Bancos pequenos e médios não devem manter crédito ao Brasil


Por Agencia Estado

Ao contrário dos grandes bancos comerciais, as instituições de médio e pequeno portes dos Estados Unidos e da Europa não devem manter as linhas de crédito de comércio exterior ao Brasil. Esses bancos menores não vão participar das reuniões marcadas para segunda-feira com o ministro da Fazenda, Pedro Malan, e o presidente do Banco Central, Armínio Fraga. Contudo, são esses bancos que dão liquidez ao mercado de linhas de comércio exterior, geralmente créditos de seis meses e um ano de prazo, negociadas pelos grandes bancos num mercado secundário. "Mesmo que os grandes bancos, como Santander e Citibank prometam manter suas linhas ao Brasil, será difícil restaurar a liquidez desse mercado sem a participação dos bancos de médio e pequeno portes dos Estados Unidos e da Europa", disse o vice-presidente de um banco norte-americano que opera no financiamento ao comércio exterior em países da América Latina. "Os bancos menores estão bastante nervosos e estão cortando suas linhas, ou melhor, não estão mais renovando linhas que estão vencendo e sendo pagas". De acordo com um executivo de uma instituição européia que também atua no mercado secundário de linhas de crédito ao comércio exterior, muitos desses bancos sofreram pesadas perdas na Argentina e não estão dispostos a apostar no Brasil. Além disso, ressaltou esse executivo, como esses bancos menores não emprestam diretamente para o exportador brasileiro (e sim via repasses dos contratos pelos grandes bancos no mercado secundário), não há a hesitação de não renovar as linhas para preservar a relação com o cliente. "Como não temos essa coisa de preservar relação com cliente, porque não emprestamos diretamente, simplesmente é mais fácil não renovar o crédito. Há casos em que a linha é dada diretamente a uma empresa no Brasil, mas isso é minoria, pois não temos a capacidade de geração de negócios como os grandes bancos", afirmou. Segundo esse executivo, por conta da inexistência do contato direto com as empresas ou exportadores no Brasil, esses bancos menores dos Estados Unidos e da Europa não sofrem as pressões econômicas e políticas que há sobre os grandes bancos comerciais. "Quando não queremos mais renovar uma linha de crédito para o exportador, não vamos receber uma ligação do ministro Malan, fazendo pressão para mantermos o crédito", disse. E, nos casos em que as linhas são renovadas, o custo subiu bastante. "Há um ano, um exportador brasileiro pagaria por uma linha de um ano o equivalente a Libor (taxa interbancária do mercado de Londres) mais 1%. Há duas ou três semanas, esse custo estava em Libor mais 4%. O que, para o nosso mercado, é um salto grande", disse. Os executivos desses bancos concordam que o Brasil deverá sair das reuniões da próxima segunda-feira com pelo menos um compromisso dos grandes bancos. "Mas a liquidez do mercado secundário aqui em Nova York e na Europa de linhas de comércio exterior continuará bastante reduzida. E os grandes bancos precisam do mercado secundário para dar volume a essas linhas", afirmou.

Ao contrário dos grandes bancos comerciais, as instituições de médio e pequeno portes dos Estados Unidos e da Europa não devem manter as linhas de crédito de comércio exterior ao Brasil. Esses bancos menores não vão participar das reuniões marcadas para segunda-feira com o ministro da Fazenda, Pedro Malan, e o presidente do Banco Central, Armínio Fraga. Contudo, são esses bancos que dão liquidez ao mercado de linhas de comércio exterior, geralmente créditos de seis meses e um ano de prazo, negociadas pelos grandes bancos num mercado secundário. "Mesmo que os grandes bancos, como Santander e Citibank prometam manter suas linhas ao Brasil, será difícil restaurar a liquidez desse mercado sem a participação dos bancos de médio e pequeno portes dos Estados Unidos e da Europa", disse o vice-presidente de um banco norte-americano que opera no financiamento ao comércio exterior em países da América Latina. "Os bancos menores estão bastante nervosos e estão cortando suas linhas, ou melhor, não estão mais renovando linhas que estão vencendo e sendo pagas". De acordo com um executivo de uma instituição européia que também atua no mercado secundário de linhas de crédito ao comércio exterior, muitos desses bancos sofreram pesadas perdas na Argentina e não estão dispostos a apostar no Brasil. Além disso, ressaltou esse executivo, como esses bancos menores não emprestam diretamente para o exportador brasileiro (e sim via repasses dos contratos pelos grandes bancos no mercado secundário), não há a hesitação de não renovar as linhas para preservar a relação com o cliente. "Como não temos essa coisa de preservar relação com cliente, porque não emprestamos diretamente, simplesmente é mais fácil não renovar o crédito. Há casos em que a linha é dada diretamente a uma empresa no Brasil, mas isso é minoria, pois não temos a capacidade de geração de negócios como os grandes bancos", afirmou. Segundo esse executivo, por conta da inexistência do contato direto com as empresas ou exportadores no Brasil, esses bancos menores dos Estados Unidos e da Europa não sofrem as pressões econômicas e políticas que há sobre os grandes bancos comerciais. "Quando não queremos mais renovar uma linha de crédito para o exportador, não vamos receber uma ligação do ministro Malan, fazendo pressão para mantermos o crédito", disse. E, nos casos em que as linhas são renovadas, o custo subiu bastante. "Há um ano, um exportador brasileiro pagaria por uma linha de um ano o equivalente a Libor (taxa interbancária do mercado de Londres) mais 1%. Há duas ou três semanas, esse custo estava em Libor mais 4%. O que, para o nosso mercado, é um salto grande", disse. Os executivos desses bancos concordam que o Brasil deverá sair das reuniões da próxima segunda-feira com pelo menos um compromisso dos grandes bancos. "Mas a liquidez do mercado secundário aqui em Nova York e na Europa de linhas de comércio exterior continuará bastante reduzida. E os grandes bancos precisam do mercado secundário para dar volume a essas linhas", afirmou.

Ao contrário dos grandes bancos comerciais, as instituições de médio e pequeno portes dos Estados Unidos e da Europa não devem manter as linhas de crédito de comércio exterior ao Brasil. Esses bancos menores não vão participar das reuniões marcadas para segunda-feira com o ministro da Fazenda, Pedro Malan, e o presidente do Banco Central, Armínio Fraga. Contudo, são esses bancos que dão liquidez ao mercado de linhas de comércio exterior, geralmente créditos de seis meses e um ano de prazo, negociadas pelos grandes bancos num mercado secundário. "Mesmo que os grandes bancos, como Santander e Citibank prometam manter suas linhas ao Brasil, será difícil restaurar a liquidez desse mercado sem a participação dos bancos de médio e pequeno portes dos Estados Unidos e da Europa", disse o vice-presidente de um banco norte-americano que opera no financiamento ao comércio exterior em países da América Latina. "Os bancos menores estão bastante nervosos e estão cortando suas linhas, ou melhor, não estão mais renovando linhas que estão vencendo e sendo pagas". De acordo com um executivo de uma instituição européia que também atua no mercado secundário de linhas de crédito ao comércio exterior, muitos desses bancos sofreram pesadas perdas na Argentina e não estão dispostos a apostar no Brasil. Além disso, ressaltou esse executivo, como esses bancos menores não emprestam diretamente para o exportador brasileiro (e sim via repasses dos contratos pelos grandes bancos no mercado secundário), não há a hesitação de não renovar as linhas para preservar a relação com o cliente. "Como não temos essa coisa de preservar relação com cliente, porque não emprestamos diretamente, simplesmente é mais fácil não renovar o crédito. Há casos em que a linha é dada diretamente a uma empresa no Brasil, mas isso é minoria, pois não temos a capacidade de geração de negócios como os grandes bancos", afirmou. Segundo esse executivo, por conta da inexistência do contato direto com as empresas ou exportadores no Brasil, esses bancos menores dos Estados Unidos e da Europa não sofrem as pressões econômicas e políticas que há sobre os grandes bancos comerciais. "Quando não queremos mais renovar uma linha de crédito para o exportador, não vamos receber uma ligação do ministro Malan, fazendo pressão para mantermos o crédito", disse. E, nos casos em que as linhas são renovadas, o custo subiu bastante. "Há um ano, um exportador brasileiro pagaria por uma linha de um ano o equivalente a Libor (taxa interbancária do mercado de Londres) mais 1%. Há duas ou três semanas, esse custo estava em Libor mais 4%. O que, para o nosso mercado, é um salto grande", disse. Os executivos desses bancos concordam que o Brasil deverá sair das reuniões da próxima segunda-feira com pelo menos um compromisso dos grandes bancos. "Mas a liquidez do mercado secundário aqui em Nova York e na Europa de linhas de comércio exterior continuará bastante reduzida. E os grandes bancos precisam do mercado secundário para dar volume a essas linhas", afirmou.

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