Juros curtos sobem e longos cedem sob influência do exterior


Mercado mantém aposta de que Copom elevará taxa Selic em 0,75 ponto nesta semana

Por Denise Abarca e da Agência Estado

Após uma sexta-feira atribulada no exterior, o mercado de juros brasileiro começou a semana com apetite moderado para os negócios. A trajetória das taxas continuou a ser ditada pelo comportamento das bolsas internacionais, mas o dia não trouxe informações novas sobre a situação fiscal da Europa. Também não houve dados econômicos de impacto nos Estados Unidos. As preocupações sobre o risco soberano na Europa seguem inibindo a busca por ativos mais arriscados, como ações e commodities (matérias-primas).No mercado de juros, o efeito é de leve pressão de alta sobre os contratos futuros de curto prazo, estabilidade nos médios e alívio de prêmios nos longos. O movimento é justificado pela avaliação de que o risco de uma recessão na Europa pode encurtar o ciclo de aperto na Selic (a taxa básica de juros da economia) nos próximos meses. Para a decisão do Copom desta semana, o mercado segue na avaliação de que o Banco Central (BC) vai, mais uma vez, elevar a taxa básica em 0,75 ponto porcentual. Ao término da negociação normal da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o contrato futuro de DI com vencimento em julho de 2010 subia a 9,985%, ante 9,95% no ajuste anterior. Já o contrato futuro de DI com vencimento em outubro de 2010 avançava a 10,63% (cotação máxima do dia), ante 10,58% na sexta-feira. O contrato futuro de DI com vencimento em janeiro de 2011 marcava 10,96%, de 10,92% na sexta-feira. O DI com vencimento em janeiro de 2012 passava para 11,83%, ante 11,81% no ajuste de sexta-feira. Por fim, o contrato de DI com vencimento em janeiro de 2014 projetava 11,99%, de 12,04% na sessão anterior. O susto com as informações sobre a situação fiscal da Hungria no fim da semana passada foi controlado, mas o caso segue exigindo atenção. O governo do país prepara um plano econômico, a ser anunciado amanhã. Os focos serão a meta oficial de déficit no orçamento de 2010, de 3,8% do Produto Interno Bruto (PIB), e o crescimento da economia. O déficit orçamentário da Hungria no período de janeiro a maio deste ano somou 736,2 bilhões florins (US$ 3,08 bilhões), o que corresponde a 84,2% da meta para o déficit em todo o ano. No Brasil, pela manhã, o BC divulgou a pesquisa Focus, que trouxe entre os destaques o recuo das medianas do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2010 e no horizonte 12 meses à frente, de 5,67% para 5,64% e de 4,76% para 4,72%. A mediana do IPCA de 2011 permaneceu em 4,80%. Ao mesmo tempo, a expectativa para o PIB em 2010 subiu de 6,47% para 6,60%.

Após uma sexta-feira atribulada no exterior, o mercado de juros brasileiro começou a semana com apetite moderado para os negócios. A trajetória das taxas continuou a ser ditada pelo comportamento das bolsas internacionais, mas o dia não trouxe informações novas sobre a situação fiscal da Europa. Também não houve dados econômicos de impacto nos Estados Unidos. As preocupações sobre o risco soberano na Europa seguem inibindo a busca por ativos mais arriscados, como ações e commodities (matérias-primas).No mercado de juros, o efeito é de leve pressão de alta sobre os contratos futuros de curto prazo, estabilidade nos médios e alívio de prêmios nos longos. O movimento é justificado pela avaliação de que o risco de uma recessão na Europa pode encurtar o ciclo de aperto na Selic (a taxa básica de juros da economia) nos próximos meses. Para a decisão do Copom desta semana, o mercado segue na avaliação de que o Banco Central (BC) vai, mais uma vez, elevar a taxa básica em 0,75 ponto porcentual. Ao término da negociação normal da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o contrato futuro de DI com vencimento em julho de 2010 subia a 9,985%, ante 9,95% no ajuste anterior. Já o contrato futuro de DI com vencimento em outubro de 2010 avançava a 10,63% (cotação máxima do dia), ante 10,58% na sexta-feira. O contrato futuro de DI com vencimento em janeiro de 2011 marcava 10,96%, de 10,92% na sexta-feira. O DI com vencimento em janeiro de 2012 passava para 11,83%, ante 11,81% no ajuste de sexta-feira. Por fim, o contrato de DI com vencimento em janeiro de 2014 projetava 11,99%, de 12,04% na sessão anterior. O susto com as informações sobre a situação fiscal da Hungria no fim da semana passada foi controlado, mas o caso segue exigindo atenção. O governo do país prepara um plano econômico, a ser anunciado amanhã. Os focos serão a meta oficial de déficit no orçamento de 2010, de 3,8% do Produto Interno Bruto (PIB), e o crescimento da economia. O déficit orçamentário da Hungria no período de janeiro a maio deste ano somou 736,2 bilhões florins (US$ 3,08 bilhões), o que corresponde a 84,2% da meta para o déficit em todo o ano. No Brasil, pela manhã, o BC divulgou a pesquisa Focus, que trouxe entre os destaques o recuo das medianas do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2010 e no horizonte 12 meses à frente, de 5,67% para 5,64% e de 4,76% para 4,72%. A mediana do IPCA de 2011 permaneceu em 4,80%. Ao mesmo tempo, a expectativa para o PIB em 2010 subiu de 6,47% para 6,60%.

Após uma sexta-feira atribulada no exterior, o mercado de juros brasileiro começou a semana com apetite moderado para os negócios. A trajetória das taxas continuou a ser ditada pelo comportamento das bolsas internacionais, mas o dia não trouxe informações novas sobre a situação fiscal da Europa. Também não houve dados econômicos de impacto nos Estados Unidos. As preocupações sobre o risco soberano na Europa seguem inibindo a busca por ativos mais arriscados, como ações e commodities (matérias-primas).No mercado de juros, o efeito é de leve pressão de alta sobre os contratos futuros de curto prazo, estabilidade nos médios e alívio de prêmios nos longos. O movimento é justificado pela avaliação de que o risco de uma recessão na Europa pode encurtar o ciclo de aperto na Selic (a taxa básica de juros da economia) nos próximos meses. Para a decisão do Copom desta semana, o mercado segue na avaliação de que o Banco Central (BC) vai, mais uma vez, elevar a taxa básica em 0,75 ponto porcentual. Ao término da negociação normal da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o contrato futuro de DI com vencimento em julho de 2010 subia a 9,985%, ante 9,95% no ajuste anterior. Já o contrato futuro de DI com vencimento em outubro de 2010 avançava a 10,63% (cotação máxima do dia), ante 10,58% na sexta-feira. O contrato futuro de DI com vencimento em janeiro de 2011 marcava 10,96%, de 10,92% na sexta-feira. O DI com vencimento em janeiro de 2012 passava para 11,83%, ante 11,81% no ajuste de sexta-feira. Por fim, o contrato de DI com vencimento em janeiro de 2014 projetava 11,99%, de 12,04% na sessão anterior. O susto com as informações sobre a situação fiscal da Hungria no fim da semana passada foi controlado, mas o caso segue exigindo atenção. O governo do país prepara um plano econômico, a ser anunciado amanhã. Os focos serão a meta oficial de déficit no orçamento de 2010, de 3,8% do Produto Interno Bruto (PIB), e o crescimento da economia. O déficit orçamentário da Hungria no período de janeiro a maio deste ano somou 736,2 bilhões florins (US$ 3,08 bilhões), o que corresponde a 84,2% da meta para o déficit em todo o ano. No Brasil, pela manhã, o BC divulgou a pesquisa Focus, que trouxe entre os destaques o recuo das medianas do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2010 e no horizonte 12 meses à frente, de 5,67% para 5,64% e de 4,76% para 4,72%. A mediana do IPCA de 2011 permaneceu em 4,80%. Ao mesmo tempo, a expectativa para o PIB em 2010 subiu de 6,47% para 6,60%.

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