Alphabet, da Google, despenca mais de 13% após balanço; gastos com IA e buscas alertam investidores


Dona do maior site de buscas do mundo ampliou investimentos em inteligência artificial e teve fluxo de caixa livre negativo em US$ 9,1 bilhões, apesar do forte crescimento da nuvem

Por Igor Markevich
Atualização:
Alphabet (GOOGL) cai mais de 12% após balanço. Gastos com IA, fluxo de caixa negativo e desaceleração das buscas preocupam investidores. Foto: Divulgação Google

As ações da Alphabet (GOOGL), controladora do Google, despencavam nesta quinta-feira (29) após a divulgação do balanço do terceiro trimestre de 2026. Por volta das 15h (de Brasília), os papéis caíam 13,08%, a US$ 282,22, em Nova York.

A reação negativa ocorre apesar do forte crescimento do negócio de computação em nuvem. O Google Cloud mais que dobrou a receita em relação ao ano anterior, para US$ 30,709 bilhões. O desempenho, porém, não foi suficiente para compensar a preocupação dos investidores com os gastos necessários para sustentar a corrida por inteligência artificial e com a desaceleração do principal negócio da companhia.

continua após a publicidade

A Alphabet registrou lucro de US$ 26,17 bilhões no trimestre, equivalente a US$ 2,12 por ação. O resultado ficou abaixo dos US$ 3,02 por ação esperados por analistas consultados pela FactSet.

A receita total avançou 25% em um ano, para US$ 127,6 bilhões, mas também ficou ligeiramente aquém da projeção de US$ 127,96 bilhões. Já a receita dos Serviços do Google, grupo que inclui o mecanismo de busca, chegou a US$ 96,3 bilhões, abaixo dos US$ 98,52 bilhões previstos.

IA pesa no caixa da Alphabet

continua após a publicidade

O número que mais chamou atenção foi o fluxo de caixa livre negativo em US$ 9,1 bilhões, pior que o resultado negativo de US$ 5,9 bilhões registrado no trimestre anterior.

A deterioração ocorreu em meio ao aumento dos investimentos em infraestrutura necessária para inteligência artificial. A Alphabet desembolsou US$ 51,4 bilhões em despesas de capital, ou capex, no terceiro trimestre, acima dos US$ 44,9 bilhões registrados nos três meses anteriores. A companhia também sinalizou que os gastos devem aumentar significativamente em 2027.

A combinação reforçou a preocupação sobre quanto tempo será necessário para que os investimentos bilionários em IA se convertam em geração de caixa suficiente para compensar os desembolsos.

continua após a publicidade

Ao mesmo tempo, investidores acompanham com atenção a evolução das buscas, principal fonte de receita da companhia. A receita do mecanismo de busca cresceu 12% no terceiro trimestre, desacelerando em relação aos avanços de 17% no segundo trimestre e 19% no primeiro.

A perda de ritmo reacendeu dúvidas sobre como a Alphabet conseguirá monetizar as mudanças provocadas pela inteligência artificial nas pesquisas, à medida que usuários passam a interagir com respostas produzidas diretamente por ferramentas de IA.

Analistas do KeyBanc Capital Markets afirmaram que a desaceleração da receita de Serviços do Google reforçou preocupações que já estavam no radar. Para a casa, os próximos trimestres devem mostrar se a perda de ritmo é temporária ou se representa uma mudança estrutural no negócio.

continua após a publicidade

Nuvem cresce, mas não evita tombo

O contraste do balanço ficou justamente no Google Cloud. A receita da divisão avançou 103% em um ano, em meio à forte procura por capacidade computacional ligada à inteligência artificial.

O avanço acompanha uma aceleração mais ampla no setor. A Microsoft reportou crescimento de 48% no Azure, enquanto a Oracle registrou expansão de 62% na receita de nuvem.

continua após a publicidade

Ainda assim, o forte desempenho da operação de cloud não foi suficiente para afastar as dúvidas sobre o tamanho dos investimentos da Alphabet e sobre o negócio de buscas.

A pressão sobre a dona do Google também contaminava o mercado de tecnologia. O Nasdaq recuava cerca de 1% durante a sessão desta quinta-feira, em meio à reação dos investidores aos balanços do setor.

continua após a publicidade
Alphabet (GOOGL) cai mais de 12% após balanço. Gastos com IA, fluxo de caixa negativo e desaceleração das buscas preocupam investidores. Foto: Divulgação Google

As ações da Alphabet (GOOGL), controladora do Google, despencavam nesta quinta-feira (29) após a divulgação do balanço do terceiro trimestre de 2026. Por volta das 15h (de Brasília), os papéis caíam 13,08%, a US$ 282,22, em Nova York.

A reação negativa ocorre apesar do forte crescimento do negócio de computação em nuvem. O Google Cloud mais que dobrou a receita em relação ao ano anterior, para US$ 30,709 bilhões. O desempenho, porém, não foi suficiente para compensar a preocupação dos investidores com os gastos necessários para sustentar a corrida por inteligência artificial e com a desaceleração do principal negócio da companhia.

A Alphabet registrou lucro de US$ 26,17 bilhões no trimestre, equivalente a US$ 2,12 por ação. O resultado ficou abaixo dos US$ 3,02 por ação esperados por analistas consultados pela FactSet.

A receita total avançou 25% em um ano, para US$ 127,6 bilhões, mas também ficou ligeiramente aquém da projeção de US$ 127,96 bilhões. Já a receita dos Serviços do Google, grupo que inclui o mecanismo de busca, chegou a US$ 96,3 bilhões, abaixo dos US$ 98,52 bilhões previstos.

IA pesa no caixa da Alphabet

O número que mais chamou atenção foi o fluxo de caixa livre negativo em US$ 9,1 bilhões, pior que o resultado negativo de US$ 5,9 bilhões registrado no trimestre anterior.

A deterioração ocorreu em meio ao aumento dos investimentos em infraestrutura necessária para inteligência artificial. A Alphabet desembolsou US$ 51,4 bilhões em despesas de capital, ou capex, no terceiro trimestre, acima dos US$ 44,9 bilhões registrados nos três meses anteriores. A companhia também sinalizou que os gastos devem aumentar significativamente em 2027.

A combinação reforçou a preocupação sobre quanto tempo será necessário para que os investimentos bilionários em IA se convertam em geração de caixa suficiente para compensar os desembolsos.

Ao mesmo tempo, investidores acompanham com atenção a evolução das buscas, principal fonte de receita da companhia. A receita do mecanismo de busca cresceu 12% no terceiro trimestre, desacelerando em relação aos avanços de 17% no segundo trimestre e 19% no primeiro.

A perda de ritmo reacendeu dúvidas sobre como a Alphabet conseguirá monetizar as mudanças provocadas pela inteligência artificial nas pesquisas, à medida que usuários passam a interagir com respostas produzidas diretamente por ferramentas de IA.

Analistas do KeyBanc Capital Markets afirmaram que a desaceleração da receita de Serviços do Google reforçou preocupações que já estavam no radar. Para a casa, os próximos trimestres devem mostrar se a perda de ritmo é temporária ou se representa uma mudança estrutural no negócio.

Nuvem cresce, mas não evita tombo

O contraste do balanço ficou justamente no Google Cloud. A receita da divisão avançou 103% em um ano, em meio à forte procura por capacidade computacional ligada à inteligência artificial.

O avanço acompanha uma aceleração mais ampla no setor. A Microsoft reportou crescimento de 48% no Azure, enquanto a Oracle registrou expansão de 62% na receita de nuvem.

Ainda assim, o forte desempenho da operação de cloud não foi suficiente para afastar as dúvidas sobre o tamanho dos investimentos da Alphabet e sobre o negócio de buscas.

A pressão sobre a dona do Google também contaminava o mercado de tecnologia. O Nasdaq recuava cerca de 1% durante a sessão desta quinta-feira, em meio à reação dos investidores aos balanços do setor.

Alphabet (GOOGL) cai mais de 12% após balanço. Gastos com IA, fluxo de caixa negativo e desaceleração das buscas preocupam investidores. Foto: Divulgação Google

As ações da Alphabet (GOOGL), controladora do Google, despencavam nesta quinta-feira (29) após a divulgação do balanço do terceiro trimestre de 2026. Por volta das 15h (de Brasília), os papéis caíam 13,08%, a US$ 282,22, em Nova York.

A reação negativa ocorre apesar do forte crescimento do negócio de computação em nuvem. O Google Cloud mais que dobrou a receita em relação ao ano anterior, para US$ 30,709 bilhões. O desempenho, porém, não foi suficiente para compensar a preocupação dos investidores com os gastos necessários para sustentar a corrida por inteligência artificial e com a desaceleração do principal negócio da companhia.

A Alphabet registrou lucro de US$ 26,17 bilhões no trimestre, equivalente a US$ 2,12 por ação. O resultado ficou abaixo dos US$ 3,02 por ação esperados por analistas consultados pela FactSet.

A receita total avançou 25% em um ano, para US$ 127,6 bilhões, mas também ficou ligeiramente aquém da projeção de US$ 127,96 bilhões. Já a receita dos Serviços do Google, grupo que inclui o mecanismo de busca, chegou a US$ 96,3 bilhões, abaixo dos US$ 98,52 bilhões previstos.

IA pesa no caixa da Alphabet

O número que mais chamou atenção foi o fluxo de caixa livre negativo em US$ 9,1 bilhões, pior que o resultado negativo de US$ 5,9 bilhões registrado no trimestre anterior.

A deterioração ocorreu em meio ao aumento dos investimentos em infraestrutura necessária para inteligência artificial. A Alphabet desembolsou US$ 51,4 bilhões em despesas de capital, ou capex, no terceiro trimestre, acima dos US$ 44,9 bilhões registrados nos três meses anteriores. A companhia também sinalizou que os gastos devem aumentar significativamente em 2027.

A combinação reforçou a preocupação sobre quanto tempo será necessário para que os investimentos bilionários em IA se convertam em geração de caixa suficiente para compensar os desembolsos.

Ao mesmo tempo, investidores acompanham com atenção a evolução das buscas, principal fonte de receita da companhia. A receita do mecanismo de busca cresceu 12% no terceiro trimestre, desacelerando em relação aos avanços de 17% no segundo trimestre e 19% no primeiro.

A perda de ritmo reacendeu dúvidas sobre como a Alphabet conseguirá monetizar as mudanças provocadas pela inteligência artificial nas pesquisas, à medida que usuários passam a interagir com respostas produzidas diretamente por ferramentas de IA.

Analistas do KeyBanc Capital Markets afirmaram que a desaceleração da receita de Serviços do Google reforçou preocupações que já estavam no radar. Para a casa, os próximos trimestres devem mostrar se a perda de ritmo é temporária ou se representa uma mudança estrutural no negócio.

Nuvem cresce, mas não evita tombo

O contraste do balanço ficou justamente no Google Cloud. A receita da divisão avançou 103% em um ano, em meio à forte procura por capacidade computacional ligada à inteligência artificial.

O avanço acompanha uma aceleração mais ampla no setor. A Microsoft reportou crescimento de 48% no Azure, enquanto a Oracle registrou expansão de 62% na receita de nuvem.

Ainda assim, o forte desempenho da operação de cloud não foi suficiente para afastar as dúvidas sobre o tamanho dos investimentos da Alphabet e sobre o negócio de buscas.

A pressão sobre a dona do Google também contaminava o mercado de tecnologia. O Nasdaq recuava cerca de 1% durante a sessão desta quinta-feira, em meio à reação dos investidores aos balanços do setor.

Tudo Sobre

Atualizamos nossa política de cookies

Ao utilizar nossos serviços, você aceita a política de monitoramento de cookies.