Análise|PSG aniquila a Inter de Milão, chega à apoteose em Munique e ganha pela 1ª vez a Champions League


Com brilho de Doué e gols de Hakimi, Kvaratskhelia e Mayulu, time da capital francesa não dá chances aos rivais, goleia e tira grito entalado da garganta

Por Marcos Antomil
Atualização:

Impulsionado pela fortuna do Catar, o Paris Saint-Germain sofreu para encontrar a fórmula certa para ser campeão europeu. Nem Messi, Neymar e Mbappé juntos conseguiram tirar os parisienses da fila nos últimos anos. Mas, sob o comando de Luis Enrique, com um elenco mais harmonioso e sem estrelas que ofuscassem os demais companheiros, o time da capital francesa finalmente conseguiu erguer o troféu mais desejado, o da Champions League. Neste sábado, uma vitória consistente por 5 a 0 sobre a Internazionale fez da Allianz Arena, em Munique, a apoteose de um sonho de mais de 50 anos.

O título da Champions League coroa uma temporada perfeita do Paris Saint-Germain. O clube faturou também o Campeonato Francês e a Copa da França. A conquista garante a participação parisiense na final do próximo Intercontinental da Fifa, agendada para 17 de dezembro.

As últimas finais de Champions concentraram suas emoções para o segundo tempo, mas o enredo desta edição conspirava para um panorama completamente diferente. Paris Saint-Germain e Internazionale chegaram à decisão sem a mesma pompa de Manchester City e Real Madrid, mas com times capazes de produzir uma decisão de ótimo nível técnico.

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PSG destrói a Internazionale com goleada história e conquista a Champions League. Foto: Marco Bertorello/AFP

O PSG construiu sua vantagem logo nos primeiros minutos. O time parisiense aproveitou a rara desatenção da Internazionale para desmontar a forte linha defensiva formada por três zagueiros e pavimentar o caminho para o título. Aos 12, em jogada construída de pé em pé na grande área, Hakimi recebeu livre para concluir com facilidade e inaugurar o marcador.

Achraf Hakimi comemora com parcimônia gol marcado sobre a Internazionale, time que já defendeu. Foto: Matthias Schrader/AP
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Aos 20, um contragolpe de almanaque com requintes de crueldade. Kvaratskhelia ligou o ataque pela esquerda com Dembélé, que viu bem a passagem de Doué na grande área. O garoto de 19 anos bateu para o gol, a bola desviou em Dimarco e se tornou indefensável para Sommer.

Désiré Doué comemora o segundo gol do Paris Saint-Germain em Munique. Foto: Matthias Schrader/AP

Mesmo comandando o placar, o PSG não deixou de atacar e de ficar com a bola. A Internazionale, por sua vez, não encontrou espaços e sofreu para armar lances perigosos. Enquanto os parisienses acertaram o alvo cinco vezes, o time de Milão sequer conseguiu uma finalização na direção do gol.

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A ideia de uma final equilibrada desmoronou no primeiro tempo e evidenciou o trabalho ofensivo e taticamente robusto de Luis Enrique, muito diferente daquele futebol burocrático, horizontal e de exagerada posse de bola que fez na seleção espanhola até a Copa do Catar.

Na volta do intervalo, a Internazionale tentou se soltar um pouco mais e mostrar o porquê de ter chegado à final. Irreconhecível, o conjunto de Milão não chegou perto de ser o que eliminou o Barcelona na semifinal e o Bayern nas quartas.

A postura dos italianos favoreceu os contra-ataques do Paris Saint-Germain. Em uma dessas descidas, a defesa da Internazionale ficou escancarada, Doué recebeu outro passe perfeito de Vitinha, ficou cara a cara com Sommer e anotou o terceiro, aos 18 minutos.

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Doué foi às redes duas vezes na final deste sábado na Allianz Arena, em Munique. Foto: Alexandra Beier/AP

Os indícios de uma goleada foram múltiplos. Completamente desencontrada em campo, a Inter já não tinha forças para segurar a vontade do PSG de ser campeão. Aos 27, foi a vez do georgiano Kvaratskhelia deixar o seu. Pelo lado esquerdo do ataque, invadiu a área e correu para comemorar o quarto gol. Aos 41, Mayulu, que havia acabado de entrar, fez mais um após troca de passes na área. No momento do gol, houve invasão da torcida parisiense ao gramado e jornalistas foram derrubados.

Georgiano Khvicha Kvaratskhelia fez o quarto gol do Paris Saint-Germain em Munique. Foto: Martin Meissner/AP
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PARIS SAINT-GERMAIN 5 X 0 INTERNAZIONALE

  • PSG: Donnarumma; Hakimi, Marquinhos, Pacho e Nuno Mendes (Lucas Hernández); João Neves (Zaïre-Emery), Vitinha e Fabián Ruiz (Mayulu); Doué (Barcola), Dembélé e Kvaratskhelia (Gonçalo Ramos). Técnico: Luis Enrique.
  • INTER DE MILÃO: Sommer; Pavard (Bisseck; Darmian), Acerbi e Bastoni; Dumfries, Barella, Çalhanoglu (Asllani), Mkhitaryan (Carlos Augusto) e Dimarco (Zalewski); Thuram e Lautaro Martínez. Técnico: Simone Inzaghi.
  • GOLS: Hakimi, aos 12, Doué, aos 20 do 1º tempo e aos 18 do 2º tempo; Kvaratskhelia, aos 27, Mayulu aos 41 minutos do 2º tempo.
  • ÁRBITRO: István Kovács (ROM).
  • CARTÕES AMARELOS: Hakimi, Acerbi, Zalewski, Thuram e Doué.
  • PÚBLICO E RENDA: Não disponíveis.
  • LOCAL: Allianz Arena, em Munique.

Impulsionado pela fortuna do Catar, o Paris Saint-Germain sofreu para encontrar a fórmula certa para ser campeão europeu. Nem Messi, Neymar e Mbappé juntos conseguiram tirar os parisienses da fila nos últimos anos. Mas, sob o comando de Luis Enrique, com um elenco mais harmonioso e sem estrelas que ofuscassem os demais companheiros, o time da capital francesa finalmente conseguiu erguer o troféu mais desejado, o da Champions League. Neste sábado, uma vitória consistente por 5 a 0 sobre a Internazionale fez da Allianz Arena, em Munique, a apoteose de um sonho de mais de 50 anos.

O título da Champions League coroa uma temporada perfeita do Paris Saint-Germain. O clube faturou também o Campeonato Francês e a Copa da França. A conquista garante a participação parisiense na final do próximo Intercontinental da Fifa, agendada para 17 de dezembro.

As últimas finais de Champions concentraram suas emoções para o segundo tempo, mas o enredo desta edição conspirava para um panorama completamente diferente. Paris Saint-Germain e Internazionale chegaram à decisão sem a mesma pompa de Manchester City e Real Madrid, mas com times capazes de produzir uma decisão de ótimo nível técnico.

PSG destrói a Internazionale com goleada história e conquista a Champions League. Foto: Marco Bertorello/AFP

O PSG construiu sua vantagem logo nos primeiros minutos. O time parisiense aproveitou a rara desatenção da Internazionale para desmontar a forte linha defensiva formada por três zagueiros e pavimentar o caminho para o título. Aos 12, em jogada construída de pé em pé na grande área, Hakimi recebeu livre para concluir com facilidade e inaugurar o marcador.

Achraf Hakimi comemora com parcimônia gol marcado sobre a Internazionale, time que já defendeu. Foto: Matthias Schrader/AP

Aos 20, um contragolpe de almanaque com requintes de crueldade. Kvaratskhelia ligou o ataque pela esquerda com Dembélé, que viu bem a passagem de Doué na grande área. O garoto de 19 anos bateu para o gol, a bola desviou em Dimarco e se tornou indefensável para Sommer.

Désiré Doué comemora o segundo gol do Paris Saint-Germain em Munique. Foto: Matthias Schrader/AP

Mesmo comandando o placar, o PSG não deixou de atacar e de ficar com a bola. A Internazionale, por sua vez, não encontrou espaços e sofreu para armar lances perigosos. Enquanto os parisienses acertaram o alvo cinco vezes, o time de Milão sequer conseguiu uma finalização na direção do gol.

A ideia de uma final equilibrada desmoronou no primeiro tempo e evidenciou o trabalho ofensivo e taticamente robusto de Luis Enrique, muito diferente daquele futebol burocrático, horizontal e de exagerada posse de bola que fez na seleção espanhola até a Copa do Catar.

Na volta do intervalo, a Internazionale tentou se soltar um pouco mais e mostrar o porquê de ter chegado à final. Irreconhecível, o conjunto de Milão não chegou perto de ser o que eliminou o Barcelona na semifinal e o Bayern nas quartas.

A postura dos italianos favoreceu os contra-ataques do Paris Saint-Germain. Em uma dessas descidas, a defesa da Internazionale ficou escancarada, Doué recebeu outro passe perfeito de Vitinha, ficou cara a cara com Sommer e anotou o terceiro, aos 18 minutos.

Doué foi às redes duas vezes na final deste sábado na Allianz Arena, em Munique. Foto: Alexandra Beier/AP

Os indícios de uma goleada foram múltiplos. Completamente desencontrada em campo, a Inter já não tinha forças para segurar a vontade do PSG de ser campeão. Aos 27, foi a vez do georgiano Kvaratskhelia deixar o seu. Pelo lado esquerdo do ataque, invadiu a área e correu para comemorar o quarto gol. Aos 41, Mayulu, que havia acabado de entrar, fez mais um após troca de passes na área. No momento do gol, houve invasão da torcida parisiense ao gramado e jornalistas foram derrubados.

Georgiano Khvicha Kvaratskhelia fez o quarto gol do Paris Saint-Germain em Munique. Foto: Martin Meissner/AP

PARIS SAINT-GERMAIN 5 X 0 INTERNAZIONALE

  • PSG: Donnarumma; Hakimi, Marquinhos, Pacho e Nuno Mendes (Lucas Hernández); João Neves (Zaïre-Emery), Vitinha e Fabián Ruiz (Mayulu); Doué (Barcola), Dembélé e Kvaratskhelia (Gonçalo Ramos). Técnico: Luis Enrique.
  • INTER DE MILÃO: Sommer; Pavard (Bisseck; Darmian), Acerbi e Bastoni; Dumfries, Barella, Çalhanoglu (Asllani), Mkhitaryan (Carlos Augusto) e Dimarco (Zalewski); Thuram e Lautaro Martínez. Técnico: Simone Inzaghi.
  • GOLS: Hakimi, aos 12, Doué, aos 20 do 1º tempo e aos 18 do 2º tempo; Kvaratskhelia, aos 27, Mayulu aos 41 minutos do 2º tempo.
  • ÁRBITRO: István Kovács (ROM).
  • CARTÕES AMARELOS: Hakimi, Acerbi, Zalewski, Thuram e Doué.
  • PÚBLICO E RENDA: Não disponíveis.
  • LOCAL: Allianz Arena, em Munique.

Impulsionado pela fortuna do Catar, o Paris Saint-Germain sofreu para encontrar a fórmula certa para ser campeão europeu. Nem Messi, Neymar e Mbappé juntos conseguiram tirar os parisienses da fila nos últimos anos. Mas, sob o comando de Luis Enrique, com um elenco mais harmonioso e sem estrelas que ofuscassem os demais companheiros, o time da capital francesa finalmente conseguiu erguer o troféu mais desejado, o da Champions League. Neste sábado, uma vitória consistente por 5 a 0 sobre a Internazionale fez da Allianz Arena, em Munique, a apoteose de um sonho de mais de 50 anos.

O título da Champions League coroa uma temporada perfeita do Paris Saint-Germain. O clube faturou também o Campeonato Francês e a Copa da França. A conquista garante a participação parisiense na final do próximo Intercontinental da Fifa, agendada para 17 de dezembro.

As últimas finais de Champions concentraram suas emoções para o segundo tempo, mas o enredo desta edição conspirava para um panorama completamente diferente. Paris Saint-Germain e Internazionale chegaram à decisão sem a mesma pompa de Manchester City e Real Madrid, mas com times capazes de produzir uma decisão de ótimo nível técnico.

PSG destrói a Internazionale com goleada história e conquista a Champions League. Foto: Marco Bertorello/AFP

O PSG construiu sua vantagem logo nos primeiros minutos. O time parisiense aproveitou a rara desatenção da Internazionale para desmontar a forte linha defensiva formada por três zagueiros e pavimentar o caminho para o título. Aos 12, em jogada construída de pé em pé na grande área, Hakimi recebeu livre para concluir com facilidade e inaugurar o marcador.

Achraf Hakimi comemora com parcimônia gol marcado sobre a Internazionale, time que já defendeu. Foto: Matthias Schrader/AP

Aos 20, um contragolpe de almanaque com requintes de crueldade. Kvaratskhelia ligou o ataque pela esquerda com Dembélé, que viu bem a passagem de Doué na grande área. O garoto de 19 anos bateu para o gol, a bola desviou em Dimarco e se tornou indefensável para Sommer.

Désiré Doué comemora o segundo gol do Paris Saint-Germain em Munique. Foto: Matthias Schrader/AP

Mesmo comandando o placar, o PSG não deixou de atacar e de ficar com a bola. A Internazionale, por sua vez, não encontrou espaços e sofreu para armar lances perigosos. Enquanto os parisienses acertaram o alvo cinco vezes, o time de Milão sequer conseguiu uma finalização na direção do gol.

A ideia de uma final equilibrada desmoronou no primeiro tempo e evidenciou o trabalho ofensivo e taticamente robusto de Luis Enrique, muito diferente daquele futebol burocrático, horizontal e de exagerada posse de bola que fez na seleção espanhola até a Copa do Catar.

Na volta do intervalo, a Internazionale tentou se soltar um pouco mais e mostrar o porquê de ter chegado à final. Irreconhecível, o conjunto de Milão não chegou perto de ser o que eliminou o Barcelona na semifinal e o Bayern nas quartas.

A postura dos italianos favoreceu os contra-ataques do Paris Saint-Germain. Em uma dessas descidas, a defesa da Internazionale ficou escancarada, Doué recebeu outro passe perfeito de Vitinha, ficou cara a cara com Sommer e anotou o terceiro, aos 18 minutos.

Doué foi às redes duas vezes na final deste sábado na Allianz Arena, em Munique. Foto: Alexandra Beier/AP

Os indícios de uma goleada foram múltiplos. Completamente desencontrada em campo, a Inter já não tinha forças para segurar a vontade do PSG de ser campeão. Aos 27, foi a vez do georgiano Kvaratskhelia deixar o seu. Pelo lado esquerdo do ataque, invadiu a área e correu para comemorar o quarto gol. Aos 41, Mayulu, que havia acabado de entrar, fez mais um após troca de passes na área. No momento do gol, houve invasão da torcida parisiense ao gramado e jornalistas foram derrubados.

Georgiano Khvicha Kvaratskhelia fez o quarto gol do Paris Saint-Germain em Munique. Foto: Martin Meissner/AP

PARIS SAINT-GERMAIN 5 X 0 INTERNAZIONALE

  • PSG: Donnarumma; Hakimi, Marquinhos, Pacho e Nuno Mendes (Lucas Hernández); João Neves (Zaïre-Emery), Vitinha e Fabián Ruiz (Mayulu); Doué (Barcola), Dembélé e Kvaratskhelia (Gonçalo Ramos). Técnico: Luis Enrique.
  • INTER DE MILÃO: Sommer; Pavard (Bisseck; Darmian), Acerbi e Bastoni; Dumfries, Barella, Çalhanoglu (Asllani), Mkhitaryan (Carlos Augusto) e Dimarco (Zalewski); Thuram e Lautaro Martínez. Técnico: Simone Inzaghi.
  • GOLS: Hakimi, aos 12, Doué, aos 20 do 1º tempo e aos 18 do 2º tempo; Kvaratskhelia, aos 27, Mayulu aos 41 minutos do 2º tempo.
  • ÁRBITRO: István Kovács (ROM).
  • CARTÕES AMARELOS: Hakimi, Acerbi, Zalewski, Thuram e Doué.
  • PÚBLICO E RENDA: Não disponíveis.
  • LOCAL: Allianz Arena, em Munique.
Análise por Marcos Antomil

Editor assistente de Esportes. Formado em Jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero e especialista em Transmissões Esportivas pela Universidad Nebrija (Espanha). Mestrando da Universidade de São Paulo no Programa de Integração da América Latina (Prolam).

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