Opinião|Eleições presidenciais e a Bolsa de Valores: volatilidade não irá faltar


À medida que o cenário eleitoral fique mais cristalino, preço dos ativos incorporará novas matrizes de risco

Por Fernando Dal-Ri Murcia (Professor da FEA/USP)
Atualização:

Apesar de ainda estarmos distantes das eleições presidenciais, acontecimentos recentes demonstram que os agentes econômicos já começam a incorporar o principal evento que deve ditar o preço dos ativos financeiros no Brasil este ano.

No contexto dos mercados de bolsa, é comum que investidores e especuladores em geral busquem antecipar cenários atribuindo-lhes probabilidades. No jargão, costuma-se dizer que o mercado “precifica antes”. Isso porque aquele que consegue antecipar um cenário, um evento ou uma tendência – posicionando-se no ativo primeiro – tende a obter ganhos acima da média (anormais). Assim, agentes tentam “prever o futuro” e, naturalmente, ganhar dinheiro com isso.

De certa forma, pode-se dizer que o mercado é apolítico. Essa afirmação parece contraditória na medida em que grande parte dos seus agentes são defensores de uma agenda liberal na economia. Adicionalmente, é fato que o aumento da probabilidade de vitória de um candidato que se comprometa a endereçar os problemas fiscais do Brasil a partir de 2027 terá reflexos positivos na Bolsa, mais precisamente:

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  1. Aumento do valor das ações;
  2. Valorização do real perante o dólar norte-americano e;
  3. Redução dos juros futuros, qual seja, o “fechamento da curva”.
Painel na Bolsa de Valores de São Paulo  Foto: Taba Benedicto/Estadão

Contudo, a afirmação de que o mercado é de “direita” precisa ser devidamente contextualizada. Inicialmente, tem-se a falsa impressão de que o mercado é uma entidade única, em que todos combinam o jogo.

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Nada mais equivocado, pois trata-se de uma grande “feira” em que compradores e vendedores processam informações, analisam cenários e buscam tirar dinheiro uns dos outros. O mercado brasileiro, por sua vez, sofre grande influência de investidores internacionais. Atualmente, grande parte do volume financeiro da Bolsa decorre de transações realizadas por robôs.

Perceba-se, ainda, que para cada transação celebrada, existe um comprador e um vendedor. De forma muitíssimo simplificada, quem comprou aposta que vai subir e quem vendeu acredita que o preço do ativo irá cair; o chamado wishful thinking não possui espaço nas mesas de operação.

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À medida que o cenário eleitoral fique mais cristalino e os resultados das pesquisas eleitorais demonstrem as chances reais de cada candidato a presidente, o preço dos ativos financeiros passará a incorporar as novas matrizes de risco. Uma coisa é certa: volatilidade não irá faltar.

Apesar de ainda estarmos distantes das eleições presidenciais, acontecimentos recentes demonstram que os agentes econômicos já começam a incorporar o principal evento que deve ditar o preço dos ativos financeiros no Brasil este ano.

No contexto dos mercados de bolsa, é comum que investidores e especuladores em geral busquem antecipar cenários atribuindo-lhes probabilidades. No jargão, costuma-se dizer que o mercado “precifica antes”. Isso porque aquele que consegue antecipar um cenário, um evento ou uma tendência – posicionando-se no ativo primeiro – tende a obter ganhos acima da média (anormais). Assim, agentes tentam “prever o futuro” e, naturalmente, ganhar dinheiro com isso.

De certa forma, pode-se dizer que o mercado é apolítico. Essa afirmação parece contraditória na medida em que grande parte dos seus agentes são defensores de uma agenda liberal na economia. Adicionalmente, é fato que o aumento da probabilidade de vitória de um candidato que se comprometa a endereçar os problemas fiscais do Brasil a partir de 2027 terá reflexos positivos na Bolsa, mais precisamente:

  1. Aumento do valor das ações;
  2. Valorização do real perante o dólar norte-americano e;
  3. Redução dos juros futuros, qual seja, o “fechamento da curva”.
Painel na Bolsa de Valores de São Paulo  Foto: Taba Benedicto/Estadão

Contudo, a afirmação de que o mercado é de “direita” precisa ser devidamente contextualizada. Inicialmente, tem-se a falsa impressão de que o mercado é uma entidade única, em que todos combinam o jogo.

Nada mais equivocado, pois trata-se de uma grande “feira” em que compradores e vendedores processam informações, analisam cenários e buscam tirar dinheiro uns dos outros. O mercado brasileiro, por sua vez, sofre grande influência de investidores internacionais. Atualmente, grande parte do volume financeiro da Bolsa decorre de transações realizadas por robôs.

Perceba-se, ainda, que para cada transação celebrada, existe um comprador e um vendedor. De forma muitíssimo simplificada, quem comprou aposta que vai subir e quem vendeu acredita que o preço do ativo irá cair; o chamado wishful thinking não possui espaço nas mesas de operação.

À medida que o cenário eleitoral fique mais cristalino e os resultados das pesquisas eleitorais demonstrem as chances reais de cada candidato a presidente, o preço dos ativos financeiros passará a incorporar as novas matrizes de risco. Uma coisa é certa: volatilidade não irá faltar.

Apesar de ainda estarmos distantes das eleições presidenciais, acontecimentos recentes demonstram que os agentes econômicos já começam a incorporar o principal evento que deve ditar o preço dos ativos financeiros no Brasil este ano.

No contexto dos mercados de bolsa, é comum que investidores e especuladores em geral busquem antecipar cenários atribuindo-lhes probabilidades. No jargão, costuma-se dizer que o mercado “precifica antes”. Isso porque aquele que consegue antecipar um cenário, um evento ou uma tendência – posicionando-se no ativo primeiro – tende a obter ganhos acima da média (anormais). Assim, agentes tentam “prever o futuro” e, naturalmente, ganhar dinheiro com isso.

De certa forma, pode-se dizer que o mercado é apolítico. Essa afirmação parece contraditória na medida em que grande parte dos seus agentes são defensores de uma agenda liberal na economia. Adicionalmente, é fato que o aumento da probabilidade de vitória de um candidato que se comprometa a endereçar os problemas fiscais do Brasil a partir de 2027 terá reflexos positivos na Bolsa, mais precisamente:

  1. Aumento do valor das ações;
  2. Valorização do real perante o dólar norte-americano e;
  3. Redução dos juros futuros, qual seja, o “fechamento da curva”.
Painel na Bolsa de Valores de São Paulo  Foto: Taba Benedicto/Estadão

Contudo, a afirmação de que o mercado é de “direita” precisa ser devidamente contextualizada. Inicialmente, tem-se a falsa impressão de que o mercado é uma entidade única, em que todos combinam o jogo.

Nada mais equivocado, pois trata-se de uma grande “feira” em que compradores e vendedores processam informações, analisam cenários e buscam tirar dinheiro uns dos outros. O mercado brasileiro, por sua vez, sofre grande influência de investidores internacionais. Atualmente, grande parte do volume financeiro da Bolsa decorre de transações realizadas por robôs.

Perceba-se, ainda, que para cada transação celebrada, existe um comprador e um vendedor. De forma muitíssimo simplificada, quem comprou aposta que vai subir e quem vendeu acredita que o preço do ativo irá cair; o chamado wishful thinking não possui espaço nas mesas de operação.

À medida que o cenário eleitoral fique mais cristalino e os resultados das pesquisas eleitorais demonstrem as chances reais de cada candidato a presidente, o preço dos ativos financeiros passará a incorporar as novas matrizes de risco. Uma coisa é certa: volatilidade não irá faltar.

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