A atividade manufatureira da zona do euro acelerou mais que o esperado em janeiro, indicando que o setor está recuperando força na maior parte da região, com exceção da Grécia. "Os dados também mostram uma tranquilizante melhora na periferia, ao menos no setor manufatureiro, com Irlanda e Itália em particular vendo o crescimento subir mais em janeiro", disse Chris Williamson, do Markit. O índice Markit do setor manufatureiro subiu de 57,1 para 57,3 em janeiro, excedendo a estimativa preliminar de 56,9. As empresas, porém, enfrentaram pressão inflacionária crescente, com os preços de insumos tendo a maior alta desde que a pesquisa começou a ser realizada, em 1997. Isso é mais um sinal de pressões inflacionárias na economia, ampliando as chances de que o Banco Central Europeu (BCE) tenha de elevar os juros antecipadamente. O Markit atribuiu os custos mais altos aos combustíveis, alimentos e metais, e a inflação dos preços finais atingiu a máxima em dois anos e meio -- sugerindo que as empresas conseguiram passar parte dos custos aos consumidores. Janeiro foi o 16o mês em que o índice ficou acima da marca de 50 que separa crescimento de contração, e é a maior leitura desde abril. As oito maiopres economias da zona do euro viram crescimento na indústria manufatureira mês passado, com exceção da Grécia. O núcleo do índice manufatureiro da Alemanha subiu em relação à leitura preliminar de 60,5, mas ficou praticamente estável em relação à máxima em cinco meses atingida em dezembro. O índice da França caiu, com desaceleração na atividade. A Itália teve o primeiro crescimento manufatureiro desde junho de 2006, e a leitura da Espanha alcançou o maior nível desde abril.