Análise|Palmeiras e São Paulo fazem Choque-Rei melancólico e não saem do zero no Paulistão


Torcedores palmeirenses vaiam time, que vive situação delicada no Estadual; clube tricolor se classifica para o mata-mata

Por Marcos Antomil
Atualização:

Palmeiras e São Paulo reproduziram em campo, neste domingo, o mesmo nível de futebol que têm apresentado ao longo destas primeiras semanas de temporada. O time alviverde buscou mais o resultado mesmo sem apresentar soluções interessantes, enquanto viu o rival se satisfazer com o empate sem gols, resultado que provocou vaias no Allianz Parque, pela 10ª rodada do Campeonato Paulista.

Até aqui, o Palmeiras se mostrou carente de reforços e de maior criatividade do técnico Abel Ferreira. As oscilações são comuns para esta fase, mas a expectativa era de que o time estivesse alguns degraus acima. Pela parte do São Paulo, não se viu nada de bom. Uma equipe desta dimensão poderia ser mais propositiva, mas preferiu o tempo todo adotar uma postura defensiva agressiva. Apesar de abusar de um estilo desagradável, o São Paulo cumpriu sua proposta com eficácia.

Com o empate, o São Paulo confirmou sua classificação para a próxima fase do Estadual com antecedência. A equipe tricolor chega aos 16 pontos e não pode ser mais alcançada por Noroeste e Água Santa no Grupo B. A disputa fica restrita à primeira colocação com o Novorizontino. Já o Palmeiras fica em situação mais delicada. Apesar de ter mais pontos que o São Paulo, 17, a equipe alviverde está na terceira colocação do Grupo D, a cinco pontos do líder São Bernardo e a dois da Ponte Preta.

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Palmeiras e São Paulo mediram forças neste domingo, no Allianz Parque, pelo Campeonato Paulista. Foto: Felipe Rau/Estadão

Com poucos minutos de bola rolando, o Palmeiras já recebeu más notícias. Mauricio, o melhor jogador alviverde na temporada, se chocou com Ruan, luxou o ombro e precisou ser substituído. Estêvão, que estava no banco de reservas por causa de uma longa recuperação de uma amigdalite, assumiu sua posição. As interrupções marcaram os primeiros minutos do jogo. A partida ficou muito truncada e não permitia uma evolução de qualquer parte.

Aumentando a presença na defesa, o São Paulo conseguiu bloquear as intenções palmeirenses. Com força, marcação pesada e faltas mais duras, os visitantes dificultaram os objetivos do Palmeiras. Na bola parada, a equipe alviverde levou algum perigo. Algumas tentativas em trocas de passes com velocidade falharam. Nenhum dos times acertou chutes na direção do gol ao longo de toda a primeira parte. Esse número resume bem o que foi o primeiro tempo: muito atrito, pouca criatividade e nada de emoção.

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Na segunda etapa, o Palmeiras voltou com mais mobilidade e começou melhor do que o São Paulo. López e Gómez tiveram boas oportunidades em cabeceio, mas desperdiçaram. O time tricolor respondeu com Lucas Moura, que entrou na vaga de André Silva e fez Weverton trabalhar.

Lucas em ação no clássico com o Palmeiras, no Allianz Parque. Foto: Felipe Rau/Estadão

Lucas, definitivamente, mudou a cara do São Paulo em campo. O Palmeiras se manteve com problemas para trabalhar com bola rolando e achava brechas apenas em jogadas aéreas. Flaco López apareceu outra vez para colocar a equipe alviverde em vantagem, mas Rafael salvou os visitantes.

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Incomodado com o placar, Abel optou por se arriscar e decidiu sacar o zagueiro Gómez para colocar o jovem atacante Thalys. A mudança tardia de nada adiantou, e o placar permaneceu sem alterações até soar o apito final.

Próximos jogos de Palmeiras e São Paulo

O São Paulo volta a campo na quarta-feira, às 21h35, para medir forças com a Ponte Preta, no MorumBis. Um dia depois, às 19h30, o Palmeiras recebe o Botafogo de Ribeirão Preto, no Allianz Parque.

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PALMEIRAS 0 x 0 SÃO PAULO

  • PALMEIRAS: Weverton; Mayke (Marcos Rocha), Gustavo Gómez (Thalys), Murilo e Piquerez; Emi Martínez, Richard Ríos (Aníbal Moreno) e Raphael Veiga (Allan); Facundo Torres, Flaco López e Maurício (Estêvão). Técnico: Abel Ferreira.
  • SÃO PAULO: Rafael; Alan Franco, Arboleda e Ruan; Igor Vinícius (Cédric), Pablo Maia, Alisson (Marcos Antônio), Luciano (Oscar) e Enzo Díaz; André Silva (Lucas Moura) e Calleri. Técnico: Luis Zubeldía.
  • ÁRBITRO: Flávio Rodrigues de Souza.
  • CARTÕES AMARELOS: Alisson, Enzo Díaz, Calleri, Rafael e Luis Zubeldía.
  • PÚBLICO: 37.985 torcedores.
  • RENDA: R$ 3.730.200,50.
  • LOCAL: Allianz Parque, em São Paulo.

Palmeiras e São Paulo reproduziram em campo, neste domingo, o mesmo nível de futebol que têm apresentado ao longo destas primeiras semanas de temporada. O time alviverde buscou mais o resultado mesmo sem apresentar soluções interessantes, enquanto viu o rival se satisfazer com o empate sem gols, resultado que provocou vaias no Allianz Parque, pela 10ª rodada do Campeonato Paulista.

Até aqui, o Palmeiras se mostrou carente de reforços e de maior criatividade do técnico Abel Ferreira. As oscilações são comuns para esta fase, mas a expectativa era de que o time estivesse alguns degraus acima. Pela parte do São Paulo, não se viu nada de bom. Uma equipe desta dimensão poderia ser mais propositiva, mas preferiu o tempo todo adotar uma postura defensiva agressiva. Apesar de abusar de um estilo desagradável, o São Paulo cumpriu sua proposta com eficácia.

Com o empate, o São Paulo confirmou sua classificação para a próxima fase do Estadual com antecedência. A equipe tricolor chega aos 16 pontos e não pode ser mais alcançada por Noroeste e Água Santa no Grupo B. A disputa fica restrita à primeira colocação com o Novorizontino. Já o Palmeiras fica em situação mais delicada. Apesar de ter mais pontos que o São Paulo, 17, a equipe alviverde está na terceira colocação do Grupo D, a cinco pontos do líder São Bernardo e a dois da Ponte Preta.

Palmeiras e São Paulo mediram forças neste domingo, no Allianz Parque, pelo Campeonato Paulista. Foto: Felipe Rau/Estadão

Com poucos minutos de bola rolando, o Palmeiras já recebeu más notícias. Mauricio, o melhor jogador alviverde na temporada, se chocou com Ruan, luxou o ombro e precisou ser substituído. Estêvão, que estava no banco de reservas por causa de uma longa recuperação de uma amigdalite, assumiu sua posição. As interrupções marcaram os primeiros minutos do jogo. A partida ficou muito truncada e não permitia uma evolução de qualquer parte.

Aumentando a presença na defesa, o São Paulo conseguiu bloquear as intenções palmeirenses. Com força, marcação pesada e faltas mais duras, os visitantes dificultaram os objetivos do Palmeiras. Na bola parada, a equipe alviverde levou algum perigo. Algumas tentativas em trocas de passes com velocidade falharam. Nenhum dos times acertou chutes na direção do gol ao longo de toda a primeira parte. Esse número resume bem o que foi o primeiro tempo: muito atrito, pouca criatividade e nada de emoção.

Na segunda etapa, o Palmeiras voltou com mais mobilidade e começou melhor do que o São Paulo. López e Gómez tiveram boas oportunidades em cabeceio, mas desperdiçaram. O time tricolor respondeu com Lucas Moura, que entrou na vaga de André Silva e fez Weverton trabalhar.

Lucas em ação no clássico com o Palmeiras, no Allianz Parque. Foto: Felipe Rau/Estadão

Lucas, definitivamente, mudou a cara do São Paulo em campo. O Palmeiras se manteve com problemas para trabalhar com bola rolando e achava brechas apenas em jogadas aéreas. Flaco López apareceu outra vez para colocar a equipe alviverde em vantagem, mas Rafael salvou os visitantes.

Incomodado com o placar, Abel optou por se arriscar e decidiu sacar o zagueiro Gómez para colocar o jovem atacante Thalys. A mudança tardia de nada adiantou, e o placar permaneceu sem alterações até soar o apito final.

Próximos jogos de Palmeiras e São Paulo

O São Paulo volta a campo na quarta-feira, às 21h35, para medir forças com a Ponte Preta, no MorumBis. Um dia depois, às 19h30, o Palmeiras recebe o Botafogo de Ribeirão Preto, no Allianz Parque.

PALMEIRAS 0 x 0 SÃO PAULO

  • PALMEIRAS: Weverton; Mayke (Marcos Rocha), Gustavo Gómez (Thalys), Murilo e Piquerez; Emi Martínez, Richard Ríos (Aníbal Moreno) e Raphael Veiga (Allan); Facundo Torres, Flaco López e Maurício (Estêvão). Técnico: Abel Ferreira.
  • SÃO PAULO: Rafael; Alan Franco, Arboleda e Ruan; Igor Vinícius (Cédric), Pablo Maia, Alisson (Marcos Antônio), Luciano (Oscar) e Enzo Díaz; André Silva (Lucas Moura) e Calleri. Técnico: Luis Zubeldía.
  • ÁRBITRO: Flávio Rodrigues de Souza.
  • CARTÕES AMARELOS: Alisson, Enzo Díaz, Calleri, Rafael e Luis Zubeldía.
  • PÚBLICO: 37.985 torcedores.
  • RENDA: R$ 3.730.200,50.
  • LOCAL: Allianz Parque, em São Paulo.

Palmeiras e São Paulo reproduziram em campo, neste domingo, o mesmo nível de futebol que têm apresentado ao longo destas primeiras semanas de temporada. O time alviverde buscou mais o resultado mesmo sem apresentar soluções interessantes, enquanto viu o rival se satisfazer com o empate sem gols, resultado que provocou vaias no Allianz Parque, pela 10ª rodada do Campeonato Paulista.

Até aqui, o Palmeiras se mostrou carente de reforços e de maior criatividade do técnico Abel Ferreira. As oscilações são comuns para esta fase, mas a expectativa era de que o time estivesse alguns degraus acima. Pela parte do São Paulo, não se viu nada de bom. Uma equipe desta dimensão poderia ser mais propositiva, mas preferiu o tempo todo adotar uma postura defensiva agressiva. Apesar de abusar de um estilo desagradável, o São Paulo cumpriu sua proposta com eficácia.

Com o empate, o São Paulo confirmou sua classificação para a próxima fase do Estadual com antecedência. A equipe tricolor chega aos 16 pontos e não pode ser mais alcançada por Noroeste e Água Santa no Grupo B. A disputa fica restrita à primeira colocação com o Novorizontino. Já o Palmeiras fica em situação mais delicada. Apesar de ter mais pontos que o São Paulo, 17, a equipe alviverde está na terceira colocação do Grupo D, a cinco pontos do líder São Bernardo e a dois da Ponte Preta.

Palmeiras e São Paulo mediram forças neste domingo, no Allianz Parque, pelo Campeonato Paulista. Foto: Felipe Rau/Estadão

Com poucos minutos de bola rolando, o Palmeiras já recebeu más notícias. Mauricio, o melhor jogador alviverde na temporada, se chocou com Ruan, luxou o ombro e precisou ser substituído. Estêvão, que estava no banco de reservas por causa de uma longa recuperação de uma amigdalite, assumiu sua posição. As interrupções marcaram os primeiros minutos do jogo. A partida ficou muito truncada e não permitia uma evolução de qualquer parte.

Aumentando a presença na defesa, o São Paulo conseguiu bloquear as intenções palmeirenses. Com força, marcação pesada e faltas mais duras, os visitantes dificultaram os objetivos do Palmeiras. Na bola parada, a equipe alviverde levou algum perigo. Algumas tentativas em trocas de passes com velocidade falharam. Nenhum dos times acertou chutes na direção do gol ao longo de toda a primeira parte. Esse número resume bem o que foi o primeiro tempo: muito atrito, pouca criatividade e nada de emoção.

Na segunda etapa, o Palmeiras voltou com mais mobilidade e começou melhor do que o São Paulo. López e Gómez tiveram boas oportunidades em cabeceio, mas desperdiçaram. O time tricolor respondeu com Lucas Moura, que entrou na vaga de André Silva e fez Weverton trabalhar.

Lucas em ação no clássico com o Palmeiras, no Allianz Parque. Foto: Felipe Rau/Estadão

Lucas, definitivamente, mudou a cara do São Paulo em campo. O Palmeiras se manteve com problemas para trabalhar com bola rolando e achava brechas apenas em jogadas aéreas. Flaco López apareceu outra vez para colocar a equipe alviverde em vantagem, mas Rafael salvou os visitantes.

Incomodado com o placar, Abel optou por se arriscar e decidiu sacar o zagueiro Gómez para colocar o jovem atacante Thalys. A mudança tardia de nada adiantou, e o placar permaneceu sem alterações até soar o apito final.

Próximos jogos de Palmeiras e São Paulo

O São Paulo volta a campo na quarta-feira, às 21h35, para medir forças com a Ponte Preta, no MorumBis. Um dia depois, às 19h30, o Palmeiras recebe o Botafogo de Ribeirão Preto, no Allianz Parque.

PALMEIRAS 0 x 0 SÃO PAULO

  • PALMEIRAS: Weverton; Mayke (Marcos Rocha), Gustavo Gómez (Thalys), Murilo e Piquerez; Emi Martínez, Richard Ríos (Aníbal Moreno) e Raphael Veiga (Allan); Facundo Torres, Flaco López e Maurício (Estêvão). Técnico: Abel Ferreira.
  • SÃO PAULO: Rafael; Alan Franco, Arboleda e Ruan; Igor Vinícius (Cédric), Pablo Maia, Alisson (Marcos Antônio), Luciano (Oscar) e Enzo Díaz; André Silva (Lucas Moura) e Calleri. Técnico: Luis Zubeldía.
  • ÁRBITRO: Flávio Rodrigues de Souza.
  • CARTÕES AMARELOS: Alisson, Enzo Díaz, Calleri, Rafael e Luis Zubeldía.
  • PÚBLICO: 37.985 torcedores.
  • RENDA: R$ 3.730.200,50.
  • LOCAL: Allianz Parque, em São Paulo.
Análise por Marcos Antomil

Editor assistente de Esportes. Formado em Jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero e especialista em Transmissões Esportivas pela Universidad Nebrija (Espanha). Mestrando da Universidade de São Paulo no Programa de Integração da América Latina (Prolam).

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