Poliana revela ser assexual em ‘Vale Tudo’; entenda a orientação sexual do personagem


Capítulo dessa segunda-feira, 9, abordou a assexualidade de personagem interpretado por Matheus Nachtergaele

Por Maria Eduarda Camargo
Atualização:

O capítulo de Vale Tudo dessa segunda-feira, 9, revelou que o personagem Poliana é assexual, através de um diálogo em que ele fala sobre um encontro que teve no cinema.

Interpretado por Matheus Nachtergaele, o personagem levantou a questão ao público: o que é a assexualidade?

continua após a publicidade

A assexualidade é um termo utilizado para descrever uma orientação sexual em que o indivíduo rara, condicionalmente ou nunca sente atração sexual.

Dentro do universo da assexualidade, também chamada de “ace”, existem algumas subdefinições. Em geral, eles não sentem atração sexual, mas os assexuais na área “grey” (cinza, em português), ou greyssexuais, podem sentir atração sexual em momentos muito específicos.

Já os demissexuais são aqueles que, ao terem ligação afetiva com alguém, podem passar a sentir vontade de fazer sexo.

continua após a publicidade

Segundo o “Manifesto Assexual”, documento que visa explicar a orientação sexual, o espectro assexual “não implica necessariamente em não experienciar atração romântica ou física.”

Portanto, um indivíduo assexual, como no caso do personagem de Nachtergaele, pode ter uma orientação sexual paralela.

Ou seja: “Uma pessoa assexual também pode ser hétero, lésbica, gay, bissexual, pansexual ou de qualquer outra orientação sexual e/ou romântica agregada a sua assexualidade”, completa o documento.

continua após a publicidade

Além das orientações do espectro “ace”, há também o aspecto das relações românticas. Um indivíduo que é assexual pode ou não possuir interesse em relacionamentos românticos, que não dependem de relações sexuais. Esta parte do espectro, que engloba pessoas que não sentem atração romântica por outras, é chamada de “aro”.

Os indivíduos que possuem atração sexual por outras pessoas são denominados de alossexuais (“alo” ou “allo”).

continua após a publicidade

O Manifesto é um documento criado pela comunidade assexual que visa relatar como a orientação sexual aborda suas próprias experiências. A versão mais atual do documento foi escrita por Ariel F. Hitz, Calisto M. e Ravi D. Pires.

“A assexualidade é, assim como todas as outras orientações sexuais, uma expressão da identidade, uma característica intrínseca ao indivíduo assexual e, também como todas as outras orientações, tem suas próprias características, símbolos e particularidades”, finaliza o documento.

Em 1972, foi escrito por Lisa Orlando o primeiro Manifesto Assexual, que descrevia a orientação como um movimento contrário à “sexualidade compulsória”.

continua após a publicidade

Mais tarde, a comunidade, por meio do novo documento, pontuou que a descrição “não representa a comunidade assexual atual“.

A assexualidade não é considerada doença ou distúrbio psiquiátrico e não pode ser ‘tratada’ por especialistas, porém ela deve ser diferenciada da hipossexualidade, que é uma patologia. Na condição de hipossexual, a pessoa não sente o desejo que gostaria e isso causa incômodo e sofrimento. No caso dos assexuais, não há desconforto algum na falta da prática sexual.

Bandeira assexual. A assexualidade é um termo utilizado para descrever uma orientação sexual em que o indivíduo rara, condicionalmente ou nunca sente atração sexual.  Foto: TestersDesigns/Adobe Stock
continua após a publicidade

Em 2010, a bandeira do orgulho assexual foi apresentada com as seguintes cores: preto, que significa assexualidade; cinza, que significa greyssexualidade, que inclui a demissexualidade; branco, que representa a alossexualidade; e o roxo, que representa a comunidade assexual como um todo. Há também o triângulo assexual, que tem as mesmas cores.

Outro símbolo que representa a comunidade é o bolo, advindo de uma brincadeira que parte da opinião de que uma fatia de bolo é melhor que ter relações sexuais.

Todos os símbolos foram criados pela Asexual Visibility and Education Network, a Aven, primeiro espaço de interação social destinado a assexuais. O fórum foi criado em 2001 e é, até hoje, a maior comunidade assexual do mundo.

*Estagiária sob supervisão de Charlise Morais

O capítulo de Vale Tudo dessa segunda-feira, 9, revelou que o personagem Poliana é assexual, através de um diálogo em que ele fala sobre um encontro que teve no cinema.

Interpretado por Matheus Nachtergaele, o personagem levantou a questão ao público: o que é a assexualidade?

A assexualidade é um termo utilizado para descrever uma orientação sexual em que o indivíduo rara, condicionalmente ou nunca sente atração sexual.

Dentro do universo da assexualidade, também chamada de “ace”, existem algumas subdefinições. Em geral, eles não sentem atração sexual, mas os assexuais na área “grey” (cinza, em português), ou greyssexuais, podem sentir atração sexual em momentos muito específicos.

Já os demissexuais são aqueles que, ao terem ligação afetiva com alguém, podem passar a sentir vontade de fazer sexo.

Segundo o “Manifesto Assexual”, documento que visa explicar a orientação sexual, o espectro assexual “não implica necessariamente em não experienciar atração romântica ou física.”

Portanto, um indivíduo assexual, como no caso do personagem de Nachtergaele, pode ter uma orientação sexual paralela.

Ou seja: “Uma pessoa assexual também pode ser hétero, lésbica, gay, bissexual, pansexual ou de qualquer outra orientação sexual e/ou romântica agregada a sua assexualidade”, completa o documento.

Além das orientações do espectro “ace”, há também o aspecto das relações românticas. Um indivíduo que é assexual pode ou não possuir interesse em relacionamentos românticos, que não dependem de relações sexuais. Esta parte do espectro, que engloba pessoas que não sentem atração romântica por outras, é chamada de “aro”.

Os indivíduos que possuem atração sexual por outras pessoas são denominados de alossexuais (“alo” ou “allo”).

O Manifesto é um documento criado pela comunidade assexual que visa relatar como a orientação sexual aborda suas próprias experiências. A versão mais atual do documento foi escrita por Ariel F. Hitz, Calisto M. e Ravi D. Pires.

“A assexualidade é, assim como todas as outras orientações sexuais, uma expressão da identidade, uma característica intrínseca ao indivíduo assexual e, também como todas as outras orientações, tem suas próprias características, símbolos e particularidades”, finaliza o documento.

Em 1972, foi escrito por Lisa Orlando o primeiro Manifesto Assexual, que descrevia a orientação como um movimento contrário à “sexualidade compulsória”.

Mais tarde, a comunidade, por meio do novo documento, pontuou que a descrição “não representa a comunidade assexual atual“.

A assexualidade não é considerada doença ou distúrbio psiquiátrico e não pode ser ‘tratada’ por especialistas, porém ela deve ser diferenciada da hipossexualidade, que é uma patologia. Na condição de hipossexual, a pessoa não sente o desejo que gostaria e isso causa incômodo e sofrimento. No caso dos assexuais, não há desconforto algum na falta da prática sexual.

Bandeira assexual. A assexualidade é um termo utilizado para descrever uma orientação sexual em que o indivíduo rara, condicionalmente ou nunca sente atração sexual.  Foto: TestersDesigns/Adobe Stock

Em 2010, a bandeira do orgulho assexual foi apresentada com as seguintes cores: preto, que significa assexualidade; cinza, que significa greyssexualidade, que inclui a demissexualidade; branco, que representa a alossexualidade; e o roxo, que representa a comunidade assexual como um todo. Há também o triângulo assexual, que tem as mesmas cores.

Outro símbolo que representa a comunidade é o bolo, advindo de uma brincadeira que parte da opinião de que uma fatia de bolo é melhor que ter relações sexuais.

Todos os símbolos foram criados pela Asexual Visibility and Education Network, a Aven, primeiro espaço de interação social destinado a assexuais. O fórum foi criado em 2001 e é, até hoje, a maior comunidade assexual do mundo.

*Estagiária sob supervisão de Charlise Morais

O capítulo de Vale Tudo dessa segunda-feira, 9, revelou que o personagem Poliana é assexual, através de um diálogo em que ele fala sobre um encontro que teve no cinema.

Interpretado por Matheus Nachtergaele, o personagem levantou a questão ao público: o que é a assexualidade?

A assexualidade é um termo utilizado para descrever uma orientação sexual em que o indivíduo rara, condicionalmente ou nunca sente atração sexual.

Dentro do universo da assexualidade, também chamada de “ace”, existem algumas subdefinições. Em geral, eles não sentem atração sexual, mas os assexuais na área “grey” (cinza, em português), ou greyssexuais, podem sentir atração sexual em momentos muito específicos.

Já os demissexuais são aqueles que, ao terem ligação afetiva com alguém, podem passar a sentir vontade de fazer sexo.

Segundo o “Manifesto Assexual”, documento que visa explicar a orientação sexual, o espectro assexual “não implica necessariamente em não experienciar atração romântica ou física.”

Portanto, um indivíduo assexual, como no caso do personagem de Nachtergaele, pode ter uma orientação sexual paralela.

Ou seja: “Uma pessoa assexual também pode ser hétero, lésbica, gay, bissexual, pansexual ou de qualquer outra orientação sexual e/ou romântica agregada a sua assexualidade”, completa o documento.

Além das orientações do espectro “ace”, há também o aspecto das relações românticas. Um indivíduo que é assexual pode ou não possuir interesse em relacionamentos românticos, que não dependem de relações sexuais. Esta parte do espectro, que engloba pessoas que não sentem atração romântica por outras, é chamada de “aro”.

Os indivíduos que possuem atração sexual por outras pessoas são denominados de alossexuais (“alo” ou “allo”).

O Manifesto é um documento criado pela comunidade assexual que visa relatar como a orientação sexual aborda suas próprias experiências. A versão mais atual do documento foi escrita por Ariel F. Hitz, Calisto M. e Ravi D. Pires.

“A assexualidade é, assim como todas as outras orientações sexuais, uma expressão da identidade, uma característica intrínseca ao indivíduo assexual e, também como todas as outras orientações, tem suas próprias características, símbolos e particularidades”, finaliza o documento.

Em 1972, foi escrito por Lisa Orlando o primeiro Manifesto Assexual, que descrevia a orientação como um movimento contrário à “sexualidade compulsória”.

Mais tarde, a comunidade, por meio do novo documento, pontuou que a descrição “não representa a comunidade assexual atual“.

A assexualidade não é considerada doença ou distúrbio psiquiátrico e não pode ser ‘tratada’ por especialistas, porém ela deve ser diferenciada da hipossexualidade, que é uma patologia. Na condição de hipossexual, a pessoa não sente o desejo que gostaria e isso causa incômodo e sofrimento. No caso dos assexuais, não há desconforto algum na falta da prática sexual.

Bandeira assexual. A assexualidade é um termo utilizado para descrever uma orientação sexual em que o indivíduo rara, condicionalmente ou nunca sente atração sexual.  Foto: TestersDesigns/Adobe Stock

Em 2010, a bandeira do orgulho assexual foi apresentada com as seguintes cores: preto, que significa assexualidade; cinza, que significa greyssexualidade, que inclui a demissexualidade; branco, que representa a alossexualidade; e o roxo, que representa a comunidade assexual como um todo. Há também o triângulo assexual, que tem as mesmas cores.

Outro símbolo que representa a comunidade é o bolo, advindo de uma brincadeira que parte da opinião de que uma fatia de bolo é melhor que ter relações sexuais.

Todos os símbolos foram criados pela Asexual Visibility and Education Network, a Aven, primeiro espaço de interação social destinado a assexuais. O fórum foi criado em 2001 e é, até hoje, a maior comunidade assexual do mundo.

*Estagiária sob supervisão de Charlise Morais

Atualizamos nossa política de cookies

Ao utilizar nossos serviços, você aceita a política de monitoramento de cookies.