SANCHES FILHO
Para a maioria dos titulares do Santos, o jogo contra o São Paulo neste domingo será apenas mais um clássico na carreira. Já para alguns será a chance de mostrar serviço para pelo menos ser reserva quando o time estiver completo, com Arouca, Charles, Ganso, Neymar e Diogo.
E a situação de Keirrison é especial. Para ele, todo jogo é pressão total. A torcida não entende como aquele goleador que fez sete gols em dois jogos do Coritiba contra o Santos em 2008 pode ter caído tanto.
Ao chegar à Vila Belmiro, no meio do ano passado, emprestado gratuitamente por um ano pelo Barcelona, Keirrison tinha uma missão simples: substituir André, que havia sido negociado com o Dínamo de Kiev.
Mas o tempo foi passando e o K9 goleador não ressurgia. Ele continuava sendo o atacante apático que não vingou ao atuar por empréstimo no Benfica e na Fiorentina. Mas, enfim, Keirrison parece ir reencontrando, aos poucos, o caminho do gol.
"Ele teve seu melhor jogo pelo Santos desde que cheguei (contra o São Caetano). Mas já vi o Keirrison jogando muito melhor e sendo artilheiro no Coritiba e no Palmeiras. Sabemos que ele pode dar mais", analisou o técnico Adílson Batista.
Agora K9 será pressionado pelo retorno de Zé Eduardo, que ficará até o meio do ano, e pela insistência de Adílson na contratação de um centroavante. E tudo isso a cinco meses de terminar o seu empréstimo.