Vendas da Páscoa este ano devem aumentar 1,5% em relação a 2018, projeta CNC


Comércio pode chegar a R$ 2,4 bilhões em todo o país; faturamento cresceu 2% no ano passado

Por Redação
Atualização:

RIO - A Páscoa terá este ano a terceira alta consecutiva nas vendas do varejo, segundo pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O aumento previsto é de 1,5% em relação a 2018, quando o faturamento cresceu 2%. As vendas devem atingir R$ 2,4 bilhões em todo o país.

O aumento de 1,5% projetado para o faturamento do varejo na Semana Santa está bem distante da alta de 9,5% registrada em 2010 Foto: Marcio Fernandes / Estadão

O economista-chefe da CNC, Fabio Bentes, disse que a expectativa para a data está condizente com o nível de atividade atual da economia, “com o nível de consumo e com desemprego ainda alto”.

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Ele observou ainda que a Páscoa, que costuma impulsionar o crescimento das vendas do comércio, este ano vai dar um “empurrãozinho muito pequeno, porque o nível de desemprego ainda está muito alto”.

Outro fator que atrapalha as vendas da Semana Santa deste ano é a alta do dólar nos últimos meses. Com isso, produtos como ovos de Páscoa e chocolates em geral, azeite e peixes, ao contrário de 2018, mostram desta vez preços mais altos em razão da moeda americana. “Isso tende a atrapalhar um pouco as vendas da Páscoa”, disse Bentes.

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A semana econômica, com a publicação de informações sobre a atividade econômica em janeiro e a inflação de fevereiro, medida pelo IPCA, parece confirmar que o ano, efetivamente, só começa depois do carnaval.

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O fator principal para o economista-chefe da CNC, contudo, é a dificuldade de retomar a capacidade de consumo no ambiente de desemprego alto. “Acho que isso está por trás desse número decepcionante das vendas de Páscoa”. 

O aumento de 1,5% projetado para o faturamento do varejo na Semana Santa está bem distante da alta de 9,5% registrada em 2010. Ele lembrou que esse era um outro momento da economia, quando o Produto Interno Bruto (PIB) evoluiu 7,5%.

Temporários

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Bentes destacou que a expectativa de crescimento do PIB este ano está em torno de 2% e tende a dar o ritmo da economia. “Com o mercado de trabalho fraco do jeito que está, o comércio paga a conta nas datas comemorativas, por meio de altas bem modestas no faturamento real. E isso acaba atrapalhando até a expectativa de contratação de temporários”, afirmou ele.

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Em meio às primeiras pressôes sobre a reforma da Previdência, com o próprio presidente Jair Bolsonaro dando sinais de que haverá diluição no total de corte de despesas previsto, o IBGE divulgou que a economia cresceu apenas 1,1% em 2018, mantendo o estado de quase recessão em que se encontra há três anos e levando a revisões para baixo na taxa de crescimento de 2019, o que foi reforçado por números fracos do mercado de trabalho em janeiro.

A pesquisa da CNC projeta contratação de 10,7 mil trabalhadores temporários na Páscoa em todo o país, abaixo do número registrado em 2018 (10,8 mil), em razão do ambiente incerto na economia, que acaba fazendo com que o varejista invista pouco em contratações este ano. O salário médio de admissão no varejo deverá ser de R$ 1.267, alta de 5,9% em comparação à última Páscoa.

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O economista explicou que, historicamente, cerca de 12% dos trabalhadores temporários acabam efetivados depois da data em hipermercados e lojas especializadas.

Em termos de vendas, a Páscoa é a quinta data comemorativa mais importante para o varejo nacional e uma das mais prejudicadas pela variação do câmbio. As outras são o Natal, Dia das Mães, Dia dos Namorados e Dia das Crianças. / Agência Brasil

RIO - A Páscoa terá este ano a terceira alta consecutiva nas vendas do varejo, segundo pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O aumento previsto é de 1,5% em relação a 2018, quando o faturamento cresceu 2%. As vendas devem atingir R$ 2,4 bilhões em todo o país.

O aumento de 1,5% projetado para o faturamento do varejo na Semana Santa está bem distante da alta de 9,5% registrada em 2010 Foto: Marcio Fernandes / Estadão

O economista-chefe da CNC, Fabio Bentes, disse que a expectativa para a data está condizente com o nível de atividade atual da economia, “com o nível de consumo e com desemprego ainda alto”.

Ele observou ainda que a Páscoa, que costuma impulsionar o crescimento das vendas do comércio, este ano vai dar um “empurrãozinho muito pequeno, porque o nível de desemprego ainda está muito alto”.

Outro fator que atrapalha as vendas da Semana Santa deste ano é a alta do dólar nos últimos meses. Com isso, produtos como ovos de Páscoa e chocolates em geral, azeite e peixes, ao contrário de 2018, mostram desta vez preços mais altos em razão da moeda americana. “Isso tende a atrapalhar um pouco as vendas da Páscoa”, disse Bentes.

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A semana econômica, com a publicação de informações sobre a atividade econômica em janeiro e a inflação de fevereiro, medida pelo IPCA, parece confirmar que o ano, efetivamente, só começa depois do carnaval.

O fator principal para o economista-chefe da CNC, contudo, é a dificuldade de retomar a capacidade de consumo no ambiente de desemprego alto. “Acho que isso está por trás desse número decepcionante das vendas de Páscoa”. 

O aumento de 1,5% projetado para o faturamento do varejo na Semana Santa está bem distante da alta de 9,5% registrada em 2010. Ele lembrou que esse era um outro momento da economia, quando o Produto Interno Bruto (PIB) evoluiu 7,5%.

Temporários

Bentes destacou que a expectativa de crescimento do PIB este ano está em torno de 2% e tende a dar o ritmo da economia. “Com o mercado de trabalho fraco do jeito que está, o comércio paga a conta nas datas comemorativas, por meio de altas bem modestas no faturamento real. E isso acaba atrapalhando até a expectativa de contratação de temporários”, afirmou ele.

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Em meio às primeiras pressôes sobre a reforma da Previdência, com o próprio presidente Jair Bolsonaro dando sinais de que haverá diluição no total de corte de despesas previsto, o IBGE divulgou que a economia cresceu apenas 1,1% em 2018, mantendo o estado de quase recessão em que se encontra há três anos e levando a revisões para baixo na taxa de crescimento de 2019, o que foi reforçado por números fracos do mercado de trabalho em janeiro.

A pesquisa da CNC projeta contratação de 10,7 mil trabalhadores temporários na Páscoa em todo o país, abaixo do número registrado em 2018 (10,8 mil), em razão do ambiente incerto na economia, que acaba fazendo com que o varejista invista pouco em contratações este ano. O salário médio de admissão no varejo deverá ser de R$ 1.267, alta de 5,9% em comparação à última Páscoa.

O economista explicou que, historicamente, cerca de 12% dos trabalhadores temporários acabam efetivados depois da data em hipermercados e lojas especializadas.

Em termos de vendas, a Páscoa é a quinta data comemorativa mais importante para o varejo nacional e uma das mais prejudicadas pela variação do câmbio. As outras são o Natal, Dia das Mães, Dia dos Namorados e Dia das Crianças. / Agência Brasil

RIO - A Páscoa terá este ano a terceira alta consecutiva nas vendas do varejo, segundo pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O aumento previsto é de 1,5% em relação a 2018, quando o faturamento cresceu 2%. As vendas devem atingir R$ 2,4 bilhões em todo o país.

O aumento de 1,5% projetado para o faturamento do varejo na Semana Santa está bem distante da alta de 9,5% registrada em 2010 Foto: Marcio Fernandes / Estadão

O economista-chefe da CNC, Fabio Bentes, disse que a expectativa para a data está condizente com o nível de atividade atual da economia, “com o nível de consumo e com desemprego ainda alto”.

Ele observou ainda que a Páscoa, que costuma impulsionar o crescimento das vendas do comércio, este ano vai dar um “empurrãozinho muito pequeno, porque o nível de desemprego ainda está muito alto”.

Outro fator que atrapalha as vendas da Semana Santa deste ano é a alta do dólar nos últimos meses. Com isso, produtos como ovos de Páscoa e chocolates em geral, azeite e peixes, ao contrário de 2018, mostram desta vez preços mais altos em razão da moeda americana. “Isso tende a atrapalhar um pouco as vendas da Páscoa”, disse Bentes.

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A semana econômica, com a publicação de informações sobre a atividade econômica em janeiro e a inflação de fevereiro, medida pelo IPCA, parece confirmar que o ano, efetivamente, só começa depois do carnaval.

O fator principal para o economista-chefe da CNC, contudo, é a dificuldade de retomar a capacidade de consumo no ambiente de desemprego alto. “Acho que isso está por trás desse número decepcionante das vendas de Páscoa”. 

O aumento de 1,5% projetado para o faturamento do varejo na Semana Santa está bem distante da alta de 9,5% registrada em 2010. Ele lembrou que esse era um outro momento da economia, quando o Produto Interno Bruto (PIB) evoluiu 7,5%.

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Bentes destacou que a expectativa de crescimento do PIB este ano está em torno de 2% e tende a dar o ritmo da economia. “Com o mercado de trabalho fraco do jeito que está, o comércio paga a conta nas datas comemorativas, por meio de altas bem modestas no faturamento real. E isso acaba atrapalhando até a expectativa de contratação de temporários”, afirmou ele.

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Em meio às primeiras pressôes sobre a reforma da Previdência, com o próprio presidente Jair Bolsonaro dando sinais de que haverá diluição no total de corte de despesas previsto, o IBGE divulgou que a economia cresceu apenas 1,1% em 2018, mantendo o estado de quase recessão em que se encontra há três anos e levando a revisões para baixo na taxa de crescimento de 2019, o que foi reforçado por números fracos do mercado de trabalho em janeiro.

A pesquisa da CNC projeta contratação de 10,7 mil trabalhadores temporários na Páscoa em todo o país, abaixo do número registrado em 2018 (10,8 mil), em razão do ambiente incerto na economia, que acaba fazendo com que o varejista invista pouco em contratações este ano. O salário médio de admissão no varejo deverá ser de R$ 1.267, alta de 5,9% em comparação à última Páscoa.

O economista explicou que, historicamente, cerca de 12% dos trabalhadores temporários acabam efetivados depois da data em hipermercados e lojas especializadas.

Em termos de vendas, a Páscoa é a quinta data comemorativa mais importante para o varejo nacional e uma das mais prejudicadas pela variação do câmbio. As outras são o Natal, Dia das Mães, Dia dos Namorados e Dia das Crianças. / Agência Brasil

RIO - A Páscoa terá este ano a terceira alta consecutiva nas vendas do varejo, segundo pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O aumento previsto é de 1,5% em relação a 2018, quando o faturamento cresceu 2%. As vendas devem atingir R$ 2,4 bilhões em todo o país.

O aumento de 1,5% projetado para o faturamento do varejo na Semana Santa está bem distante da alta de 9,5% registrada em 2010 Foto: Marcio Fernandes / Estadão

O economista-chefe da CNC, Fabio Bentes, disse que a expectativa para a data está condizente com o nível de atividade atual da economia, “com o nível de consumo e com desemprego ainda alto”.

Ele observou ainda que a Páscoa, que costuma impulsionar o crescimento das vendas do comércio, este ano vai dar um “empurrãozinho muito pequeno, porque o nível de desemprego ainda está muito alto”.

Outro fator que atrapalha as vendas da Semana Santa deste ano é a alta do dólar nos últimos meses. Com isso, produtos como ovos de Páscoa e chocolates em geral, azeite e peixes, ao contrário de 2018, mostram desta vez preços mais altos em razão da moeda americana. “Isso tende a atrapalhar um pouco as vendas da Páscoa”, disse Bentes.

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A semana econômica, com a publicação de informações sobre a atividade econômica em janeiro e a inflação de fevereiro, medida pelo IPCA, parece confirmar que o ano, efetivamente, só começa depois do carnaval.

O fator principal para o economista-chefe da CNC, contudo, é a dificuldade de retomar a capacidade de consumo no ambiente de desemprego alto. “Acho que isso está por trás desse número decepcionante das vendas de Páscoa”. 

O aumento de 1,5% projetado para o faturamento do varejo na Semana Santa está bem distante da alta de 9,5% registrada em 2010. Ele lembrou que esse era um outro momento da economia, quando o Produto Interno Bruto (PIB) evoluiu 7,5%.

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