Começa o tira-teima pela hegemonia


Times mais vencedores de São Paulo nos últimos anos, Corinthians e Santos se enfrentam hoje no Pacaembu na abertura da final

Por Sanches Filho e Vitor Marques

As finais do Campeonato Paulista que começam hoje representam um duelo pela supremacia no Estado. Trata-se de um tira-teima. Em 2009, o Corinthians superou o Santos, no último lampejo de gênio de Ronaldo. Em 2011, já na dinastia Neymar, o Santos deu o troco: foi bicampeão. E agora busca um inédito tetracampeonato.Em meio às decisões locais, a Libertadores. O Santos, campeão de 2011, foi eliminado na semifinal de 2012 pelo Corinthians, que se sagraria campeão do continente e do mundo. Esses confrontos foram marcados, e ainda são, por um traço que separa as duas equipes.É o Corinthians pragmático e de jogo coletivo contra um Santos sempre muito dependente de um lance (ou de uma tarde) brilhante de Neymar, que joga motivado a superar um rival, para ele, sempre indigesto e para conquistar aquele que talvez seja seu último título pelo time."Vejo esse jogo como a consolidação de dois grandes trabalhos. São os dois últimos campeões da Libertadores, e agora um vai ser campeão paulista", disse Tite, que não vê como motivação extra a chance de impedir que o rival conquiste o treta.O Santos conquistou ano passado o primeiro tricampeonato de um time paulista desde os anos 60, a década de Pelé. Hoje busca um feito que nenhum outro clube do Estado alcançou na era do profissionalismo. "Ganhar é importante porque técnico vive disso. No futebol brasileiro é assim. Tem técnico muito bom que não ganha títulos", disse Muricy Ramalho.O troféu do Paulistão é muito mais importante hoje para Muricy do que para Tite.O técnico santista vem sendo questionado porque, segundo seus críticos, não dá padrão de jogo à equipe mesmo após a chegada de reforços como Cícero, Montillo e Marcos Assunção - que tem sido reserva.Além disso o Santos não deslanchou no Paulistão como todos pensavam que aconteceria com o único dos grandes que não disputava a Libertadores. Para Tite as finais contra o Santos e o jogo da volta das oitavas de final da Libertadores contra Boca Juniors valem muito. Embora prestigiado e sem chance nenhuma de ser demitido em caso de dois fracassos, o técnico tem a missão de provar que aquele time que bateu o Chelsea em dezembro no Japão está mais vivo do nunca.Mudança. O Corinthians que joga a final é o mesmo que eliminou o São Paulo nos pênaltis domingo passado. Tite apenas mudou o posicionamento de Danilo, da esquerda para a faixa central do campo, numa tentativa de melhorar o setor de criação. Surpreendentemente, Alexandre Pato continua no banco, à espera de uma chance entre os titulares no ataque.No Santos, Felipe Anderson deve ser mantido improvisado na lateral-direita e Marcos Assunção é o mais cotado para entrar no lugar que era ocupado por Montillo.Muricy vai congestionar o meio-campo e tentar o gol na base do contra-ataque ou numa bola parada. Mas não admite isso. "Somos um time que joga para a frente, sempre buscando o gol", disse o treinador.

As finais do Campeonato Paulista que começam hoje representam um duelo pela supremacia no Estado. Trata-se de um tira-teima. Em 2009, o Corinthians superou o Santos, no último lampejo de gênio de Ronaldo. Em 2011, já na dinastia Neymar, o Santos deu o troco: foi bicampeão. E agora busca um inédito tetracampeonato.Em meio às decisões locais, a Libertadores. O Santos, campeão de 2011, foi eliminado na semifinal de 2012 pelo Corinthians, que se sagraria campeão do continente e do mundo. Esses confrontos foram marcados, e ainda são, por um traço que separa as duas equipes.É o Corinthians pragmático e de jogo coletivo contra um Santos sempre muito dependente de um lance (ou de uma tarde) brilhante de Neymar, que joga motivado a superar um rival, para ele, sempre indigesto e para conquistar aquele que talvez seja seu último título pelo time."Vejo esse jogo como a consolidação de dois grandes trabalhos. São os dois últimos campeões da Libertadores, e agora um vai ser campeão paulista", disse Tite, que não vê como motivação extra a chance de impedir que o rival conquiste o treta.O Santos conquistou ano passado o primeiro tricampeonato de um time paulista desde os anos 60, a década de Pelé. Hoje busca um feito que nenhum outro clube do Estado alcançou na era do profissionalismo. "Ganhar é importante porque técnico vive disso. No futebol brasileiro é assim. Tem técnico muito bom que não ganha títulos", disse Muricy Ramalho.O troféu do Paulistão é muito mais importante hoje para Muricy do que para Tite.O técnico santista vem sendo questionado porque, segundo seus críticos, não dá padrão de jogo à equipe mesmo após a chegada de reforços como Cícero, Montillo e Marcos Assunção - que tem sido reserva.Além disso o Santos não deslanchou no Paulistão como todos pensavam que aconteceria com o único dos grandes que não disputava a Libertadores. Para Tite as finais contra o Santos e o jogo da volta das oitavas de final da Libertadores contra Boca Juniors valem muito. Embora prestigiado e sem chance nenhuma de ser demitido em caso de dois fracassos, o técnico tem a missão de provar que aquele time que bateu o Chelsea em dezembro no Japão está mais vivo do nunca.Mudança. O Corinthians que joga a final é o mesmo que eliminou o São Paulo nos pênaltis domingo passado. Tite apenas mudou o posicionamento de Danilo, da esquerda para a faixa central do campo, numa tentativa de melhorar o setor de criação. Surpreendentemente, Alexandre Pato continua no banco, à espera de uma chance entre os titulares no ataque.No Santos, Felipe Anderson deve ser mantido improvisado na lateral-direita e Marcos Assunção é o mais cotado para entrar no lugar que era ocupado por Montillo.Muricy vai congestionar o meio-campo e tentar o gol na base do contra-ataque ou numa bola parada. Mas não admite isso. "Somos um time que joga para a frente, sempre buscando o gol", disse o treinador.

As finais do Campeonato Paulista que começam hoje representam um duelo pela supremacia no Estado. Trata-se de um tira-teima. Em 2009, o Corinthians superou o Santos, no último lampejo de gênio de Ronaldo. Em 2011, já na dinastia Neymar, o Santos deu o troco: foi bicampeão. E agora busca um inédito tetracampeonato.Em meio às decisões locais, a Libertadores. O Santos, campeão de 2011, foi eliminado na semifinal de 2012 pelo Corinthians, que se sagraria campeão do continente e do mundo. Esses confrontos foram marcados, e ainda são, por um traço que separa as duas equipes.É o Corinthians pragmático e de jogo coletivo contra um Santos sempre muito dependente de um lance (ou de uma tarde) brilhante de Neymar, que joga motivado a superar um rival, para ele, sempre indigesto e para conquistar aquele que talvez seja seu último título pelo time."Vejo esse jogo como a consolidação de dois grandes trabalhos. São os dois últimos campeões da Libertadores, e agora um vai ser campeão paulista", disse Tite, que não vê como motivação extra a chance de impedir que o rival conquiste o treta.O Santos conquistou ano passado o primeiro tricampeonato de um time paulista desde os anos 60, a década de Pelé. Hoje busca um feito que nenhum outro clube do Estado alcançou na era do profissionalismo. "Ganhar é importante porque técnico vive disso. No futebol brasileiro é assim. Tem técnico muito bom que não ganha títulos", disse Muricy Ramalho.O troféu do Paulistão é muito mais importante hoje para Muricy do que para Tite.O técnico santista vem sendo questionado porque, segundo seus críticos, não dá padrão de jogo à equipe mesmo após a chegada de reforços como Cícero, Montillo e Marcos Assunção - que tem sido reserva.Além disso o Santos não deslanchou no Paulistão como todos pensavam que aconteceria com o único dos grandes que não disputava a Libertadores. Para Tite as finais contra o Santos e o jogo da volta das oitavas de final da Libertadores contra Boca Juniors valem muito. Embora prestigiado e sem chance nenhuma de ser demitido em caso de dois fracassos, o técnico tem a missão de provar que aquele time que bateu o Chelsea em dezembro no Japão está mais vivo do nunca.Mudança. O Corinthians que joga a final é o mesmo que eliminou o São Paulo nos pênaltis domingo passado. Tite apenas mudou o posicionamento de Danilo, da esquerda para a faixa central do campo, numa tentativa de melhorar o setor de criação. Surpreendentemente, Alexandre Pato continua no banco, à espera de uma chance entre os titulares no ataque.No Santos, Felipe Anderson deve ser mantido improvisado na lateral-direita e Marcos Assunção é o mais cotado para entrar no lugar que era ocupado por Montillo.Muricy vai congestionar o meio-campo e tentar o gol na base do contra-ataque ou numa bola parada. Mas não admite isso. "Somos um time que joga para a frente, sempre buscando o gol", disse o treinador.

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