Análise|Corinthians é limitado e perde em casa para estratégico Ceará pelo Brasileirão


Equipe de Léo Condé ‘sabe sofrer’ na Neo Química Arena e é fatal em contra-ataque

Por Leonardo Catto
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Grupo de empresários corintianos cria projeto ambicioso de SAF do Corinthians cujo dono seria a própria torcida e busca apoio do clube

O Corinthians jogou mal e perdeu para o Ceará por 1 a 0 pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro. Jogando na Neo Química Arena, o time corintiano não demonstrou qualidade tática ou técnica para superar o adversário, que foi calculista em contra-ataques e fatal com Galeano, ainda no primeiro tempo.

É possível dizer que o Ceará mandou no jogo mesmo com menos posse de bola. A equipe de Léo Condé soube se defender e impôs o ritmo que quis na partida. Apático, os corintianos caíram na armadilha tática do adversário.

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Na próxima rodada, o Corinthians tem clássico contra o São Paulo, novamente na Neo Química Arena. Garro, suspenso por acumulo de amarelos, será desfalque. O Ceará recebe o Internacional, na Arena Castelão. Os dois jogos serão após a Data Fifa.

Pedro Henrique deu assistência para o gol cearense, em tarde desastrosa do Corinthians. Foto: Fabio GIannelli/Agif

Logo no começo da partida, mesmo com mais volume de jogo, o Corinthians demonstrou um futebol limitado. A equipe dependia do jogo aéreo para levar perigo ao Ceará. Até conseguiu, exigindo uma grande defesa do goleiro Bruno Ferreira, aos 14 minutos.

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Pouco depois, mais uma vez, o zagueiro cabeceou e marcou. O lance acabou anulado por impedimento de Matheus Bidu, que fez o cruzamento.

Já o Ceará baixava suas linhas. O time de Léo Condé teve dificuldade para impor sua estratégia nos primeiros minutos e precisou apenas sofrer na defesa. Quando o contra-ataque começou a engrenar, a eficácia prevaleceu.

Pedro Henrique recebeu de Lucas Mugni na ponta direita e avançou. Ele cruzou e encontrou Galeano. Com um chute no canto de Felipe Longo, o atacante do Ceará abriu o placar.

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Galeano comemora o gol que deu a vitória do Ceará sobre o Corinthians. Foto: Gabriel Silva/Ceará

Um lance que ilustra, em constrangimento, a limitação corintiana no primeiro tempo foi uma falta cobrada por Memphis quase na entrada da área. O holandês partiu para um chute forte que esbarrou no companheiro de equipe André Ramalho. O zagueiro queria atrapalhar a barreira adversária, mas prejudicou o próprio time. A cobrança colocada, com Garro, que também estava na bola, parecia a melhor opção.

A segunda etapa teve um Corinthians com mais bola no chão. Ainda assim, o time era inerte taticamente. No coletivo, o jogo defensivo do Ceará era soberano. Individualidades que poderiam fazer diferença, como Garro, Memphis ou Yuri Alberto, eram nulas.

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A torcida chegou a pedir que Dorival tirasse o holandês. O garoto Dieguinho, de 18 anos, foi quem demonstrou boas técnica e iniciativa, mas não era suficiente para desenvolver uma melhora corintiana.

Até mesmo os cruzamentos, que levavam a finalizações no primeiro tempo, já não davam certo. A defesa do Ceará conseguia afastar cada uma das chegadas.

As mudanças de Dorival Júnior empilharam atacantes, com entrada de Talles Magno, Gui Negão e Ángel Romero. Em vez de demonstrarem uma alternativa, elas formaram um “ornitorrinco tático” em campo.

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O Ceará abusou de faltas nos minutos finais. A equipe acabou com sete cartões amarelos. Foi como o time sustentou a primeiro vitória sobre o Corinthians em São Paulo.

CORINTHIANS 0 X 1 CEARÁ

  • CORINTHIANS - Felipe Longo; Matheuzinho, André Ramalho, Gustavo Henrique e Matheus Bidu (Talles Magno); Maycon, Breno Bidon (Ángel Romero), Dieguinho e Rodrigo Garro; Memphis Depay (Gui Negão) e Yuri Alberto. Técnico: Dorival Júnior.
  • CEARÁ - Bruno Ferreira; Fabiano Sousa, Marcos Vitor, Willian Machado e Rafael Ramos; Dieguinho (Lourenço), Zanocelo, Matheus Bahia (Nicolas) e Lucas Mugni (Paulo Baya); Galeano (Richardson) e Pedro Henrique (Fernadinho). Técnico: Léo Condé.
  • GOL - Galeano, aos 30 minutos do primeiro tempo.
  • ÁRBITRO - Felipe Fernandes de Lima (MG).
  • CARTÕES AMARELOS - Rodrigo Garro (Corinthians); Fabiano Souza, Pedro Henrique, Zanocelo, Dieguinho, Willian Machado, Rafael Ramos e Lourenço (Ceará)
  • PÚBLICO - 39.926 presentes.
  • RENDA - R$ 2.881.918,00.
  • LOCAL - Neo Química Arena, em São Paulo.

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Grupo de empresários corintianos cria projeto ambicioso de SAF do Corinthians cujo dono seria a própria torcida e busca apoio do clube

O Corinthians jogou mal e perdeu para o Ceará por 1 a 0 pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro. Jogando na Neo Química Arena, o time corintiano não demonstrou qualidade tática ou técnica para superar o adversário, que foi calculista em contra-ataques e fatal com Galeano, ainda no primeiro tempo.

É possível dizer que o Ceará mandou no jogo mesmo com menos posse de bola. A equipe de Léo Condé soube se defender e impôs o ritmo que quis na partida. Apático, os corintianos caíram na armadilha tática do adversário.

Na próxima rodada, o Corinthians tem clássico contra o São Paulo, novamente na Neo Química Arena. Garro, suspenso por acumulo de amarelos, será desfalque. O Ceará recebe o Internacional, na Arena Castelão. Os dois jogos serão após a Data Fifa.

Pedro Henrique deu assistência para o gol cearense, em tarde desastrosa do Corinthians. Foto: Fabio GIannelli/Agif

Logo no começo da partida, mesmo com mais volume de jogo, o Corinthians demonstrou um futebol limitado. A equipe dependia do jogo aéreo para levar perigo ao Ceará. Até conseguiu, exigindo uma grande defesa do goleiro Bruno Ferreira, aos 14 minutos.

Pouco depois, mais uma vez, o zagueiro cabeceou e marcou. O lance acabou anulado por impedimento de Matheus Bidu, que fez o cruzamento.

Já o Ceará baixava suas linhas. O time de Léo Condé teve dificuldade para impor sua estratégia nos primeiros minutos e precisou apenas sofrer na defesa. Quando o contra-ataque começou a engrenar, a eficácia prevaleceu.

Pedro Henrique recebeu de Lucas Mugni na ponta direita e avançou. Ele cruzou e encontrou Galeano. Com um chute no canto de Felipe Longo, o atacante do Ceará abriu o placar.

Galeano comemora o gol que deu a vitória do Ceará sobre o Corinthians. Foto: Gabriel Silva/Ceará

Um lance que ilustra, em constrangimento, a limitação corintiana no primeiro tempo foi uma falta cobrada por Memphis quase na entrada da área. O holandês partiu para um chute forte que esbarrou no companheiro de equipe André Ramalho. O zagueiro queria atrapalhar a barreira adversária, mas prejudicou o próprio time. A cobrança colocada, com Garro, que também estava na bola, parecia a melhor opção.

A segunda etapa teve um Corinthians com mais bola no chão. Ainda assim, o time era inerte taticamente. No coletivo, o jogo defensivo do Ceará era soberano. Individualidades que poderiam fazer diferença, como Garro, Memphis ou Yuri Alberto, eram nulas.

A torcida chegou a pedir que Dorival tirasse o holandês. O garoto Dieguinho, de 18 anos, foi quem demonstrou boas técnica e iniciativa, mas não era suficiente para desenvolver uma melhora corintiana.

Até mesmo os cruzamentos, que levavam a finalizações no primeiro tempo, já não davam certo. A defesa do Ceará conseguia afastar cada uma das chegadas.

As mudanças de Dorival Júnior empilharam atacantes, com entrada de Talles Magno, Gui Negão e Ángel Romero. Em vez de demonstrarem uma alternativa, elas formaram um “ornitorrinco tático” em campo.

O Ceará abusou de faltas nos minutos finais. A equipe acabou com sete cartões amarelos. Foi como o time sustentou a primeiro vitória sobre o Corinthians em São Paulo.

CORINTHIANS 0 X 1 CEARÁ

  • CORINTHIANS - Felipe Longo; Matheuzinho, André Ramalho, Gustavo Henrique e Matheus Bidu (Talles Magno); Maycon, Breno Bidon (Ángel Romero), Dieguinho e Rodrigo Garro; Memphis Depay (Gui Negão) e Yuri Alberto. Técnico: Dorival Júnior.
  • CEARÁ - Bruno Ferreira; Fabiano Sousa, Marcos Vitor, Willian Machado e Rafael Ramos; Dieguinho (Lourenço), Zanocelo, Matheus Bahia (Nicolas) e Lucas Mugni (Paulo Baya); Galeano (Richardson) e Pedro Henrique (Fernadinho). Técnico: Léo Condé.
  • GOL - Galeano, aos 30 minutos do primeiro tempo.
  • ÁRBITRO - Felipe Fernandes de Lima (MG).
  • CARTÕES AMARELOS - Rodrigo Garro (Corinthians); Fabiano Souza, Pedro Henrique, Zanocelo, Dieguinho, Willian Machado, Rafael Ramos e Lourenço (Ceará)
  • PÚBLICO - 39.926 presentes.
  • RENDA - R$ 2.881.918,00.
  • LOCAL - Neo Química Arena, em São Paulo.

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Grupo de empresários corintianos cria projeto ambicioso de SAF do Corinthians cujo dono seria a própria torcida e busca apoio do clube

O Corinthians jogou mal e perdeu para o Ceará por 1 a 0 pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro. Jogando na Neo Química Arena, o time corintiano não demonstrou qualidade tática ou técnica para superar o adversário, que foi calculista em contra-ataques e fatal com Galeano, ainda no primeiro tempo.

É possível dizer que o Ceará mandou no jogo mesmo com menos posse de bola. A equipe de Léo Condé soube se defender e impôs o ritmo que quis na partida. Apático, os corintianos caíram na armadilha tática do adversário.

Na próxima rodada, o Corinthians tem clássico contra o São Paulo, novamente na Neo Química Arena. Garro, suspenso por acumulo de amarelos, será desfalque. O Ceará recebe o Internacional, na Arena Castelão. Os dois jogos serão após a Data Fifa.

Pedro Henrique deu assistência para o gol cearense, em tarde desastrosa do Corinthians. Foto: Fabio GIannelli/Agif

Logo no começo da partida, mesmo com mais volume de jogo, o Corinthians demonstrou um futebol limitado. A equipe dependia do jogo aéreo para levar perigo ao Ceará. Até conseguiu, exigindo uma grande defesa do goleiro Bruno Ferreira, aos 14 minutos.

Pouco depois, mais uma vez, o zagueiro cabeceou e marcou. O lance acabou anulado por impedimento de Matheus Bidu, que fez o cruzamento.

Já o Ceará baixava suas linhas. O time de Léo Condé teve dificuldade para impor sua estratégia nos primeiros minutos e precisou apenas sofrer na defesa. Quando o contra-ataque começou a engrenar, a eficácia prevaleceu.

Pedro Henrique recebeu de Lucas Mugni na ponta direita e avançou. Ele cruzou e encontrou Galeano. Com um chute no canto de Felipe Longo, o atacante do Ceará abriu o placar.

Galeano comemora o gol que deu a vitória do Ceará sobre o Corinthians. Foto: Gabriel Silva/Ceará

Um lance que ilustra, em constrangimento, a limitação corintiana no primeiro tempo foi uma falta cobrada por Memphis quase na entrada da área. O holandês partiu para um chute forte que esbarrou no companheiro de equipe André Ramalho. O zagueiro queria atrapalhar a barreira adversária, mas prejudicou o próprio time. A cobrança colocada, com Garro, que também estava na bola, parecia a melhor opção.

A segunda etapa teve um Corinthians com mais bola no chão. Ainda assim, o time era inerte taticamente. No coletivo, o jogo defensivo do Ceará era soberano. Individualidades que poderiam fazer diferença, como Garro, Memphis ou Yuri Alberto, eram nulas.

A torcida chegou a pedir que Dorival tirasse o holandês. O garoto Dieguinho, de 18 anos, foi quem demonstrou boas técnica e iniciativa, mas não era suficiente para desenvolver uma melhora corintiana.

Até mesmo os cruzamentos, que levavam a finalizações no primeiro tempo, já não davam certo. A defesa do Ceará conseguia afastar cada uma das chegadas.

As mudanças de Dorival Júnior empilharam atacantes, com entrada de Talles Magno, Gui Negão e Ángel Romero. Em vez de demonstrarem uma alternativa, elas formaram um “ornitorrinco tático” em campo.

O Ceará abusou de faltas nos minutos finais. A equipe acabou com sete cartões amarelos. Foi como o time sustentou a primeiro vitória sobre o Corinthians em São Paulo.

CORINTHIANS 0 X 1 CEARÁ

  • CORINTHIANS - Felipe Longo; Matheuzinho, André Ramalho, Gustavo Henrique e Matheus Bidu (Talles Magno); Maycon, Breno Bidon (Ángel Romero), Dieguinho e Rodrigo Garro; Memphis Depay (Gui Negão) e Yuri Alberto. Técnico: Dorival Júnior.
  • CEARÁ - Bruno Ferreira; Fabiano Sousa, Marcos Vitor, Willian Machado e Rafael Ramos; Dieguinho (Lourenço), Zanocelo, Matheus Bahia (Nicolas) e Lucas Mugni (Paulo Baya); Galeano (Richardson) e Pedro Henrique (Fernadinho). Técnico: Léo Condé.
  • GOL - Galeano, aos 30 minutos do primeiro tempo.
  • ÁRBITRO - Felipe Fernandes de Lima (MG).
  • CARTÕES AMARELOS - Rodrigo Garro (Corinthians); Fabiano Souza, Pedro Henrique, Zanocelo, Dieguinho, Willian Machado, Rafael Ramos e Lourenço (Ceará)
  • PÚBLICO - 39.926 presentes.
  • RENDA - R$ 2.881.918,00.
  • LOCAL - Neo Química Arena, em São Paulo.
Análise por Leonardo Catto

Jornalista natural de Santa Maria (RS), bacharel em Comunicação Social - Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Repórter de Esportes do Estadão. Antes, fez parte do 32º Curso Estado de Jornalismo.

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