A Bolsa de Valores de São Paulo ignora a continuidade do pessimismo em todo o mundo e abre a terça-feira em alta. Na abertura, a Bolsa subia 0,48%, a 48.900 pontos.
Ontem, a Bovespa teve um dia de pânico e se aproximou dos 10% de perdas no pior momento da sessão, à beira de um circuit breaker.O Ibovespa fechou em queda de 8,08%, a 48.668,29 pontos, o menor nível desde abril de 2009. Na mínima da sessão, o Ibovespa atingiu os 47.793 pontos, em queda de 9,74%.
Os investidores seguem receosos de que a economia dos EUA se desacelere com o corte de gastos que o governo terá de fazer. O gatilho para o pânico dos últimos dias foi o rebaixamento da nota de crédito de longo prazo dos títulos americanos pela Standard & Poor's.
O destaque de hoje é a reunião do Federal Reserve - Banco Central dos EUA - para decidir a taxa básica de juros do país. A maioria dos especialistas acredita na manutenção do juro, mas todo o mercado está atento à possibilidade do anúncio de mais uma rodada de afrouxamento quantitativo - medida para dar liquidez aos bancos, em que o BC compra títulos e ativos do mercado e em troca injeta dinheiro na economia.
Na Europa, as bolsas se dividem entre os terrenos positivo e negativo. Londres recua 0,01%, Frankfurt, 1,39% e Madri, 1,32%. Paris sobe 0,15%.
Mais cedo, os mercados asiáticos tiveram forte queda, influenciados pelas baixas no Ocidente na segunda-feira. A alta da inflação ao consumidor na China em 6,5% só acelerou a baixa.
Em Tóquio, o índice Nikkei 225 chegou a cair mais de 4% após a abertura, mas recuperou parte das perdas e encerrou o pregão em baixa de 1,7%, aos 8.944,48 pontos, o nível mais baixo desde 15 de março.