Nokia demite 10 mil e fecha unidades


Em crise, fabricante finlandesa de celulares, ex-líder de mercado, informou que prejuízo no segundo trimestre será maior que no primeiro

Por Redação

Kevin J. O'Brien THE NEW YORK TIMES A Nokia, fabricante finlandesa de celulares, disse ontem que vai cortar 10 mil empregos, o equivalente a 19% de sua força de trabalho, até o fim de 2013, como parte de uma reforma de emergência que inclui o fechamento de centros de pesquisa na Alemanha e no Canadá e de uma fábrica na Finlândia, bem como a saída de três executivos do alto escalão. Após o anúncio, as ações da empresa caíram 17,81%, fechando cotadas a 1,82 euros. No Brasil, a subsidiária da Nokia não tinha informações se seria afetada pelos cortes. A companhia também alertou os investidores de que seu prejuízo será maior no segundo trimestre do que foi no primeiro, e que os efeitos negativos de sua transição para o ramo dos smartphones com sistema operacional Windows continuariam a ser sentidos no terceiro trimestre. A Nokia registrou prejuízo de A 929 milhões no primeiro trimestre, com queda de 29% em suas vendas. Antes líder inquestionável do mercado global de celulares, a Nokia perdeu espaço para a Apple, bem como para fabricantes como a Samsung e outras empresas que vendem aparelhos equipados com o sistema Android, do Google. Em fevereiro de 2011, Nokia e Microsoft anunciaram uma aliança para a produção de uma linha de smartphones chamada Lumia, que usa o Windows como sistema operacional. A empresa finlandesa viu então suas vendas caírem e o lucro evaporar, conforme os consumidores passaram a evitar os smartphones equipados com o sistema operacional Symbian, da própria Nokia, ou a pedir descontos no preço desses aparelhos, que a empresa está tirando gradualmente do mercado. Por mais que os aparelhos Lumia tenham sido elogiados pelos especialistas, as vendas não foram fortes o bastante para compensar o declínio no ramo principal de atividade da empresa. "As reduções planejadas são uma consequência difícil das decisões que tomamos no sentido de garantir o poder competitivo da Nokia no longo prazo", disse o presidente da Nokia e ex-diretor da Microsoft, Stephen Elop. "Não planejamos com leviandade as decisões que podem afetar nossos funcionários e, enquanto empresa, vamos trabalhar incansavelmente para garantir que os funcionários em situação de risco recebam o apoio, as opções e conselhos necessários na busca de novas oportunidades." De acordo com a empresa, a redução nos postos de trabalho e o fechamento dos centros de pesquisa e desenvolvimento em Ulm, na Alemanha, Burnaby, no Canadá, e da fábrica de celulares em Salo, na Finlândia, pouparia A 1,6 bilhão até o fim do ano. Desinvestimento Como parte de sua reorganização, a Nokia anunciou a venda de sua divisão de celulares de luxo, Vertu, para a EQT VI, firma europeia de private equity, por um preço não divulgado. A empresa disse ter também comprado a Scalado, desenvolvedora sueca de tecnologia de imagem para smartphones. O preço pago pela Scalado não foi divulgado. Além disso, a Nokia informou que "avaliaria cuidadosamente o futuro de certos ativos complementares". Em conferência telefônica com analistas, Elop indicou que a Nokia Siemens Networks, parceria com a alemã Siemens para fabricação de equipamentos de rede - e que teve prejuízo total de A 986 milhões em 2010 e 2011 - poderia ser um dos ramos a se tornar alvo da reavaliação futura. Elop não quis descrever a Nokia Siemens como ativo complementar, mas disse que a reestruturação da fabricante de equipamentos de rede, que entra agora no seu segundo ano, tinha o objetivo de torná-la mais atraente para os potenciais investidores. "Dissemos apenas que a Nokia Siemens está passando por sua própria reestruturação, e estamos satisfeitos com os esforços feitos até o momento", disse Elop. O objetivo da reestruturação é fazer da empresa "uma entidade mais independente no futuro", acrescentou ele. "Enquanto isso prossegue, estamos determinados a descobrir o que o futuro nos reserva." O analista Ilkka Rauvola, que trabalha para o Danske Bank em Helsinque, disse que, por mais que o alerta referente aos lucros possa prejudicar o preço das ações no curto prazo, a Nokia parecia estar enfrentando seus principais desafios para o longo prazo. "Me parece que a administração está agindo, fazendo tudo aquilo que precisa ser feito", disse Rauvola. Elop, presidente da Nokia, disse que os cortes de gastos e de posições de trabalho têm o objetivo de fazer a Nokia lucrar novamente "tão logo seja possível". De acordo com o executivo, a Nokia, que informou ter reservas líquidas de dinheiro da ordem de A 4,9 bilhões no fim de março, tem recursos "mais do que suficientes" para suportar a transição. / TRADUÇÃO DE AUGUSTO CALIL

Kevin J. O'Brien THE NEW YORK TIMES A Nokia, fabricante finlandesa de celulares, disse ontem que vai cortar 10 mil empregos, o equivalente a 19% de sua força de trabalho, até o fim de 2013, como parte de uma reforma de emergência que inclui o fechamento de centros de pesquisa na Alemanha e no Canadá e de uma fábrica na Finlândia, bem como a saída de três executivos do alto escalão. Após o anúncio, as ações da empresa caíram 17,81%, fechando cotadas a 1,82 euros. No Brasil, a subsidiária da Nokia não tinha informações se seria afetada pelos cortes. A companhia também alertou os investidores de que seu prejuízo será maior no segundo trimestre do que foi no primeiro, e que os efeitos negativos de sua transição para o ramo dos smartphones com sistema operacional Windows continuariam a ser sentidos no terceiro trimestre. A Nokia registrou prejuízo de A 929 milhões no primeiro trimestre, com queda de 29% em suas vendas. Antes líder inquestionável do mercado global de celulares, a Nokia perdeu espaço para a Apple, bem como para fabricantes como a Samsung e outras empresas que vendem aparelhos equipados com o sistema Android, do Google. Em fevereiro de 2011, Nokia e Microsoft anunciaram uma aliança para a produção de uma linha de smartphones chamada Lumia, que usa o Windows como sistema operacional. A empresa finlandesa viu então suas vendas caírem e o lucro evaporar, conforme os consumidores passaram a evitar os smartphones equipados com o sistema operacional Symbian, da própria Nokia, ou a pedir descontos no preço desses aparelhos, que a empresa está tirando gradualmente do mercado. Por mais que os aparelhos Lumia tenham sido elogiados pelos especialistas, as vendas não foram fortes o bastante para compensar o declínio no ramo principal de atividade da empresa. "As reduções planejadas são uma consequência difícil das decisões que tomamos no sentido de garantir o poder competitivo da Nokia no longo prazo", disse o presidente da Nokia e ex-diretor da Microsoft, Stephen Elop. "Não planejamos com leviandade as decisões que podem afetar nossos funcionários e, enquanto empresa, vamos trabalhar incansavelmente para garantir que os funcionários em situação de risco recebam o apoio, as opções e conselhos necessários na busca de novas oportunidades." De acordo com a empresa, a redução nos postos de trabalho e o fechamento dos centros de pesquisa e desenvolvimento em Ulm, na Alemanha, Burnaby, no Canadá, e da fábrica de celulares em Salo, na Finlândia, pouparia A 1,6 bilhão até o fim do ano. Desinvestimento Como parte de sua reorganização, a Nokia anunciou a venda de sua divisão de celulares de luxo, Vertu, para a EQT VI, firma europeia de private equity, por um preço não divulgado. A empresa disse ter também comprado a Scalado, desenvolvedora sueca de tecnologia de imagem para smartphones. O preço pago pela Scalado não foi divulgado. Além disso, a Nokia informou que "avaliaria cuidadosamente o futuro de certos ativos complementares". Em conferência telefônica com analistas, Elop indicou que a Nokia Siemens Networks, parceria com a alemã Siemens para fabricação de equipamentos de rede - e que teve prejuízo total de A 986 milhões em 2010 e 2011 - poderia ser um dos ramos a se tornar alvo da reavaliação futura. Elop não quis descrever a Nokia Siemens como ativo complementar, mas disse que a reestruturação da fabricante de equipamentos de rede, que entra agora no seu segundo ano, tinha o objetivo de torná-la mais atraente para os potenciais investidores. "Dissemos apenas que a Nokia Siemens está passando por sua própria reestruturação, e estamos satisfeitos com os esforços feitos até o momento", disse Elop. O objetivo da reestruturação é fazer da empresa "uma entidade mais independente no futuro", acrescentou ele. "Enquanto isso prossegue, estamos determinados a descobrir o que o futuro nos reserva." O analista Ilkka Rauvola, que trabalha para o Danske Bank em Helsinque, disse que, por mais que o alerta referente aos lucros possa prejudicar o preço das ações no curto prazo, a Nokia parecia estar enfrentando seus principais desafios para o longo prazo. "Me parece que a administração está agindo, fazendo tudo aquilo que precisa ser feito", disse Rauvola. Elop, presidente da Nokia, disse que os cortes de gastos e de posições de trabalho têm o objetivo de fazer a Nokia lucrar novamente "tão logo seja possível". De acordo com o executivo, a Nokia, que informou ter reservas líquidas de dinheiro da ordem de A 4,9 bilhões no fim de março, tem recursos "mais do que suficientes" para suportar a transição. / TRADUÇÃO DE AUGUSTO CALIL

Kevin J. O'Brien THE NEW YORK TIMES A Nokia, fabricante finlandesa de celulares, disse ontem que vai cortar 10 mil empregos, o equivalente a 19% de sua força de trabalho, até o fim de 2013, como parte de uma reforma de emergência que inclui o fechamento de centros de pesquisa na Alemanha e no Canadá e de uma fábrica na Finlândia, bem como a saída de três executivos do alto escalão. Após o anúncio, as ações da empresa caíram 17,81%, fechando cotadas a 1,82 euros. No Brasil, a subsidiária da Nokia não tinha informações se seria afetada pelos cortes. A companhia também alertou os investidores de que seu prejuízo será maior no segundo trimestre do que foi no primeiro, e que os efeitos negativos de sua transição para o ramo dos smartphones com sistema operacional Windows continuariam a ser sentidos no terceiro trimestre. A Nokia registrou prejuízo de A 929 milhões no primeiro trimestre, com queda de 29% em suas vendas. Antes líder inquestionável do mercado global de celulares, a Nokia perdeu espaço para a Apple, bem como para fabricantes como a Samsung e outras empresas que vendem aparelhos equipados com o sistema Android, do Google. Em fevereiro de 2011, Nokia e Microsoft anunciaram uma aliança para a produção de uma linha de smartphones chamada Lumia, que usa o Windows como sistema operacional. A empresa finlandesa viu então suas vendas caírem e o lucro evaporar, conforme os consumidores passaram a evitar os smartphones equipados com o sistema operacional Symbian, da própria Nokia, ou a pedir descontos no preço desses aparelhos, que a empresa está tirando gradualmente do mercado. Por mais que os aparelhos Lumia tenham sido elogiados pelos especialistas, as vendas não foram fortes o bastante para compensar o declínio no ramo principal de atividade da empresa. "As reduções planejadas são uma consequência difícil das decisões que tomamos no sentido de garantir o poder competitivo da Nokia no longo prazo", disse o presidente da Nokia e ex-diretor da Microsoft, Stephen Elop. "Não planejamos com leviandade as decisões que podem afetar nossos funcionários e, enquanto empresa, vamos trabalhar incansavelmente para garantir que os funcionários em situação de risco recebam o apoio, as opções e conselhos necessários na busca de novas oportunidades." De acordo com a empresa, a redução nos postos de trabalho e o fechamento dos centros de pesquisa e desenvolvimento em Ulm, na Alemanha, Burnaby, no Canadá, e da fábrica de celulares em Salo, na Finlândia, pouparia A 1,6 bilhão até o fim do ano. Desinvestimento Como parte de sua reorganização, a Nokia anunciou a venda de sua divisão de celulares de luxo, Vertu, para a EQT VI, firma europeia de private equity, por um preço não divulgado. A empresa disse ter também comprado a Scalado, desenvolvedora sueca de tecnologia de imagem para smartphones. O preço pago pela Scalado não foi divulgado. Além disso, a Nokia informou que "avaliaria cuidadosamente o futuro de certos ativos complementares". Em conferência telefônica com analistas, Elop indicou que a Nokia Siemens Networks, parceria com a alemã Siemens para fabricação de equipamentos de rede - e que teve prejuízo total de A 986 milhões em 2010 e 2011 - poderia ser um dos ramos a se tornar alvo da reavaliação futura. Elop não quis descrever a Nokia Siemens como ativo complementar, mas disse que a reestruturação da fabricante de equipamentos de rede, que entra agora no seu segundo ano, tinha o objetivo de torná-la mais atraente para os potenciais investidores. "Dissemos apenas que a Nokia Siemens está passando por sua própria reestruturação, e estamos satisfeitos com os esforços feitos até o momento", disse Elop. O objetivo da reestruturação é fazer da empresa "uma entidade mais independente no futuro", acrescentou ele. "Enquanto isso prossegue, estamos determinados a descobrir o que o futuro nos reserva." O analista Ilkka Rauvola, que trabalha para o Danske Bank em Helsinque, disse que, por mais que o alerta referente aos lucros possa prejudicar o preço das ações no curto prazo, a Nokia parecia estar enfrentando seus principais desafios para o longo prazo. "Me parece que a administração está agindo, fazendo tudo aquilo que precisa ser feito", disse Rauvola. Elop, presidente da Nokia, disse que os cortes de gastos e de posições de trabalho têm o objetivo de fazer a Nokia lucrar novamente "tão logo seja possível". De acordo com o executivo, a Nokia, que informou ter reservas líquidas de dinheiro da ordem de A 4,9 bilhões no fim de março, tem recursos "mais do que suficientes" para suportar a transição. / TRADUÇÃO DE AUGUSTO CALIL

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