Taxa de desemprego fica em 6,2% no trimestre encerrado em maio


No trimestre móvel até abril, taxa de desocupação estava em 6,6%, segundo o IBGE

Por Daniela Amorim (Broadcast)
Atualização:

RIO - O mercado de trabalho no País mantém-se aquecido e resiliente. A taxa de desemprego caiu de 6,6% no trimestre móvel terminado em abril para 6,2% no trimestre encerrado em maio, patamar mais baixo para o período em toda a série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), iniciada em 2012 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O rendimento médio de quem está trabalhando alcançou um recorde de R$ 3.457. Com a ocupação e a renda fortes, a massa de salários em circulação na economia renovou o ápice da série, totalizando R$ 354,605 bilhões no trimestre terminado em maio.

A pesquisa trouxe dados fortes, que indicam uma dinâmica positiva do mercado de trabalho, avaliou a economista Claudia Moreno, do C6 Bank, em comentário.

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“De maneira geral, o cenário é de um mercado de trabalho bastante aquecido, com renda em alta”, lembrou Moreno, prevendo que a taxa de desemprego encerre o ano em 5,5%. “Esse crescimento do nível de ocupação também deve ajudar a estimular a atividade econômica, embora dificulte o controle da inflação, especialmente a de serviços.”

Renda média real do trabalhador foi de R$ 3.457 no trimestre encerrado em maio, segundo o IBGE Foto: Nilton Fukuda/Estadão

O resultado mostra que a taxa de desemprego desceu bem próximo ao piso histórico de 6,1% registrado no trimestre até novembro de 2024. Terminado o período de demissões de trabalhadores temporários, a série histórica da Pnad Contínua indica uma tendência sazonal de estabilidade na taxa de desocupação nessa época do ano, apontou William Kratochwill, analista da pesquisa do IBGE. Porém, o resultado mostrou mais fôlego do emprego, uma vez que “a economia está seguindo um bom caminho”.

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“Nesse trimestre normalmente temos taxa estável ou de queda”, disse Kratochwill. “Com a economia fluindo bem como tem fluído nos últimos trimestres, temos a taxa que é praticamente igual ao último trimestre do ano anterior. Temos o mercado aquecido, com resistência aos problemas externos.”

Questionado sobre o fato de a taxa de desemprego ter descido já em maio ao segundo menor patamar da série histórica, mesmo nível registrado ao fim de 2024, quando sazonalmente o desemprego costuma ser mais baixo no ano, Kratochwill vê influência do bom desempenho da atividade econômica.

“O esperado era que a taxa fosse muito parecida com o trimestre anterior, porque historicamente é o que acontece”, lembrou. “O mercado de trabalho em si está numa situação melhor do que esteve nos últimos dez anos”, resumiu.

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Por ora, ele não vê impacto da atual política monetária contracionista sobre o mercado de trabalho.

“Observando os dados, está claro que o mercado de trabalho continua avançando, continua resistindo a essa medida”, afirmou. “Os efeitos que podem ter da política monetária são diversos, tem várias linhas de pensamento, cada uma pode dar uma indicação. Aqui os dados não nos permitem fazer essa previsão futura. (...) Mas até hoje a indicação é que o mercado de trabalho está indo bem.”

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Segundo cálculos do pesquisador Marcos Hecksher, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a taxa de desemprego caiu no mês de maio ao menor patamar da série histórica, para 5,8%, se mensalizada e tendo descontadas as influências sazonais.

“Foi a primeira vez, na série histórica de 13 anos e 5 meses da Pnad Contínua, em que a taxa de desemprego mensalizada com ajuste sazonal ficou abaixo de 6%”, frisou Hecksher.

Em apenas um trimestre, houve contratação de mais 1,207 milhão de trabalhadores, levando a população ocupada a 103,869 milhões de pessoas no trimestre terminado em maio. O emprego avançou majoritariamente via formalidade, devido a novos recordes no número de pessoas trabalhando com carteira assinada no setor privado e no trabalho por conta própria com CNPJ.

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O total de desempregados diminuiu 8,6% em maio ante fevereiro, menos 644 mil pessoas em busca de uma vaga, somando 6,828 milhões à procura de trabalho. Caso mantenha a atual tendência de redução no número de desocupados, desalentados e subutilizados, o País caminhará para o pleno emprego, avaliou William Kratochwill.

“Estamos caminhando para um pleno emprego, seja lá qual for a taxa de pleno emprego para o Brasil”, disse ele. “Para o pleno emprego não basta olhar a taxa de desocupação. A questão do pleno emprego envolve um pouco mais, analisando não só desocupados, tem que olhar também trabalhadores fora do mercado de trabalho, trabalhadores potenciais, desalentados. Está diminuindo esse contingente”, lembrou.

A população desalentada - que não busca emprego por acreditar que não conseguiria uma oportunidade, por exemplo - diminuiu 10,6% em um trimestre, menos 344 mil pessoas, para um total de 2,892 milhões, menor contingente desde 2016. Segundo Kratochwill, a queda no desalento decorre da própria melhora consistente das condições do mercado de trabalho. As oportunidades geradas pelo aumento da ocupação acabam sendo percebidas pelas pessoas que estavam desmotivadas, justificou.

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Com mais pessoas trabalhando, a massa de renda em circulação na economia aumentou em R$ 19,435 bilhões no período de um ano. Na comparação com o trimestre terminado em fevereiro de 2025, a massa de renda real cresceu em R$ 6,153 bilhões.

O rendimento médio dos trabalhadores ocupados teve uma alta real de 0,4% na comparação com o trimestre até fevereiro, R$ 15 a mais. Em relação ao trimestre encerrado em maio de 2024, a renda média real de todos os trabalhadores ocupados subiu 3,1%, R$ 103 a mais.

“Como o mercado de trabalho está aquecido e temos um estoque de pessoas que vai se esvaindo com crescimento do mercado de trabalho, as possibilidades passam a diminuir. Então se o empresário quer contratar alguém com mais capacidade e mais produtividade, ele tem que aumentar o salário. Os trabalhadores ganham poder de barganha em relação ao salário atual”, justificou William Kratochwill.

RIO - O mercado de trabalho no País mantém-se aquecido e resiliente. A taxa de desemprego caiu de 6,6% no trimestre móvel terminado em abril para 6,2% no trimestre encerrado em maio, patamar mais baixo para o período em toda a série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), iniciada em 2012 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O rendimento médio de quem está trabalhando alcançou um recorde de R$ 3.457. Com a ocupação e a renda fortes, a massa de salários em circulação na economia renovou o ápice da série, totalizando R$ 354,605 bilhões no trimestre terminado em maio.

A pesquisa trouxe dados fortes, que indicam uma dinâmica positiva do mercado de trabalho, avaliou a economista Claudia Moreno, do C6 Bank, em comentário.

“De maneira geral, o cenário é de um mercado de trabalho bastante aquecido, com renda em alta”, lembrou Moreno, prevendo que a taxa de desemprego encerre o ano em 5,5%. “Esse crescimento do nível de ocupação também deve ajudar a estimular a atividade econômica, embora dificulte o controle da inflação, especialmente a de serviços.”

Renda média real do trabalhador foi de R$ 3.457 no trimestre encerrado em maio, segundo o IBGE Foto: Nilton Fukuda/Estadão

O resultado mostra que a taxa de desemprego desceu bem próximo ao piso histórico de 6,1% registrado no trimestre até novembro de 2024. Terminado o período de demissões de trabalhadores temporários, a série histórica da Pnad Contínua indica uma tendência sazonal de estabilidade na taxa de desocupação nessa época do ano, apontou William Kratochwill, analista da pesquisa do IBGE. Porém, o resultado mostrou mais fôlego do emprego, uma vez que “a economia está seguindo um bom caminho”.

“Nesse trimestre normalmente temos taxa estável ou de queda”, disse Kratochwill. “Com a economia fluindo bem como tem fluído nos últimos trimestres, temos a taxa que é praticamente igual ao último trimestre do ano anterior. Temos o mercado aquecido, com resistência aos problemas externos.”

Questionado sobre o fato de a taxa de desemprego ter descido já em maio ao segundo menor patamar da série histórica, mesmo nível registrado ao fim de 2024, quando sazonalmente o desemprego costuma ser mais baixo no ano, Kratochwill vê influência do bom desempenho da atividade econômica.

“O esperado era que a taxa fosse muito parecida com o trimestre anterior, porque historicamente é o que acontece”, lembrou. “O mercado de trabalho em si está numa situação melhor do que esteve nos últimos dez anos”, resumiu.

Por ora, ele não vê impacto da atual política monetária contracionista sobre o mercado de trabalho.

“Observando os dados, está claro que o mercado de trabalho continua avançando, continua resistindo a essa medida”, afirmou. “Os efeitos que podem ter da política monetária são diversos, tem várias linhas de pensamento, cada uma pode dar uma indicação. Aqui os dados não nos permitem fazer essa previsão futura. (...) Mas até hoje a indicação é que o mercado de trabalho está indo bem.”

Segundo cálculos do pesquisador Marcos Hecksher, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a taxa de desemprego caiu no mês de maio ao menor patamar da série histórica, para 5,8%, se mensalizada e tendo descontadas as influências sazonais.

“Foi a primeira vez, na série histórica de 13 anos e 5 meses da Pnad Contínua, em que a taxa de desemprego mensalizada com ajuste sazonal ficou abaixo de 6%”, frisou Hecksher.

Em apenas um trimestre, houve contratação de mais 1,207 milhão de trabalhadores, levando a população ocupada a 103,869 milhões de pessoas no trimestre terminado em maio. O emprego avançou majoritariamente via formalidade, devido a novos recordes no número de pessoas trabalhando com carteira assinada no setor privado e no trabalho por conta própria com CNPJ.

O total de desempregados diminuiu 8,6% em maio ante fevereiro, menos 644 mil pessoas em busca de uma vaga, somando 6,828 milhões à procura de trabalho. Caso mantenha a atual tendência de redução no número de desocupados, desalentados e subutilizados, o País caminhará para o pleno emprego, avaliou William Kratochwill.

“Estamos caminhando para um pleno emprego, seja lá qual for a taxa de pleno emprego para o Brasil”, disse ele. “Para o pleno emprego não basta olhar a taxa de desocupação. A questão do pleno emprego envolve um pouco mais, analisando não só desocupados, tem que olhar também trabalhadores fora do mercado de trabalho, trabalhadores potenciais, desalentados. Está diminuindo esse contingente”, lembrou.

A população desalentada - que não busca emprego por acreditar que não conseguiria uma oportunidade, por exemplo - diminuiu 10,6% em um trimestre, menos 344 mil pessoas, para um total de 2,892 milhões, menor contingente desde 2016. Segundo Kratochwill, a queda no desalento decorre da própria melhora consistente das condições do mercado de trabalho. As oportunidades geradas pelo aumento da ocupação acabam sendo percebidas pelas pessoas que estavam desmotivadas, justificou.

Com mais pessoas trabalhando, a massa de renda em circulação na economia aumentou em R$ 19,435 bilhões no período de um ano. Na comparação com o trimestre terminado em fevereiro de 2025, a massa de renda real cresceu em R$ 6,153 bilhões.

O rendimento médio dos trabalhadores ocupados teve uma alta real de 0,4% na comparação com o trimestre até fevereiro, R$ 15 a mais. Em relação ao trimestre encerrado em maio de 2024, a renda média real de todos os trabalhadores ocupados subiu 3,1%, R$ 103 a mais.

“Como o mercado de trabalho está aquecido e temos um estoque de pessoas que vai se esvaindo com crescimento do mercado de trabalho, as possibilidades passam a diminuir. Então se o empresário quer contratar alguém com mais capacidade e mais produtividade, ele tem que aumentar o salário. Os trabalhadores ganham poder de barganha em relação ao salário atual”, justificou William Kratochwill.

RIO - O mercado de trabalho no País mantém-se aquecido e resiliente. A taxa de desemprego caiu de 6,6% no trimestre móvel terminado em abril para 6,2% no trimestre encerrado em maio, patamar mais baixo para o período em toda a série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), iniciada em 2012 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O rendimento médio de quem está trabalhando alcançou um recorde de R$ 3.457. Com a ocupação e a renda fortes, a massa de salários em circulação na economia renovou o ápice da série, totalizando R$ 354,605 bilhões no trimestre terminado em maio.

A pesquisa trouxe dados fortes, que indicam uma dinâmica positiva do mercado de trabalho, avaliou a economista Claudia Moreno, do C6 Bank, em comentário.

“De maneira geral, o cenário é de um mercado de trabalho bastante aquecido, com renda em alta”, lembrou Moreno, prevendo que a taxa de desemprego encerre o ano em 5,5%. “Esse crescimento do nível de ocupação também deve ajudar a estimular a atividade econômica, embora dificulte o controle da inflação, especialmente a de serviços.”

Renda média real do trabalhador foi de R$ 3.457 no trimestre encerrado em maio, segundo o IBGE Foto: Nilton Fukuda/Estadão

O resultado mostra que a taxa de desemprego desceu bem próximo ao piso histórico de 6,1% registrado no trimestre até novembro de 2024. Terminado o período de demissões de trabalhadores temporários, a série histórica da Pnad Contínua indica uma tendência sazonal de estabilidade na taxa de desocupação nessa época do ano, apontou William Kratochwill, analista da pesquisa do IBGE. Porém, o resultado mostrou mais fôlego do emprego, uma vez que “a economia está seguindo um bom caminho”.

“Nesse trimestre normalmente temos taxa estável ou de queda”, disse Kratochwill. “Com a economia fluindo bem como tem fluído nos últimos trimestres, temos a taxa que é praticamente igual ao último trimestre do ano anterior. Temos o mercado aquecido, com resistência aos problemas externos.”

Questionado sobre o fato de a taxa de desemprego ter descido já em maio ao segundo menor patamar da série histórica, mesmo nível registrado ao fim de 2024, quando sazonalmente o desemprego costuma ser mais baixo no ano, Kratochwill vê influência do bom desempenho da atividade econômica.

“O esperado era que a taxa fosse muito parecida com o trimestre anterior, porque historicamente é o que acontece”, lembrou. “O mercado de trabalho em si está numa situação melhor do que esteve nos últimos dez anos”, resumiu.

Por ora, ele não vê impacto da atual política monetária contracionista sobre o mercado de trabalho.

“Observando os dados, está claro que o mercado de trabalho continua avançando, continua resistindo a essa medida”, afirmou. “Os efeitos que podem ter da política monetária são diversos, tem várias linhas de pensamento, cada uma pode dar uma indicação. Aqui os dados não nos permitem fazer essa previsão futura. (...) Mas até hoje a indicação é que o mercado de trabalho está indo bem.”

Segundo cálculos do pesquisador Marcos Hecksher, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a taxa de desemprego caiu no mês de maio ao menor patamar da série histórica, para 5,8%, se mensalizada e tendo descontadas as influências sazonais.

“Foi a primeira vez, na série histórica de 13 anos e 5 meses da Pnad Contínua, em que a taxa de desemprego mensalizada com ajuste sazonal ficou abaixo de 6%”, frisou Hecksher.

Em apenas um trimestre, houve contratação de mais 1,207 milhão de trabalhadores, levando a população ocupada a 103,869 milhões de pessoas no trimestre terminado em maio. O emprego avançou majoritariamente via formalidade, devido a novos recordes no número de pessoas trabalhando com carteira assinada no setor privado e no trabalho por conta própria com CNPJ.

O total de desempregados diminuiu 8,6% em maio ante fevereiro, menos 644 mil pessoas em busca de uma vaga, somando 6,828 milhões à procura de trabalho. Caso mantenha a atual tendência de redução no número de desocupados, desalentados e subutilizados, o País caminhará para o pleno emprego, avaliou William Kratochwill.

“Estamos caminhando para um pleno emprego, seja lá qual for a taxa de pleno emprego para o Brasil”, disse ele. “Para o pleno emprego não basta olhar a taxa de desocupação. A questão do pleno emprego envolve um pouco mais, analisando não só desocupados, tem que olhar também trabalhadores fora do mercado de trabalho, trabalhadores potenciais, desalentados. Está diminuindo esse contingente”, lembrou.

A população desalentada - que não busca emprego por acreditar que não conseguiria uma oportunidade, por exemplo - diminuiu 10,6% em um trimestre, menos 344 mil pessoas, para um total de 2,892 milhões, menor contingente desde 2016. Segundo Kratochwill, a queda no desalento decorre da própria melhora consistente das condições do mercado de trabalho. As oportunidades geradas pelo aumento da ocupação acabam sendo percebidas pelas pessoas que estavam desmotivadas, justificou.

Com mais pessoas trabalhando, a massa de renda em circulação na economia aumentou em R$ 19,435 bilhões no período de um ano. Na comparação com o trimestre terminado em fevereiro de 2025, a massa de renda real cresceu em R$ 6,153 bilhões.

O rendimento médio dos trabalhadores ocupados teve uma alta real de 0,4% na comparação com o trimestre até fevereiro, R$ 15 a mais. Em relação ao trimestre encerrado em maio de 2024, a renda média real de todos os trabalhadores ocupados subiu 3,1%, R$ 103 a mais.

“Como o mercado de trabalho está aquecido e temos um estoque de pessoas que vai se esvaindo com crescimento do mercado de trabalho, as possibilidades passam a diminuir. Então se o empresário quer contratar alguém com mais capacidade e mais produtividade, ele tem que aumentar o salário. Os trabalhadores ganham poder de barganha em relação ao salário atual”, justificou William Kratochwill.

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