Bastidores do mundo dos negócios

Com apetite estrangeiro, JBS, Raízen e Latam buscam bilhões no exterior


Emissões de ‘bonds’ da América Latina realizadas esta semana incluem empresas e governos

Por Cynthia Decloedt (Broadcast) e Altamiro Silva Junior (Broadcast)
Representantes da JBS participam da cerimônia de toque do sino da Bolsa de Valores de Nova York nesta quarta-feira Foto: Aline Bronzati/Estadao

Nem mesmo a escalada do conflito no Oriente Médio no final de semana evitou uma corrida ao mercado de dívida no exterior por emissores latino-americanos. Cinco emissões de bonds da região já foram precificadas nos últimos dois dias, somando US$ 9,2 bilhões, com forte procura. Juntou-se ao grupo a JBS USA, subsidiária da empresa brasileira dos irmãos Batista, levantando US$ 3,5 bilhões ante uma demanda de US$ 16,7 bilhões.

Outras quatro operações devem ter definição de preço amanhã, 26, incluindo a aérea Latam e a Raízen, empresa de energia renovável do Grupo Cosan, que podem levantar cerca de US$ 750 milhões cada. Deve ser precificada também nesta quinta-feira a primeira emissão de bonds de uma província da Argentina, Córdoba, que abriga a cidade de mesmo nome, a segunda maior do país. A expectativa é que Córdoba levante ao menos US$ 500 milhões em bonds.

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Do Brasil, a Sabesp é um dos nomes cotados para aproveitar o momento. A companhia já declarou que tem interesse em acessar o mercado externo, inclusive por meio do chamado blue bond, títulos de dívida que é usado para financiar projetos ligados a água.

Investidor busca ativos fora dos EUA

Banqueiros ouvidos pela Coluna afirmam que o crescimento nas ofertas nos últimos dias reflete uma realocação das carteiras de grandes investidores institucionais, que buscam ativos mais atraentes fora dos Estados Unidos. Do universo de alocações feitas em ações no mundo, 67% está nas bolsas norte-americanas e qualquer realocação tem reflexo enorme em outros países, disse um banqueiro. Prova disso é que também México e Peru tiveram registros nos livros de ordens de US$ 16,5 bilhões e US$ 12,5 bilhões em demanda para emissões externas, respectivamente.

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Os emissores, por sua vez, aproveitam as oportunidades que aparecem já que a visibilidade de cenário, em meio à piora geopolítica e declarações de Donald Trump, não têm tido duração superior a 24 horas, comentou um banqueiro. Além disso, há o feriado de 4 de julho nos Estados Unidos na próxima semana, antecipando captações para esta semana.

Emissores da América Latina também estão buscando o mercado europeu, caso do Chile, que fez ontem uma captação de 1 bilhão de euros, e do Uruguai, que pode precificar nesta quinta-feira uma emissão em francos suíços.

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Esta notícia foi publicada no Broadcast+ no dia 25/06/2025, às 18:11.

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Representantes da JBS participam da cerimônia de toque do sino da Bolsa de Valores de Nova York nesta quarta-feira Foto: Aline Bronzati/Estadao

Nem mesmo a escalada do conflito no Oriente Médio no final de semana evitou uma corrida ao mercado de dívida no exterior por emissores latino-americanos. Cinco emissões de bonds da região já foram precificadas nos últimos dois dias, somando US$ 9,2 bilhões, com forte procura. Juntou-se ao grupo a JBS USA, subsidiária da empresa brasileira dos irmãos Batista, levantando US$ 3,5 bilhões ante uma demanda de US$ 16,7 bilhões.

Outras quatro operações devem ter definição de preço amanhã, 26, incluindo a aérea Latam e a Raízen, empresa de energia renovável do Grupo Cosan, que podem levantar cerca de US$ 750 milhões cada. Deve ser precificada também nesta quinta-feira a primeira emissão de bonds de uma província da Argentina, Córdoba, que abriga a cidade de mesmo nome, a segunda maior do país. A expectativa é que Córdoba levante ao menos US$ 500 milhões em bonds.

Do Brasil, a Sabesp é um dos nomes cotados para aproveitar o momento. A companhia já declarou que tem interesse em acessar o mercado externo, inclusive por meio do chamado blue bond, títulos de dívida que é usado para financiar projetos ligados a água.

Investidor busca ativos fora dos EUA

Banqueiros ouvidos pela Coluna afirmam que o crescimento nas ofertas nos últimos dias reflete uma realocação das carteiras de grandes investidores institucionais, que buscam ativos mais atraentes fora dos Estados Unidos. Do universo de alocações feitas em ações no mundo, 67% está nas bolsas norte-americanas e qualquer realocação tem reflexo enorme em outros países, disse um banqueiro. Prova disso é que também México e Peru tiveram registros nos livros de ordens de US$ 16,5 bilhões e US$ 12,5 bilhões em demanda para emissões externas, respectivamente.

Os emissores, por sua vez, aproveitam as oportunidades que aparecem já que a visibilidade de cenário, em meio à piora geopolítica e declarações de Donald Trump, não têm tido duração superior a 24 horas, comentou um banqueiro. Além disso, há o feriado de 4 de julho nos Estados Unidos na próxima semana, antecipando captações para esta semana.

Emissores da América Latina também estão buscando o mercado europeu, caso do Chile, que fez ontem uma captação de 1 bilhão de euros, e do Uruguai, que pode precificar nesta quinta-feira uma emissão em francos suíços.

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Nem mesmo a escalada do conflito no Oriente Médio no final de semana evitou uma corrida ao mercado de dívida no exterior por emissores latino-americanos. Cinco emissões de bonds da região já foram precificadas nos últimos dois dias, somando US$ 9,2 bilhões, com forte procura. Juntou-se ao grupo a JBS USA, subsidiária da empresa brasileira dos irmãos Batista, levantando US$ 3,5 bilhões ante uma demanda de US$ 16,7 bilhões.

Outras quatro operações devem ter definição de preço amanhã, 26, incluindo a aérea Latam e a Raízen, empresa de energia renovável do Grupo Cosan, que podem levantar cerca de US$ 750 milhões cada. Deve ser precificada também nesta quinta-feira a primeira emissão de bonds de uma província da Argentina, Córdoba, que abriga a cidade de mesmo nome, a segunda maior do país. A expectativa é que Córdoba levante ao menos US$ 500 milhões em bonds.

Do Brasil, a Sabesp é um dos nomes cotados para aproveitar o momento. A companhia já declarou que tem interesse em acessar o mercado externo, inclusive por meio do chamado blue bond, títulos de dívida que é usado para financiar projetos ligados a água.

Investidor busca ativos fora dos EUA

Banqueiros ouvidos pela Coluna afirmam que o crescimento nas ofertas nos últimos dias reflete uma realocação das carteiras de grandes investidores institucionais, que buscam ativos mais atraentes fora dos Estados Unidos. Do universo de alocações feitas em ações no mundo, 67% está nas bolsas norte-americanas e qualquer realocação tem reflexo enorme em outros países, disse um banqueiro. Prova disso é que também México e Peru tiveram registros nos livros de ordens de US$ 16,5 bilhões e US$ 12,5 bilhões em demanda para emissões externas, respectivamente.

Os emissores, por sua vez, aproveitam as oportunidades que aparecem já que a visibilidade de cenário, em meio à piora geopolítica e declarações de Donald Trump, não têm tido duração superior a 24 horas, comentou um banqueiro. Além disso, há o feriado de 4 de julho nos Estados Unidos na próxima semana, antecipando captações para esta semana.

Emissores da América Latina também estão buscando o mercado europeu, caso do Chile, que fez ontem uma captação de 1 bilhão de euros, e do Uruguai, que pode precificar nesta quinta-feira uma emissão em francos suíços.

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