Análise|Fabrício Bruno falha duas vezes, Brasil leva virada e perde do Japão pela primeira vez na história


Seleção faz segundo tempo desastroso e é derrotada em amistoso, por 3 a 2, em Tóquio

Por Rodrigo Sampaio
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Zagueiro errou em dois dos três gols do Japão

Se a seleção encantou com a goleada por 5 a 0 sobre a Coreia do Sul, o time de Carlo Ancelotti decepcionou nesta terça-feira, 14. Jogando com uma formação bastante modificada, o Brasil foi derrotado de virada pelo Japão, por 3 a 2, em Tóquio. Depois de uma boa primeira etapa, o time brasileiro fez um segundo tempo desastroso e contou com a falha do zagueiro Fabricio Bruno em dois gols. Foi o primeiro revés do País para os japoneses na história.

A última Data Fifa de 2025 será em novembro, quando os comandados de Ancelotti jogam contra Senegal, em Londres, e Tunísia, em Paris. A seleção ainda faz outros dois amistosos, em março de 2026, contra combinados europeus antes da estreia na Copa do Mundo, em junho.

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Jogadores do Japão comemoram vitória histórica sobre o Brasil.  Foto: Eugene Hoshiko/ AP

Ancelotti fez uma série de alterações em relação ao time que goleou a Coreia. Somente Casemiro, Bruno Guimarães e Vini Jr. foram mantidos entre os 11 iniciais. Em teoria, o Brasil mudou de um esquema com quatro atacantes para outro com três, com Luiz Henrique e Gabriel Martinelli nas pontas e Lucas Paquetá no meio-campo. Na prática, a seleção buscou manter o estilo com movimentações constantes dos homens de frente e a presença dos volantes no setor ofensivo.

O Japão demonstrou ser um adversário notavelmente melhor do que a Coreia. Entrosado, forte na marcação e com jogadores com capacidade de fazer jogadas individuais — não no mesmo nível do Brasil, claro. O time nipônico tentou atacar especialmente pelos lados, colocando à prova nas laterais o estreante Paulo Henrique e Carlos Augusto, que corresponderam com muita disposição para defender e atacar. O setor ainda é considerado uma incógnita e a dupla deixou boa impressão.

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A seleção melhorou quando os meias começaram ser mais participativos na criação de jogadas. Com o Brasil novamente bem posicionado no campo ofensivo, o resultado começou a aparecer. Aos 25 minutos, Bruno Guimarães tabelou com Paulo Henrique e deixou o lateral do Vasco na cara do gol para abrir o placar. Aos 31, Paquetá deu passe de cavadinha e deixou Martinelli em ótimas condições para finalizar de primeira e ampliar o marcador.

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A partida mudou de panorama já na volta do intervalo. Fabrício Bruno, que fazia boa partida, falhou na saída de bola e Minamino ficou livre para estufar as redes de Hugo Souza, outro estreante da noite, e diminuir. Ancelotti recorreu ao banco de reservas na sequência e fez novos testes apesar do placar desconfortável. O treinador colocou em campo Rodrygo (centralizado no ataque), Matheus Cunha (aberto na esquerda) e o volante Joelinton, que entrou na vaga de Bruno Guimarães para dar força ao time.

As alterações não surtiram efeito imediato e o Brasil continuou sendo pressionado pelo Japão, especialmente em jogadas criadas pelo lado direito. Aos 16 minutos, Nakamura recebeu livre na esquerda e Fabrício Bruno, em nova falha, mandou para as redes ao tentar cortar. A seleção balançou as redes com Matheus Cunha logo em seguida, mas a arbitragem indicou impedimento. O lance foi uma exceção na péssima atuação do Brasil no segundo tempo.

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Atordoada, a seleção brasileira não conseguiu reagir e viu o adversário acertar a trave. O gol parecia questão de tempo e aconteceu aos 25 minutos, com Ueda marcando de cabeça após cobrança de escanteio. Luiz Henrique, pouco inspirado, e Carlos Augusto, facilmente envolvido pelo adversário na etapa final, deram lugares a Estêvão e Caio Henrique.

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Richarlison também entrou na vaga de Paquetá em uma tentativa de Ancelotti de aumentar a presença do Brasil na grande área, mas a aplicada marcação japonesa impediu qualquer lance de maior perigo. O centroavante do Tottenham teve a melhor chance do Brasil nos finais em jogada aérea, mas o cruzamento não chegou em boas condições e a bola foi por cima do gol.

FICHA TÉCNICA

JAPÃO 3 X 2 BRASIL

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JAPÃO - Zion Suzuki; Taniguchi, Watanabe e Junnosuke Suzuki; Sano, Minamino (Tanaka), Kamada (Ogawa), Doan (Machino) e Kubo (Ito); Ueda e Nakamura (Soma). Técnico: Hajime Moriyasu

BRASIL - Hugo Souza; Paulo Henrique, Fabrício Bruno, Lucas Beraldo e Carlos Augusto (Caio Henrique); Casemiro, Bruno Guimarães (Joelinton) e Lucas Paquetá (Richarlison); Luiz Henrique (Estêvão), Vini Jr. (Rodrygo) e Gabriel Martinelli (Matheus Cunha). Técnico: Carlo Ancelotti.

ÁRBITRO - Jong Hyeok Kim (COR)

GOLS - Paulo Henrique, aos 25, e Gabriel Martinelli, aos 31 do primeiro tempo; Minamino, aos 6, e Fabrício Bruno (contra), aos 16, e Ueda aos 25 do segundo tempo

CARTÕES AMARELOS - Doan (Japão); Estêvão (Brasil)

PÚBLICO - 44.220

RENDA - Não informado

LOCAL - Estádio Nacional de Tóquio

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Zagueiro errou em dois dos três gols do Japão

Se a seleção encantou com a goleada por 5 a 0 sobre a Coreia do Sul, o time de Carlo Ancelotti decepcionou nesta terça-feira, 14. Jogando com uma formação bastante modificada, o Brasil foi derrotado de virada pelo Japão, por 3 a 2, em Tóquio. Depois de uma boa primeira etapa, o time brasileiro fez um segundo tempo desastroso e contou com a falha do zagueiro Fabricio Bruno em dois gols. Foi o primeiro revés do País para os japoneses na história.

A última Data Fifa de 2025 será em novembro, quando os comandados de Ancelotti jogam contra Senegal, em Londres, e Tunísia, em Paris. A seleção ainda faz outros dois amistosos, em março de 2026, contra combinados europeus antes da estreia na Copa do Mundo, em junho.

Jogadores do Japão comemoram vitória histórica sobre o Brasil.  Foto: Eugene Hoshiko/ AP

Ancelotti fez uma série de alterações em relação ao time que goleou a Coreia. Somente Casemiro, Bruno Guimarães e Vini Jr. foram mantidos entre os 11 iniciais. Em teoria, o Brasil mudou de um esquema com quatro atacantes para outro com três, com Luiz Henrique e Gabriel Martinelli nas pontas e Lucas Paquetá no meio-campo. Na prática, a seleção buscou manter o estilo com movimentações constantes dos homens de frente e a presença dos volantes no setor ofensivo.

O Japão demonstrou ser um adversário notavelmente melhor do que a Coreia. Entrosado, forte na marcação e com jogadores com capacidade de fazer jogadas individuais — não no mesmo nível do Brasil, claro. O time nipônico tentou atacar especialmente pelos lados, colocando à prova nas laterais o estreante Paulo Henrique e Carlos Augusto, que corresponderam com muita disposição para defender e atacar. O setor ainda é considerado uma incógnita e a dupla deixou boa impressão.

A seleção melhorou quando os meias começaram ser mais participativos na criação de jogadas. Com o Brasil novamente bem posicionado no campo ofensivo, o resultado começou a aparecer. Aos 25 minutos, Bruno Guimarães tabelou com Paulo Henrique e deixou o lateral do Vasco na cara do gol para abrir o placar. Aos 31, Paquetá deu passe de cavadinha e deixou Martinelli em ótimas condições para finalizar de primeira e ampliar o marcador.

A partida mudou de panorama já na volta do intervalo. Fabrício Bruno, que fazia boa partida, falhou na saída de bola e Minamino ficou livre para estufar as redes de Hugo Souza, outro estreante da noite, e diminuir. Ancelotti recorreu ao banco de reservas na sequência e fez novos testes apesar do placar desconfortável. O treinador colocou em campo Rodrygo (centralizado no ataque), Matheus Cunha (aberto na esquerda) e o volante Joelinton, que entrou na vaga de Bruno Guimarães para dar força ao time.

As alterações não surtiram efeito imediato e o Brasil continuou sendo pressionado pelo Japão, especialmente em jogadas criadas pelo lado direito. Aos 16 minutos, Nakamura recebeu livre na esquerda e Fabrício Bruno, em nova falha, mandou para as redes ao tentar cortar. A seleção balançou as redes com Matheus Cunha logo em seguida, mas a arbitragem indicou impedimento. O lance foi uma exceção na péssima atuação do Brasil no segundo tempo.

Atordoada, a seleção brasileira não conseguiu reagir e viu o adversário acertar a trave. O gol parecia questão de tempo e aconteceu aos 25 minutos, com Ueda marcando de cabeça após cobrança de escanteio. Luiz Henrique, pouco inspirado, e Carlos Augusto, facilmente envolvido pelo adversário na etapa final, deram lugares a Estêvão e Caio Henrique.

Richarlison também entrou na vaga de Paquetá em uma tentativa de Ancelotti de aumentar a presença do Brasil na grande área, mas a aplicada marcação japonesa impediu qualquer lance de maior perigo. O centroavante do Tottenham teve a melhor chance do Brasil nos finais em jogada aérea, mas o cruzamento não chegou em boas condições e a bola foi por cima do gol.

FICHA TÉCNICA

JAPÃO 3 X 2 BRASIL

JAPÃO - Zion Suzuki; Taniguchi, Watanabe e Junnosuke Suzuki; Sano, Minamino (Tanaka), Kamada (Ogawa), Doan (Machino) e Kubo (Ito); Ueda e Nakamura (Soma). Técnico: Hajime Moriyasu

BRASIL - Hugo Souza; Paulo Henrique, Fabrício Bruno, Lucas Beraldo e Carlos Augusto (Caio Henrique); Casemiro, Bruno Guimarães (Joelinton) e Lucas Paquetá (Richarlison); Luiz Henrique (Estêvão), Vini Jr. (Rodrygo) e Gabriel Martinelli (Matheus Cunha). Técnico: Carlo Ancelotti.

ÁRBITRO - Jong Hyeok Kim (COR)

GOLS - Paulo Henrique, aos 25, e Gabriel Martinelli, aos 31 do primeiro tempo; Minamino, aos 6, e Fabrício Bruno (contra), aos 16, e Ueda aos 25 do segundo tempo

CARTÕES AMARELOS - Doan (Japão); Estêvão (Brasil)

PÚBLICO - 44.220

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Zagueiro errou em dois dos três gols do Japão

Se a seleção encantou com a goleada por 5 a 0 sobre a Coreia do Sul, o time de Carlo Ancelotti decepcionou nesta terça-feira, 14. Jogando com uma formação bastante modificada, o Brasil foi derrotado de virada pelo Japão, por 3 a 2, em Tóquio. Depois de uma boa primeira etapa, o time brasileiro fez um segundo tempo desastroso e contou com a falha do zagueiro Fabricio Bruno em dois gols. Foi o primeiro revés do País para os japoneses na história.

A última Data Fifa de 2025 será em novembro, quando os comandados de Ancelotti jogam contra Senegal, em Londres, e Tunísia, em Paris. A seleção ainda faz outros dois amistosos, em março de 2026, contra combinados europeus antes da estreia na Copa do Mundo, em junho.

Jogadores do Japão comemoram vitória histórica sobre o Brasil.  Foto: Eugene Hoshiko/ AP

Ancelotti fez uma série de alterações em relação ao time que goleou a Coreia. Somente Casemiro, Bruno Guimarães e Vini Jr. foram mantidos entre os 11 iniciais. Em teoria, o Brasil mudou de um esquema com quatro atacantes para outro com três, com Luiz Henrique e Gabriel Martinelli nas pontas e Lucas Paquetá no meio-campo. Na prática, a seleção buscou manter o estilo com movimentações constantes dos homens de frente e a presença dos volantes no setor ofensivo.

O Japão demonstrou ser um adversário notavelmente melhor do que a Coreia. Entrosado, forte na marcação e com jogadores com capacidade de fazer jogadas individuais — não no mesmo nível do Brasil, claro. O time nipônico tentou atacar especialmente pelos lados, colocando à prova nas laterais o estreante Paulo Henrique e Carlos Augusto, que corresponderam com muita disposição para defender e atacar. O setor ainda é considerado uma incógnita e a dupla deixou boa impressão.

A seleção melhorou quando os meias começaram ser mais participativos na criação de jogadas. Com o Brasil novamente bem posicionado no campo ofensivo, o resultado começou a aparecer. Aos 25 minutos, Bruno Guimarães tabelou com Paulo Henrique e deixou o lateral do Vasco na cara do gol para abrir o placar. Aos 31, Paquetá deu passe de cavadinha e deixou Martinelli em ótimas condições para finalizar de primeira e ampliar o marcador.

A partida mudou de panorama já na volta do intervalo. Fabrício Bruno, que fazia boa partida, falhou na saída de bola e Minamino ficou livre para estufar as redes de Hugo Souza, outro estreante da noite, e diminuir. Ancelotti recorreu ao banco de reservas na sequência e fez novos testes apesar do placar desconfortável. O treinador colocou em campo Rodrygo (centralizado no ataque), Matheus Cunha (aberto na esquerda) e o volante Joelinton, que entrou na vaga de Bruno Guimarães para dar força ao time.

As alterações não surtiram efeito imediato e o Brasil continuou sendo pressionado pelo Japão, especialmente em jogadas criadas pelo lado direito. Aos 16 minutos, Nakamura recebeu livre na esquerda e Fabrício Bruno, em nova falha, mandou para as redes ao tentar cortar. A seleção balançou as redes com Matheus Cunha logo em seguida, mas a arbitragem indicou impedimento. O lance foi uma exceção na péssima atuação do Brasil no segundo tempo.

Atordoada, a seleção brasileira não conseguiu reagir e viu o adversário acertar a trave. O gol parecia questão de tempo e aconteceu aos 25 minutos, com Ueda marcando de cabeça após cobrança de escanteio. Luiz Henrique, pouco inspirado, e Carlos Augusto, facilmente envolvido pelo adversário na etapa final, deram lugares a Estêvão e Caio Henrique.

Richarlison também entrou na vaga de Paquetá em uma tentativa de Ancelotti de aumentar a presença do Brasil na grande área, mas a aplicada marcação japonesa impediu qualquer lance de maior perigo. O centroavante do Tottenham teve a melhor chance do Brasil nos finais em jogada aérea, mas o cruzamento não chegou em boas condições e a bola foi por cima do gol.

FICHA TÉCNICA

JAPÃO 3 X 2 BRASIL

JAPÃO - Zion Suzuki; Taniguchi, Watanabe e Junnosuke Suzuki; Sano, Minamino (Tanaka), Kamada (Ogawa), Doan (Machino) e Kubo (Ito); Ueda e Nakamura (Soma). Técnico: Hajime Moriyasu

BRASIL - Hugo Souza; Paulo Henrique, Fabrício Bruno, Lucas Beraldo e Carlos Augusto (Caio Henrique); Casemiro, Bruno Guimarães (Joelinton) e Lucas Paquetá (Richarlison); Luiz Henrique (Estêvão), Vini Jr. (Rodrygo) e Gabriel Martinelli (Matheus Cunha). Técnico: Carlo Ancelotti.

ÁRBITRO - Jong Hyeok Kim (COR)

GOLS - Paulo Henrique, aos 25, e Gabriel Martinelli, aos 31 do primeiro tempo; Minamino, aos 6, e Fabrício Bruno (contra), aos 16, e Ueda aos 25 do segundo tempo

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Análise por Rodrigo Sampaio

Jornalista natural do Rio de Janeiro (RJ) em São Paulo. Repórter de Esportes do Estadão desde 2021. Antes, passagens por TV Globo e Jornal O Dia, com experiência na cobertura da Metrópole, Política e Judiciário. Fez parte da 30ª turma do Curso Estado de Jornalismo.

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