O diretor da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) Helder Queiroz informou que 36 empresas, de 15 países, já manifestaram interesse de participar da 11.ª rodada de licitações de áreas exploratórias, marcada para maio. O prazo para as empresas manifestarem interesse de participar vai até o dia 26 e novas empresas devem se habilitar. Entre as inscritas estão gigantes como BG, Shell e BP e empresas pouco conhecidas no mercado brasileiro, como Gran Tierra e Novapetroleo. Queiroz informou que há empresas de Japão, Canadá, Estados Unidos e de países da União Europeia. Já as chinesas, que têm grande interesse de garantir acesso futuro a reservas, ainda não se habilitaram. Os lances que as empresas devem fazer para ter direito de explorar o petróleo da União podem arrecadar de R$ 1,5 bilhão a R$ 2 bilhões na rodada de maio, numa estimativa que considerou relativamente conservadora. "Podemos ter uma grata surpresa de ser algo até acima", disse Queiroz, no VIII Fórum Ibef de Óleo e Gás, no Rio. Caso todas as 289 áreas ofertadas sejam arrematadas pelo preço mínimo, seriam arrecadados cerca de R$ 620 milhões, informou. Há outras duas rodadas previstas para este ano, uma para gás, em outubro, e outra para o pré-sal, em novembro. Esta será a primeira participação em leilão da ANP para várias empresas que chegaram ao Brasil nos últimos cinco anos, período no qual não houve a realização de leilões, já que a descoberta do pré-sal motivou mudanças regulatórias no País. A canadense Gran Tierra, que entrou no Brasil há três anos e meio adquirindo licenças de concorrentes, é uma delas. Hoje produzindo mil barris de petróleo, a companhia espera aumentar a atuação no País. A Novapetro é outra. O presidente do conselho, Murilo Marroquim, diz que o foco da companhia será em petróleo, em blocos terrestres de baixo risco. A empresa, criada há cerca de seis meses, reúne investidores que migraram do setor elétrico. "Está fresquinha, acabamos de criar", disse Marroquim.