Embaixador dos EUA diz que missão de empresários que negociará tarifaço deveria ser só em setembro


Para Gabriel Escobar, comitiva brasileira teria resultados mais efetivos se acontecesse mais à frente, por conta das férias em agosto naquele país

Por Cristiane Barbieri
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Diplomata diz que não há canal de comunicação com Casa Branca azeitado para que chegue a versão do Brasil a Trump

A missão comercial de empresários brasileiros que irão aos Estados Unidos negociar o tarifaço deveria ser postergada, segundo o Encarregado de Negócios e embaixador interino dos Estados Unidos no Brasil, Gabriel Escobar. Isso porque, como o mês de agosto é de férias, seria mais efetivo que a comitiva viajasse em setembro ou outubro àquele país, disse Escobar, em visita ao Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) na tarde da quarta-feira, 23.

Isso significaria, porém, que a tarifa de 50% anunciada pelo presidente americano Donald Trump já estaria em vigor há algum tempo, já que a previsão é que seja efetivada em 1º de agosto.

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Solicitada pelo representante norte-americano, a reunião foi realizada com o presidente do Ibram, Raul Jungmann, e o vice-presidente, Fernando Azevedo, na sede do instituto, em Brasília.

Gabriel Escobar: interesse na política de minerais críticos e estratégicos Foto: Reprodução/Embaixada dos Estados Unidos no Kosovo

Na pauta estava a missão comercial anunciada pelas mineradoras que atuam no Brasil aos EUA e o interesse daquele país em possíveis acordos com o setor mineral brasileiro, principalmente com relação aos minerais críticos e estratégicos.

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Segundo comunicado do Ibram, Escobar demonstrou interesse na Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos em preparação pelo governo brasileiro, bem como iniciativas parlamentares nesse mesmo contexto.

O Ibram ainda discutirá sobre a data da viagem com seus associados.

Apesar de ter sido organizada inicialmente pelo setor de mineração, a comitiva pode abrigar empresários de outros setores, como sugerido pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin.

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“Já tínhamos essa intenção, e o vice-presidente apoiou a ideia do setor privado brasileiro conversar com o setor privado nos EUA e, havendo disposição, também com o Congresso e o governo norte-americano”, afirmou Jungmann na segunda-feira, 21.

De acordo com Jungmann, apesar de o cenário em relação à sobretaxa ainda estar bastante incerto, as empresas “ficam no aguardo mas vão tomando providências”. Isso porque há um fluxo de produção, logística e contratual que precisa ser respeitado e que tem impactado cada empresa de forma diferente.

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No caso da mineração, os EUA respondem por 20% das importações e 3,5% das exportações do setor. “Principalmente as importações geram grande preocupação”, disse o executivo. Isso por conta da perspectiva de reciprocidade, que pode encarecer custos da área. Além de minério, o setor importa máquinas pesadas, como caminhões acima de 100 toneladas de capacidade de carga, escavadeiras e carregadeiras, moinhos e outros equipamentos de grandes dimensões.

Cada setor tem cartas que pode levar à mesa para as negociações. No caso da mineração, por exemplo, a produção de terras raras, essenciais à tecnologia, inovação e defesa, vinha sendo negociado pelo governo Biden e também interessa a Trump. “O interesse dos EUA permanece em minerais críticos estratégicos”, afirmou o executivo na segunda-feira.

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Diplomata diz que não há canal de comunicação com Casa Branca azeitado para que chegue a versão do Brasil a Trump

A missão comercial de empresários brasileiros que irão aos Estados Unidos negociar o tarifaço deveria ser postergada, segundo o Encarregado de Negócios e embaixador interino dos Estados Unidos no Brasil, Gabriel Escobar. Isso porque, como o mês de agosto é de férias, seria mais efetivo que a comitiva viajasse em setembro ou outubro àquele país, disse Escobar, em visita ao Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) na tarde da quarta-feira, 23.

Isso significaria, porém, que a tarifa de 50% anunciada pelo presidente americano Donald Trump já estaria em vigor há algum tempo, já que a previsão é que seja efetivada em 1º de agosto.

Solicitada pelo representante norte-americano, a reunião foi realizada com o presidente do Ibram, Raul Jungmann, e o vice-presidente, Fernando Azevedo, na sede do instituto, em Brasília.

Gabriel Escobar: interesse na política de minerais críticos e estratégicos Foto: Reprodução/Embaixada dos Estados Unidos no Kosovo

Na pauta estava a missão comercial anunciada pelas mineradoras que atuam no Brasil aos EUA e o interesse daquele país em possíveis acordos com o setor mineral brasileiro, principalmente com relação aos minerais críticos e estratégicos.

Segundo comunicado do Ibram, Escobar demonstrou interesse na Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos em preparação pelo governo brasileiro, bem como iniciativas parlamentares nesse mesmo contexto.

O Ibram ainda discutirá sobre a data da viagem com seus associados.

Apesar de ter sido organizada inicialmente pelo setor de mineração, a comitiva pode abrigar empresários de outros setores, como sugerido pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin.

“Já tínhamos essa intenção, e o vice-presidente apoiou a ideia do setor privado brasileiro conversar com o setor privado nos EUA e, havendo disposição, também com o Congresso e o governo norte-americano”, afirmou Jungmann na segunda-feira, 21.

De acordo com Jungmann, apesar de o cenário em relação à sobretaxa ainda estar bastante incerto, as empresas “ficam no aguardo mas vão tomando providências”. Isso porque há um fluxo de produção, logística e contratual que precisa ser respeitado e que tem impactado cada empresa de forma diferente.

No caso da mineração, os EUA respondem por 20% das importações e 3,5% das exportações do setor. “Principalmente as importações geram grande preocupação”, disse o executivo. Isso por conta da perspectiva de reciprocidade, que pode encarecer custos da área. Além de minério, o setor importa máquinas pesadas, como caminhões acima de 100 toneladas de capacidade de carga, escavadeiras e carregadeiras, moinhos e outros equipamentos de grandes dimensões.

Cada setor tem cartas que pode levar à mesa para as negociações. No caso da mineração, por exemplo, a produção de terras raras, essenciais à tecnologia, inovação e defesa, vinha sendo negociado pelo governo Biden e também interessa a Trump. “O interesse dos EUA permanece em minerais críticos estratégicos”, afirmou o executivo na segunda-feira.

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Diplomata diz que não há canal de comunicação com Casa Branca azeitado para que chegue a versão do Brasil a Trump

A missão comercial de empresários brasileiros que irão aos Estados Unidos negociar o tarifaço deveria ser postergada, segundo o Encarregado de Negócios e embaixador interino dos Estados Unidos no Brasil, Gabriel Escobar. Isso porque, como o mês de agosto é de férias, seria mais efetivo que a comitiva viajasse em setembro ou outubro àquele país, disse Escobar, em visita ao Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) na tarde da quarta-feira, 23.

Isso significaria, porém, que a tarifa de 50% anunciada pelo presidente americano Donald Trump já estaria em vigor há algum tempo, já que a previsão é que seja efetivada em 1º de agosto.

Solicitada pelo representante norte-americano, a reunião foi realizada com o presidente do Ibram, Raul Jungmann, e o vice-presidente, Fernando Azevedo, na sede do instituto, em Brasília.

Gabriel Escobar: interesse na política de minerais críticos e estratégicos Foto: Reprodução/Embaixada dos Estados Unidos no Kosovo

Na pauta estava a missão comercial anunciada pelas mineradoras que atuam no Brasil aos EUA e o interesse daquele país em possíveis acordos com o setor mineral brasileiro, principalmente com relação aos minerais críticos e estratégicos.

Segundo comunicado do Ibram, Escobar demonstrou interesse na Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos em preparação pelo governo brasileiro, bem como iniciativas parlamentares nesse mesmo contexto.

O Ibram ainda discutirá sobre a data da viagem com seus associados.

Apesar de ter sido organizada inicialmente pelo setor de mineração, a comitiva pode abrigar empresários de outros setores, como sugerido pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin.

“Já tínhamos essa intenção, e o vice-presidente apoiou a ideia do setor privado brasileiro conversar com o setor privado nos EUA e, havendo disposição, também com o Congresso e o governo norte-americano”, afirmou Jungmann na segunda-feira, 21.

De acordo com Jungmann, apesar de o cenário em relação à sobretaxa ainda estar bastante incerto, as empresas “ficam no aguardo mas vão tomando providências”. Isso porque há um fluxo de produção, logística e contratual que precisa ser respeitado e que tem impactado cada empresa de forma diferente.

No caso da mineração, os EUA respondem por 20% das importações e 3,5% das exportações do setor. “Principalmente as importações geram grande preocupação”, disse o executivo. Isso por conta da perspectiva de reciprocidade, que pode encarecer custos da área. Além de minério, o setor importa máquinas pesadas, como caminhões acima de 100 toneladas de capacidade de carga, escavadeiras e carregadeiras, moinhos e outros equipamentos de grandes dimensões.

Cada setor tem cartas que pode levar à mesa para as negociações. No caso da mineração, por exemplo, a produção de terras raras, essenciais à tecnologia, inovação e defesa, vinha sendo negociado pelo governo Biden e também interessa a Trump. “O interesse dos EUA permanece em minerais críticos estratégicos”, afirmou o executivo na segunda-feira.

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