O atacante do Atlético Paranaense, Ilan, já sentiu o que é ser vaiado pela torcida na saída de campo. Mas sempre foi contido nas suas avaliações, afirmando que o torcedor é "mais paixão". Domingo, ao deixar o campo aplaudido, depois de ter feito três dos quatro gols da vitória sobre o Flamengo, teve a mesma reação. "O torcedor retornou ao estádio e o caldeirão voltou a ferver", disse. "Espero que nos próximos jogos eles também estejam do nosso lado." Com 22 anos, ele foi revelado pelo Paraná Clube, tendo uma passagem pelo São Paulo entre 1999 e 2000, onde não teve muitas oportunidades. "Havia muitos juniores subindo e, como o Paraná não aceitou uma proposta de venda, o São Paulo preferiu investir em seus próprios jogadores", diz. No Atlético, em sua primeira temporada, já conquistou o título brasileiro de 2001. A saída de Kléber e Alex Mineiro, que eram ídolos da torcida, abriu espaço para Ilan e Dagoberto. No início, foram colocadas dúvidas sobre a possibilidade de eles os substituírem à altura e dar continuidade à tradição atleticana de revelar bons atacantes. Hoje, a desconfiança que a torcida tinha quando a bola chegava no ataque não existe mais. Com nove dos 18 gols do time no Brasileiro, Ilan prefere dividir as glórias com seus companheiros. "O mérito é de todos e não meu", afirma.