começou a atuar nos anos 1960. Sua estreia nas telonas foi junto com John Hurt em Um Grito de Revolta (1962). Depois, estabeleceu carreira no teatro inglês e apareceu em programas de TV como Jesus de Nazaré, Wuthering Heights e Lovejoy, antes de atingir o estrelato com Deadwood (2004-2006), da HBO, série na qual interpretou por três temporadas Al Swearengen, polêmico proprietário do bar/prostíbulo de uma terra sem lei no Velho Oeste americano, em 1876.

Pelo papel irreverente no faroeste de traços shakespearianos criado por David Milch, McShane ganhou o Globo de Ouro de Melhor Ator e foi indicado ao Emmy.

Ian McShane como Al Swearengen em 'Deadwood', considerada uma das mais importantes séries americanas Foto: Divulgação/HBO
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Desde então, ele integrou projetos populares como Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas (2011), na pele do Capitão Barba Negra, e a franquia de ação John Wick, dando vida a Winston, gerente do Hotel Continental, local que abriga os assassinos daquele mundo.

Além disso, teve participações em seriados como Deuses Americanos, Ray Donovan, Game Of Thrones, entre outros, e filmes cults como Sexy Beast (2000), de Jonathan Glazer, e Scoop (2006), de Woody Allen.

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Em 2024, o ator estrelou o independente American Star, no qual encarna um assassino de aluguel que precisa realizar um serviço na pequena ilha de Fuerteventura, na Espanha.

Em dezembro do ano passado, McShane esteve no Brasil para promover Bailarina, novo capítulo do universo John Wick estrelado por Ana de Armas e que será lançado em junho de 2025. Em entrevista ao Estadão, na CCXP 2024, em São Paulo, ele compartilhou suas percepções sobre o emblemático drama de época que o consagrou.

Ian McShane como Mr. Wednesday na série 'Deuses Americanos' Foto: Prime Video/Jan Thijs/Starz Entertainment, LLC
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“Como qualquer ator britânico, a ideia de fazer um faroeste era um sonho. David Milch é um gênio. Ele escreveu NYPD Blue e muitos outros programas”, explicou o astro. "Deadwood é realmente sobre a formação da América. Era o crescimento de uma cidade, como a América se tornou uma sociedade. A razão pela qual eu acho que era diferente é porque nunca se repetia, assim como a saga John Wick. Ao contrário de Os Mercenários, não desmerecendo, Os Mercenários 2, Os Mercenários 3 – todos eles são basicamente a mesma coisa”, acrescentou.

O artista também fez menção ao longa-metragem de 2019, Deadwood: O Filme, que amarrou as pontas soltas deixada pela série, cancelada abruptamente apesar de todo o sucesso comercial e crítico.

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“Até mesmo o filme que fizemos há cinco anos, que foi 14 anos depois de terminarmos a série, não estava repetindo os personagens. Meu personagem tinha envelhecido, ficado frágil, não tinha mais o mesmo poder na cidade. Havia sempre uma ótima escrita por trás e isso é o poder de qualquer coisa. Deadwood foi um presente”, finalizou.

O britânico Ian McShane, nascido em Blackburn, na Inglaterra, começou a atuar nos anos 1960. Sua estreia nas telonas foi junto com John Hurt em Um Grito de Revolta (1962). Depois, estabeleceu carreira no teatro inglês e apareceu em programas de TV como Jesus de Nazaré, Wuthering Heights e Lovejoy, antes de atingir o estrelato com Deadwood (2004-2006), da HBO, série na qual interpretou por três temporadas Al Swearengen, polêmico proprietário do bar/prostíbulo de uma terra sem lei no Velho Oeste americano, em 1876.

Pelo papel irreverente no faroeste de traços shakespearianos criado por David Milch, McShane ganhou o Globo de Ouro de Melhor Ator e foi indicado ao Emmy.

Ian McShane como Al Swearengen em 'Deadwood', considerada uma das mais importantes séries americanas Foto: Divulgação/HBO

Desde então, ele integrou projetos populares como Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas (2011), na pele do Capitão Barba Negra, e a franquia de ação John Wick, dando vida a Winston, gerente do Hotel Continental, local que abriga os assassinos daquele mundo.

Além disso, teve participações em seriados como Deuses Americanos, Ray Donovan, Game Of Thrones, entre outros, e filmes cults como Sexy Beast (2000), de Jonathan Glazer, e Scoop (2006), de Woody Allen.

Em 2024, o ator estrelou o independente American Star, no qual encarna um assassino de aluguel que precisa realizar um serviço na pequena ilha de Fuerteventura, na Espanha.

Em dezembro do ano passado, McShane esteve no Brasil para promover Bailarina, novo capítulo do universo John Wick estrelado por Ana de Armas e que será lançado em junho de 2025. Em entrevista ao Estadão, na CCXP 2024, em São Paulo, ele compartilhou suas percepções sobre o emblemático drama de época que o consagrou.

Ian McShane como Mr. Wednesday na série 'Deuses Americanos' Foto: Prime Video/Jan Thijs/Starz Entertainment, LLC

“Como qualquer ator britânico, a ideia de fazer um faroeste era um sonho. David Milch é um gênio. Ele escreveu NYPD Blue e muitos outros programas”, explicou o astro. "Deadwood é realmente sobre a formação da América. Era o crescimento de uma cidade, como a América se tornou uma sociedade. A razão pela qual eu acho que era diferente é porque nunca se repetia, assim como a saga John Wick. Ao contrário de Os Mercenários, não desmerecendo, Os Mercenários 2, Os Mercenários 3 – todos eles são basicamente a mesma coisa”, acrescentou.

O artista também fez menção ao longa-metragem de 2019, Deadwood: O Filme, que amarrou as pontas soltas deixada pela série, cancelada abruptamente apesar de todo o sucesso comercial e crítico.

“Até mesmo o filme que fizemos há cinco anos, que foi 14 anos depois de terminarmos a série, não estava repetindo os personagens. Meu personagem tinha envelhecido, ficado frágil, não tinha mais o mesmo poder na cidade. Havia sempre uma ótima escrita por trás e isso é o poder de qualquer coisa. Deadwood foi um presente”, finalizou.

O britânico Ian McShane, nascido em Blackburn, na Inglaterra, começou a atuar nos anos 1960. Sua estreia nas telonas foi junto com John Hurt em Um Grito de Revolta (1962). Depois, estabeleceu carreira no teatro inglês e apareceu em programas de TV como Jesus de Nazaré, Wuthering Heights e Lovejoy, antes de atingir o estrelato com Deadwood (2004-2006), da HBO, série na qual interpretou por três temporadas Al Swearengen, polêmico proprietário do bar/prostíbulo de uma terra sem lei no Velho Oeste americano, em 1876.

Pelo papel irreverente no faroeste de traços shakespearianos criado por David Milch, McShane ganhou o Globo de Ouro de Melhor Ator e foi indicado ao Emmy.

Ian McShane como Al Swearengen em 'Deadwood', considerada uma das mais importantes séries americanas Foto: Divulgação/HBO

Desde então, ele integrou projetos populares como Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas (2011), na pele do Capitão Barba Negra, e a franquia de ação John Wick, dando vida a Winston, gerente do Hotel Continental, local que abriga os assassinos daquele mundo.

Além disso, teve participações em seriados como Deuses Americanos, Ray Donovan, Game Of Thrones, entre outros, e filmes cults como Sexy Beast (2000), de Jonathan Glazer, e Scoop (2006), de Woody Allen.

Em 2024, o ator estrelou o independente American Star, no qual encarna um assassino de aluguel que precisa realizar um serviço na pequena ilha de Fuerteventura, na Espanha.

Em dezembro do ano passado, McShane esteve no Brasil para promover Bailarina, novo capítulo do universo John Wick estrelado por Ana de Armas e que será lançado em junho de 2025. Em entrevista ao Estadão, na CCXP 2024, em São Paulo, ele compartilhou suas percepções sobre o emblemático drama de época que o consagrou.

Ian McShane como Mr. Wednesday na série 'Deuses Americanos' Foto: Prime Video/Jan Thijs/Starz Entertainment, LLC

“Como qualquer ator britânico, a ideia de fazer um faroeste era um sonho. David Milch é um gênio. Ele escreveu NYPD Blue e muitos outros programas”, explicou o astro. "Deadwood é realmente sobre a formação da América. Era o crescimento de uma cidade, como a América se tornou uma sociedade. A razão pela qual eu acho que era diferente é porque nunca se repetia, assim como a saga John Wick. Ao contrário de Os Mercenários, não desmerecendo, Os Mercenários 2, Os Mercenários 3 – todos eles são basicamente a mesma coisa”, acrescentou.

O artista também fez menção ao longa-metragem de 2019, Deadwood: O Filme, que amarrou as pontas soltas deixada pela série, cancelada abruptamente apesar de todo o sucesso comercial e crítico.

“Até mesmo o filme que fizemos há cinco anos, que foi 14 anos depois de terminarmos a série, não estava repetindo os personagens. Meu personagem tinha envelhecido, ficado frágil, não tinha mais o mesmo poder na cidade. Havia sempre uma ótima escrita por trás e isso é o poder de qualquer coisa. Deadwood foi um presente”, finalizou.

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